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ainda tem trouxa que acredita em papai noel e pac

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Os gastos excessivos do setor público contribuem para que o Brasil divida
com a Turquia o posto de país emergente com a menor taxa de poupança
doméstica.
A poupança de um país engloba recursos que, em vez de serem destinados ao
consumo, são economizados. Na conta, entram tanto governo como empresas e
famílias.
Segundo dados da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU), Brasil e
Turquia tinham taxas de poupança doméstica próximas a 15% do PIB (Produto
Interno Bruto) em 2009, a menor entre 24 mercados emergentes.

   - Impostos "mordem" 46% de alta do
PIB<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/795034-impostos-mordem-46-de-alta-do-pib.shtml>
   - Economia deve registrar em 2010 maior crescimento em 24 anos, diz
   
Mantega<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/793548-economia-deve-registrar-em-2010-maior-crescimento-em-24-anos-diz-mantega.shtml>
   - PIB brasileiro cresce 1,2% no segundo trimestre e 8,9% no semestre,
   aponta 
IBGE<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/793411-pib-brasileiro-cresce-12-no-segundo-trimestre-e-89-no-semestre-aponta-ibge.shtml>
   - Poupança tem captação líquida de R$ 1,8 bi em agosto, queda de
73%<http://www1.folha.uol.com.br/mercado/794901-poupanca-tem-captacao-liquida-de-r-18-bi-em-agosto-queda-de-73.shtml>

O percentual baixo contrasta com números de 54,5% da China, 31,4% da Índia,
24% da Argentina e 21,7% do México.
País que poupa pouco tem baixa capacidade de financiar investimentos. Se há
disposição do setor privado para investir muito, os recursos precisam vir de
fora.
É exatamente o que vem ocorrendo no Brasil, onde os investimentos produtivos
das empresas têm aumentado, nos últimos anos, em um ambiente de forte
consumo do governo e das famílias.
A consequência da baixa poupança doméstica tem sido deficit crescentes nas
chamadas transações correntes do país com o exterior.
Depois de registrar superavit em conta corrente entre 2003 e 2007, o Brasil
voltou a apresentar deficit em 2008. Os deficit em conta corrente do país
acumulados em 12 meses têm crescido de forma consecutiva nos últimos dez
meses, alcançando 2,24% do PIB em julho.
Robert Wood, analista sênior da EIU, diz que as reformas feitas na última
década para aumentar a estabilidade econômica e desenvolver os mercados de
capitais criaram um melhor ambiente para que as famílias brasileiras
pudessem poupar parte de sua renda.
"Mas o fato de que a poupança doméstica permanece tão baixa sugere que
fatores inerciais, como temor de volta da inflação ou de confiscos, e
culturais, como a baixa propensão para poupar, talvez continuem sendo
determinantes", diz Wood.
*SETOR PÚBLICO*
Além disso, o setor público continua gastando muito mais do que arrecada: o
deficit nominal alcançou 3,36% do PIB nos 12 meses terminados em julho
passado contra, respectivamente, 3,23% e 2,23% no mesmo período de 2009 e
2008.
Economistas projetam que o deficit em conta corrente continuará aumentando.
Mas se perguntam sobre até que ponto investidores de fora estarão dispostos
a financiá-lo, pois a fatia do deficit coberta por capital de curto prazo
(que pode deixar o país da noite para o dia) aumentou significativamente.



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