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Eu não disse exatamente que o processo seletivo
teria relação com a contribuição. Mas era rigoroso e eliminava a maioria
que buscava apenas emprego e não trabalho.
Depois que virou cabide de emprego, e os serviços
foram cada vez mais terceirizados, a contribuição aí sim, sofreu um
impacto.
Com menor número de empregados capacitados, o
número de aposentados seria menor e conseqüentemente a tendenciosa idéia que os
empregados de estatais oneram a previdência cai por terra.
Eu creio ter esgotado o assunto sobre o
recolhimento de 5:1.
Isto foi uma fase transitória para recompor as
perdas que seguiram a extinção do SASSE. Foi sendo gradativamente reduzida e já
no governo Sarney era de 2:1 e antes do FH, foi fixada em 1:1 permanecendo assim
até hoje.
Se você não viu isso, ou não leu ou não
entendeu.
A minha posição política exclui o estado da vida do
cidadão. Mas acontece que vivo num país ainda não preparado para este estágio de
avanço, como de resto o mundo todo. Quando isso vai acontecer? Eu não sou
adivinho, mas acontecerá.
O que eu não entendo é por que este ranço de
reacionarismo, e visão retrógrada contra os funcionários públicos e empregados
de estatais.
Não são apenas os bancos oficiais que recolhem o
confisco da CPMF. Isto é dinheiro público nunca utilizado para o fim a que foi
falsamente proposto e sim desviado como sempre para interesses
políticos.
Pela enésima vez vou dizer: todos o bancos, TODOS
cobrem as suas folhas de pagamento com as taxas e tarifas de serviço que cobram.
E os encargos sociais também, além de haver sobra no que é
arrecadado.
Então todo correntista paga as folhas de todos os
bancos e não dos oficiais apenas. E pagando de todos paga também a previdência
deles.
Por que não têm a coragem os que se posicionam
contra o funcionalismo em geral de fazer um movimento eficaz contra a CPMF?
Contra a excessiva carga de impostos? Contra os políticos que só legislam em
causa própria, são empregados (muito mais empregados), de quem neles votou que
os que alcançaram uma posição por mérito e não por favor?
Por que aceitam com o rabo entre as pernas que os
políticos tenham além do salário. franquia telefônica, postal, carros com
motorista, auxílio esposa, auxílio paletó (isto é um escárnio), auxílio moradia,
verbas de gabinete, passagens de avião, viagens de lazer? Ou o povo pensa que
não é o dinheiro público que paga isso? E para trabalhar três dias por
semana, ter quatro meses de férias anuais, aposentadoria após o cumprimento de
dois mandatos, ou seja, oito anos, estes sim, são os que vivem
encastelados e pagos por nós. Por todos nós. O dinheiro sai dos cofres públicos
e é arrecado de quem?
Por que aceitam rolando no chão e com as patinhas
pra cima. os cartéis dos empresários e não se insurgem contra eles? Ou alguém
ainda pensa que haja santos ou inocentes no grande empresariado
brasileiro?
Por favor, poupe--me.
As reclamações e revoltas são sempre direcionadas
para o lado mais fraco numa atitude covarde ou omissa dos que não têm
coragem para enfrentar o que realmente os atinge.
Por que não a revolta contra a remuneração de juros
fabulosa ao capital estrangeiro que aqui aporta e só o faz exatamente por isso?
Por que não exigir energia do governo para não entregar de mão beijada a
montanha de dinheiro que entrega para o exterior que aqui investe apenas no
capital e não na produção? No lucro e não no trabalho?
E mais uma vez vou falar: pesquise, informe-se e
verá que o funcionalismo num todo não tem nenhum peso relevante na previdência
oficial.
Eles têm os mesmos direitos aos beneficiários do
setor privado. Exatamente os mesmos.
O que conseguem a mais é da sua previdência privada
e pagam para isto. Incluindo os aposentados. O atendimento médico hospitalar,
mesmo com a mensalidade descontada em folha, não é feito de graça. Os empregados
em estatais pagam 25% do valor que os profissionais da saúde e hospitais
cobram por qualquer atendimento.
Os que são atendidos pelo INSS, sendo de empresas
privadas nada pagam. A não ser que também disponham de algum plano de
previdência privada para garantir melhor aposentadoria e atendimento de
saúde.
É um argumento que não se sustenta em sua própria
formulação o que diz ser o funcionalismo responsável pela maior despesa do INSS.
E uma total desinformação.
Carlos Antônio
----- Original Message -----
From: Julio
Arruda
Sent: Thursday, October 06, 2005 10:51 AM
Subject: Re: [gl-L] news: Camilla Amaral, musa da CPI, é capa da
Playboy deste mês > Era justíssimo por n razões. Na época, os funcionários públicos e empregados de estatais (para quem não saber há profundas diferenças entre uma categoria e outra), só eram admitidos por concurso. Eram selecionados e capacitados para as funções que exerciam. Ao contrário das empresas privadas que contratavam com uma simples avaliação ou nem isso. Hoje isto também está modificado. > Ao unificar os IAPs no destrambelhado INSS, o governo nivelou por baixo todos os institutos de previdência de cada categoria. O SASSE, que era o da Caixa Econômica, foi o último deles a ser extinto para que a contribuição passasse a ser feita para o INSS. Por que o processo seletivo teria alguma relacao com a contribuicao ? Eu me recordo de empresas privadas que faziam concursos acirrados, e processos de selecao bem restritivos. Nao creio que existia necessariamente uma relacao de causa-efeito nisto para os planos de aposentadoria deles. > Com essa extinção, deixaram de ter os empregados da Caixa o atendimento do SASSE que era de excelência e recolhia contribuição APENAS dos empregados daquela empresa e não de outros trabalhados. Criou-se então a FUNCEF e para que a perda imediata não fosse tão desastrosa, a contribuição inicial da empresa era mais alta e foi decrescendo gradativamente até chegar ao 1 por 1 atual. E que já vem de longa data. > A partir do governo Sarney, foram os funcionários públicos e empregados de estatais sofrendo seguidas perdas salariais entre elas os 17 salários anuais previsto no contrato de trabalho, e hoje limitados a 13 como qualquer trabalhador.Começa por aí a não haver diferença ou privilégios. > Com o governo malfadado do Pulha FH, ficaram os funcionários públicos e empregados de estatais (repito constantemente para deixar claro que existe uma diferença enorme entre uma categoria e outra), 8 anos sem ter sequer a reposição inflacionária e muito menos aumento. Os bancos particulares pagam hoje salários melhores que os oficiais para funções equivalentes. > A FUNCEF foi criada com a finalidade de recompor os salários dos que se aposentavam bancando a diferença entre o que se recebe do INSS e o salário que lhes era devido quando da aposentadoria. > O que vem ocorrendo desde 1995 é os economiários foram enquadrados como bancários e têm a sua data base em setembro. A FUNCEF concede o mesmo índice de aumento da categoria, mas quando em maio o INSS reajusta o salário mínimo e as aposentadorias, a FUNCEF retira do pagamento concedido a parcela de complementação equivalente ao índice concedido pela previdência oficial, e os seus beneficiário permanecem com o mesmo salário do ano anterior. Há centenas de processos nos TRTs e no TST contra esta medida e se levarmos em conta que cada processo é formado por grupos de 20 a 30 aposentados e pensionistas, teremos milhares de pessoas reivindicando os seus diretos. > Relembrando o fato que os empregados da ativa recolhem contribuição para o INSS e para a FUNCEF e os aposentados permanecem recolhendo para a FUNCEF. > O teto tanto de contribuição como de aposentadoria para os empregados de estatais e de empresas privadas é absolutamente o mesmo. > Aí está uma das inúmeras diferenças entre empregados celetistas de empresas estatais e funcionário públicos. Os últimos não recolhem contribuição para o INSS e aí sim têm uma aposentadoria diferenciada pois são pagos pelos órgãos previdenciários municipais, estaduais ou federais. > Sendo o teto igual para todos na previdência oficial, não há nenhum argumento que justifique a afirmativa de ser o INSS onerado pelo pagamento de aposentadorias aos empregados de estatais. Se o governo pagar 5:1, nao seriam estes 5:1 do dinheiro publico ? Em uma economia de mercado, o 5:1 seria justificado ? Beneficios (e salario e etc) geralmente sao usados para atrair pessoas. Nao seriam as regras de mercado suficiente equilibrio para isto ? Oferta/procura ? Se o governo precisar dar 5:1 para atrair, otimo, mas se nao precisa, por que daria ? > > RA > | Acredito que o Paulo falava de funcionários públicos > |> e de estatais em geral. > > Já foi explicado que há diferença entre uma coisa e outra. Se o que foi dito por mim não convenceu, todos os órgãos citados > podem fornecer estes esclarecimentos. Incluindo aí a justiça trabalhista e a previdenciária. > > > RA > | Pelo contrario... E' exatamente de quem conhece bem > |> como as regras do INSS (e etc.) favorecem de forma > |> indevida aos trabalhadores públicos (cujos |aposentados > |> acabam se tornando um estorvo para toda a |sociedade), > |> que se espera que se posicione CONTRA esse |sistema. > |> > |> Os trabalhadores públicos são os que menos |contribuem > |> (em dinheiro) e os que mais sugam recursos da |Previdência > |> Publica. O que, sob qualquer angulo que se olhe, é > |> francamente injusto com o contribuinte privado. > > Volto a afirmar que quem faz a colocação acima não tem noção do que está falando, não conhece as regras seguidas pelo INSS e tem total desconhecimento de direito previdenciário. > Caso seja "muito difícil" obter as informações dadas aqui > posso colocar à disposição o advogado chefe da Procuradoria Geral do INSS em Nova Friburgo para prestar qualquer esclarecimento. > Mas não acredito que quem tenha tanta facilidade para se dizer "profundo" conhecedor do sistema tenha dificuldade em esclarecer-se sobre isto tendo tantos meios à disposição. > De qualquer forma, está exposto o funcionamento das regras vigentes. > Pode ser que eu passe a cobrar por explanações futuras. > Att. > > Carlos Antônio. > > > ----- Original Message ----- > From: Julio Arruda > To: [email protected] > Sent: Wednesday, October 05, 2005 1:24 PM > Subject: Re: [gl-L] news: Camilla Amaral, musa da CPI, é capa da Playboy deste mês > > > ccarloss wrote: > >>Prove e justifique. >>Os empregados do setor público Estou falando de empresas públicas regidas pela CLT (como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Petrobrás....), e não de funcionários públicos >>de regime estatutário que é outra coisa completamente diferente. >>Os que contribuem para o INSS têm o mesmo patamar dos empregados das empresas privadas. Tanto no recolhimento quanto nos benefícios, direitos e deveres (sempre mais deveres que direitos). >>Basta conhecer direito previdenciário para saber disto. >>Chutometria é uma ciência adivinhativa muito praticada no Brasil. >>Se os empregados de estatais têm uma suplementação salarial, esta é feita pelos Fundos de Pensão, criados por eles e que nada têm a ver com a previdência oficial. E são descontados em folha para a manutenção destes Fundos. >>A estatal empregadora contribui também como fazem as empresas privadas. >>E aí sim, havia uma diferença que foi eliminada: elas contribuíam na proporção de 5 por 1 ( o que era justíssimo). > > > Por que era justissimo ? Somente a titulo de curiosidade. Acho que aqui > e' 1:1 tambem por sinal > > >>Há muito tempo essa contribuição passou a ser de 1 por 1. O que significa que nem mesmo nos Fundos de Pensão os trabalhadores de estatais sejam beneficiados. >>E qualquer empregado de qualquer empresa pode pagar uma previdência privada (dentro dos seus rendimentos, é claro), para ter uma aposentaria melhor. >>Voltando ao INSS, quem afirmar o contrário, não tem a menor noção do que está dizendo. >>Fontes para consulta: o próprio INSS e todas as estatais que têm os seus empregados sob regime celetista. É totalmente infundada e incorreta a informação que a previdência oficial privilegie os que trabalham no setor público e são a ela vinculados. Infundada, incorreta, mal intencionada e maldosa. >>Site da previdência à disposição para busca na Internet. Ou qualquer escritório de advocacia especializado em direito previdenciário. >>Arrematando: não há diferença alguma entre o que o INSS oferece aos que para ele contribuem, sejam do setor público ou privado. >> ------------------------ Yahoo! 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