Mulher n�o precisa mais de BO para fazer aborto 
 
Uma nova norma do Minist�rio da Sa�de autoriza os m�dicos da rede 
p�blica a fazer aborto em mulheres que aleguem ter engravidado ap�s 
estupro, mesmo que n�o haja boletim de ocorr�ncia policial ou outro 
documento comprovando a viol�ncia sexual.

O texto normativo est� sendo impresso e ser� distribu�do ainda neste 
semestre aos servi�os de aborto legal do pa�s, ap�s capacita��o dos 
profissionais, mas j� causa pol�mica.  Grupos religiosos acusam o 
minist�rio de incentivar a pr�tica do aborto.

O C�digo Penal, no seu artigo 128, n�o exige documento para esses 
casos, e a mulher violentada n�o tem o dever legal de noticiar o 
fato � pol�cia.  Mas outra norma t�cnica do minist�rio, de 1998, 
no ent�o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), colocava o BO 
como documento obrigat�rio para a realiza��o do aborto legal, o 
que ainda � seguido pelas unidades que prestam esse servi�o.

"Deve-se orient�-la a tomar as provid�ncias policiais e judiciais 
cab�veis, mas, caso ela n�o o fa�a, n�o lhe pode ser negado o 
abortamento", diz um trecho da norma t�cnica, a ser distribu�da.

Pelo atual C�digo de �tica M�dica, no entanto, o profissional da 
sa�de pode alegar obje��o de consci�ncia e n�o realizar a inter-
rup��o da gravidez.

O novo documento do governo diz que os m�dicos n�o devem temer pos-
s�veis conseq��ncias jur�dicas caso, posteriormente, descubra-se que 
a gravidez n�o foi resultado de estupro.  Cita novamente o C�digo 
Penal, artigo 20, inciso I, que isenta de pena "quem, por erro ple-
namente justificado pelas circunst�ncias, sup�e situa��o de fato 
que, se existisse, tornaria a a��o leg�tima".

O aborto � permitido no Brasil nos casos de estupro e de risco � 
vida da m�e.  Uma comiss�o tripartite vai analisar a descrimina-
liza��o para outros casos.

Em raz�o da norma t�cnica, grupos religiosos acusam o Minist�rio da 
Sa�de de promover e estimular o aborto.  O assunto foi abordado em 
debate realizado na �ltima segunda-feira na Folha e vem alimentando 
centenas de mensagens de rep�dio enviadas ao minist�rio.

"N�o tenho d�vida de que qualquer mulher que queira vai praticar o 
aborto por n�o precisar mais do BO. O boletim nos dava a certeza de 
que a mulher havia sido v�tima de viol�ncia sexual e estava em 
gesta��o em conseq��ncia disso", disse o bispo em�rito de Jundia�, 
dom Amaury Castanho.

Na segunda-feira, o ministro Humberto Costa (Sa�de) negou o est�mulo 
ao aborto e sugeriu que as pessoas estavam confundindo a norma do 
aborto legal com outra que pretende humanizar o atendimento de mu-
lheres j� em processo de abortamento que d�o entrada nos hospitais 
p�blicos.  Ontem, por�m, a assessora t�cnica da �rea da sa�de da 
mulher do Minist�rio da Sa�de, Regina Viola, confirmou o teor da 
nova norma e da mudan�a em rela��o � gest�o FHC.


[Folha Online]


















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