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concordo com vc Lu...
e de mais a mais o Canad�? Mas logo o Canad�?
O Canad� � uma boschta!!!!
-------Mensagem original-------
Data: 03/10/05 00:49:08
Assunto: Re: [gl-L] O SAPO DE EINSTEIN
n�o quero ser nacionalista nem nada...
mas algumas perguntas n�o querem se calar: -em que pa�s eles se qualificaram para hoje serem o que s�o, e possu�rem o que dizem ter?
-brasileiros chegam ao Canad�, � Inglaterra, �ndia, etc, diariamente..e o oposto? Eles tamb�m v�m em grande quantidade e n�o querem sair daqui mais n�o...
olha, quer saber..que ela (eles) sejam bem felizes por l�...porque � realmente muiiiito mais f�cil se mandar, e danar a falar mal do Brasil, do que ficar aqui e tentar consertar as coisas.
gostei n�o....
*risos
Luciana
----- Original Message -----
Sent: Thursday, March 10, 2005 12:00 AM
Subject: [gl-L] O SAPO DE EINSTEIN
s� repassando...pq acho que h� o que pensar sobre, veridica a fonte ou n�o, n�o chequei...
Publicado em 03/02, no "Espa�o Livre" da newsletter DIRETO DA REDA��O. O SAPO DE EINSTEIN
( Mari�ngela Pereira de Albuquerque )
Nasci e vivi no Brasil toda a minha vida, at� 2001. Constitu�mos uma fam�lia feliz, eu, meu marido e minhas filhas.
Leciono macroeconomia em Saint John, no Canad�. Sinto muitas saudades do meu pa�s e, como ningu�m � de ferro, sempre passamos nossas f�rias no Recife, Rio ou S�o Paulo. H� pouco mais de um m�s, chegamos do Brasil e entre v�rias lembran�as inesquec�veis (principalmente do sol!) tomamos uma decis�o dolorosa: n�o voltaremos mais ao nosso pa�s. Nossa decis�o de sair do Brasil, tamb�m foi dram�tica, mas eu e meu marido (que tamb�m � professor e pesquisador), fizemos uma an�lise fria e detalhada das nossas possibilidades, perspectivas e como poderia ser o futuro principalmente para nossas filhas. Considerando principalmente o futuro pol�tico e econ�mico do Brasil, decidimos, com enorme dor no cora��o, deixar o Brasil. No in�cio, pensei que t�nhamos tido muita sorte, pois fomos recebidos pelo mundo acad�mico um sal�rio inimagin�vel se comparado ao que receb�amos no Brasil exercendo as mesmas atividades. Melhoramos muito nosso padr�o e qualidade de vida. Se n�s tivemos sorte, percebemos tamb�m que um enorme n�mero de brasileiros tamb�m teve. � surpreendente a quantidade de brasileiros que seguiu a mesma trilha pela qual optamos e est�o muito felizes aqui. A cada dia, mais e mais fam�lias, alunos e professores de diversas partes do Brasil chegam ao Canad�. Mas, sempre tive a d�vida: porque ser� que tantos est�o abandonando a nossa querida terrinha? Nossa �ltima viagem ao Brasil trouxe-me a resposta. H� uma figura de ret�rica, chamada "O sapo de Einstein". O g�nio dizia "Se voc� colocar um sapo em uma panela com �gua e for aumentando a temperatura lentamente, o sapo n�o percebe, vai se habituando e morre cozido. Mas se voc� colocar o sapo em uma panela com �gua quente ele imediatamente percebe o choque e pula para fora". Acho que o Brasil est� passando pelo processo de fervura do sapo. � incr�vel a diferen�a do Brasil de 2001 para o de 2004 e o quanto as pessoas est�o impass�veis e pac�ficas. Um de meus colegas, docente de uma universidade federal em S�o Paulo, recebe um sal�rio equivalente ao que eu pago aqui para a bab� da minha filha. Meu marido, convidado para um congresso no Rio, foi questionado por um assessor ministerial se desejaria conhecer pessoalmente o Ministro da Economia, presente ao evento. Educadamente, meu marido aceitou . E recebeu como resposta: "Pois �, mas para isso tem uma pequena taxa de ades�o". Surpreso, meu marido recusou-se a continuar a conversa. Ali�s, no Rio nosso motorista dava enormes voltas para levar-nos ao hotel, aos shoppings e ao Centro de Conven��es. Mas fomos informados que na rua tal, estava tendo tiroteio, no outro percurso, ocorria um tal de "bonde", que at� agora n�o entendi, mas � algo que envolve bandidos motorizados. O surpreendente, � a simplicidade com que as pessoas falam sobre tiroteios na rua. Quando sa�mos do Brasil, o Rio n�o era nenhum para�so - pelo contr�rio - mas os tiroteios eram esparsos e nos morros. Hoje, � constante e nas ruas nobres do Rio. Em S�o Paulo, assistimos parte do hilariante debate eleitoral na TV. Uma candidata (esqueci o nome), falava de "escolas de lata" e dizia ser "origin�ria de uma fam�lia rica". Mas sua cirurgia pl�stica deve ter sido feita nos morros do Rio, pois a deixou meio caolha, com as p�lpebras tortas e se ela continuar a entupir-se de botox, vai come�ar a vazar pelas orelhas. Mas das dezenas de empresas que abandonaram o munic�pio, n�o ouvi uma palavra. Atualmente, o governo Lula comemora os espetaculares �ndices econ�micos, produzidos por um m�dico, Dr. Pallocci. N�o entendo nada de medicina e jamais me atreveria a exercer uma profiss�o para a qual n�o possuo embasamento. Mas de economia em geral eu entendo um pouco. E de economia brasileira eu entendo muito. Comemorar a eleva��o de indicadores econ�micos em rela��o ao ano passado, demonstra despreparo e desconhecimento. A realidade � que em 2001 e 2002 ocorreu uma grande evas�o de empresas e investimentos no Brasil, com receio do futuro governo do PT. Este fato somente refletiu-se na economia em 2003, que, em conseq��ncia, foi um ano p�ssimo para o Brasil em termos econ�micos. Desta forma, comparar 2004 contra 2003, m�dico Pallocci, n�o � tecnicamente correto. � o mesmo que comemorar por um paciente que est� em coma, ter melhorado sua press�o arterial em rela��o ao dia anterior. O paciente n�o sarou, m�dico Pallocci. Ele est� gravemente enfermo. Ent�o, deixe para comemorar ou dar declara��es festivas quando puder apertar a m�o do paciente corado e saud�vel deixando o hospital. Mari�ngela Pereira de Albuquerque � professora universit�ria no Canad�. Seu email � [EMAIL PROTECTED] ---
N�o leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.
Coment�rios: www.yahoogroups.com/group/goldenlist-L/messages
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