Outro que me surpreendeu e vi engajado contra o atual PT é OSMAR PRADO - petista histórico, de carteirinha...
O mundo não está tão perdido como pensamos... rs FG Em 7 de setembro de 2010 12:24, leni balthar <[email protected]>escreveu: > > > "Vamos errar de novo?" - Ferreira Gullar, > FSP<http://angelodacia.blogspot.com/2010/09/vamos-errar-de-novo-ferreira-gullar-fsp.html> > De indispensável leitura o artigo do poeta Ferreira Gullar na Folha de São > Paulo de ontem. Estou surpreso por não tê-lo visto sendo comentado e > repercutido pela rede. Segue aqui então na íntegra, um dia após a publicação > e venda do mesmo na edição da Folha: > Blog do Angelo da C.I.A <http://angelodacia.blogspot.com/> > > *FAZ MUITOS ANOS já que não pertenço a nenhum partido político, muito > embora me preocupe todo o tempo com os problemas do país e, na medida do > possível, procure contribuir para o entendimento do que ocorre. Em função > disso, formulo opiniões sobre os políticos e os partidos, buscando sempre > examinar os fatos com objetividade. > Minha história com o PT é indicativa desse esforço por ver as coisas > objetivamente. Na época em que se discutia o nascimento desse novo partido, > alguns companheiros do Partido Comunista opunham-se drasticamente à sua > criação, enquanto eu argumentava a favor, por considerar positivo um novo > partido de trabalhadores. Alegava eu que, se nós, comunas, não havíamos > conseguido ganhar a adesão da classe operária, devíamos apoiar o novo > partido que pretendia fazê-lo e, quem sabe, o conseguiria. > Lembro-me do entusiasmo de Mário Pedrosa por Lula, em quem via o renascer > da luta proletária, paixão de sua juventude. Durante a campanha pela Frente > Ampla, numa reunião no Teatro Casa Grande, pela primeira vez pude ver e > ouvir Lula discursar. > Não gostei muito do tom raivoso do seu discurso e, especialmente, por ter > acusado "essa gente de Ipanema" de dar força à ditadura militar, quando os > organizadores daquela manifestação -como grande parte da intelectualidade > que lutava contra o regime militar- ou moravam em Ipanema ou frequentavam > sua praia e seus bares. Pouco depois, o torneiro mecânico do ABC passou a > namorar uma jovem senhora da alta burguesia carioca. > Não foi isso, porém, que me fez mudar de opinião sobre o PT, mas o que veio > depois: negar-se a assinar a Constituição de 1988, opor-se ferozmente a > todos os governos que se seguiram ao fim da ditadura -o de Sarney, o de > Collor, o de Itamar, o de FHC. Os poucos petistas que votaram pela eleição > de Tancredo foram punidos. Erundina, por ter aceito o convite de Itamar para > integrar seu ministério, foi expulsa. > Durante o governo FHC, a coisa se tornou ainda pior: Lula denunciou o Plano > Real como uma mera jogada eleitoreira e orientou seu partido para votar > contra todas as propostas que introduziam importantes mudanças na vida do > país. Os petistas votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal e, ao > perderem no Congresso, entraram com uma ação no Supremo a fim de anulá-la. > As privatizações foram satanizadas, inclusive a da Telefônica, graças à qual > hoje todo cidadão brasileiro possui telefone. E tudo isso em nome de um > esquerdismo vazio e ultrapassado, já que programa de governo o PT nunca > teve. > Ao chegar à presidência da República, Lula adotou os programas contra os > quais batalhara anos a fio. Não obstante, para espanto meu e de muita gente, > conquistou enorme popularidade e, agora, ameaça eleger para governar o país > uma senhora, até bem pouco desconhecida de todos, que nada realizou ao longo > de sua obscura carreira política. > No polo oposto da disputa está José Serra, homem público, de todos > conhecido por seu desempenho ao longo das décadas e por capacidade > realizadora comprovada. Enquanto ele apresenta ao eleitor uma ampla lista de > realizações indiscutivelmente importantes, no plano da educação, da saúde, > da ampliação dos direitos do trabalhador e da cidadania, Dilma nada tem a > mostrar, uma vez que sua candidatura é tão simplesmente uma invenção do > presidente Lula, que a tirou da cartola, como ilusionista de circo que sabe > muito bem enganar a plateia. > A possibilidade da eleição dela é bastante preocupante, porque seria a > vitória da demagogia e da farsa sobre a competência e a dedicação à coisa > pública. Foi Serra quem introduziu no Brasil o medicamento genérico; tornou > amplo e efetivo o tratamento das pessoas contaminadas pelo vírus da Aids, o > que lhe valeu o reconhecimento internacional. Suas realizações, como > prefeito e governador, são provas de indiscutível competência. E Dilma, o > que a habilita a exercer a Presidência da República? Nada, a não ser a > palavra de Lula, que, por razões óbvias, não merece crédito. > O povo nem sempre acerta. Por duas vezes, o Brasil elegeu presidentes > surgidos do nada -Jânio e Collor. O resultado foi desastroso. Acha que vale > a pena correr de novo esse risco?* > > > > ------------------------------------------------------- > Leni Balthar > > > > -- ---- FG
