Oi


Outra frase sobre o Brasil:

"...um País que despreza sistematicamente o conhecimento e a pesquisa e,
apesar de muito criativo, não é reconhecidamente inovador..."
:(

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Beijins
Fa
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"Como diz o cara absolutamente íntegro apanhado roubando: 'Bem,
  eu também sou humano'."  - Millôr Fernandes
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Cara feia para a inovação

25/05/2006
Bob Wollheim


Um estudo sobre Fatores de Mudança realizado pela McKinsey com cerca de
3,5 mil executivos, e resumidamente publicado esta semana na Folha de
São Paulo me chamou muito a atenção. No estudo, os executivos
pesquisados apontam a inovação (24%) como o principal fator que
acelerará a competitividade nas empresas e, em segundo lugar com 17%, a
facilidade de obter informações e desenvolver conhecimento.

Ou seja, mais de 40% das razões para uma competitividade crescente no
mundo dos negócios está na inovação e no conhecimento. Os outros fatores
são, na ordem, capital abundante (12%), talentos (11%), redução de
barreiras comerciais (11%), mudanças tecnológicas (10%), concorrentes
(8%) e ativismo do consumidor (5%). No caso da inovação, o estudo é bem
específico, o que me pareceu muito interessante: inovação em produtos,
serviços e modelos de negócios.

Para um País que despreza sistematicamente o conhecimento e a pesquisa
e, apesar de muito criativo, não é reconhecidamente inovador, o estudo
traz más notícias. Se levarmos em conta outros itens que estão muito
relacionados a isso, como talentos e mudanças tecnológicas, é fácil
concluir que nosso horizonte fica ainda mais complexo.

Em resumo? Se não mudarmos nada em nosso País e insistirmos no jeitinho,
na caridade e na roubalheira, a coisa deve ficar mais preta do que já está.

Tenho participado de vários treinamentos em grandes grupos nacionais e
multinacionais e proferido muitas palestras País afora e, muitos delas,
para jovens em início de carreira. Ao tomar conhecimento do estudo da
McKinsey e me confrontar com a realidade que vejo dos jovens entrantes
no universo do trabalho ou quase lá, fico, para dizer o mínimo, assustado.


Como os nossos pais

Somos um País de seguidores, gente que quer ser puxada pelas mãos e para
os quais inovação (o estudo é claro, em produtos, serviços e modelos de
negócios) é a última coisa que têm em mente. Querem dinheiro, cargo e
status rápido. Acham que alguém tem obrigação de lhes ensinar tudo e não
entendem – ou sofrem quando finalmente entendem – que suas carreiras
estão totalmente ligadas à atitude que terão face à vida e ao trabalho,
e não ao emprego, e que ninguém os mostrará o caminho certo (que sequer
existe hoje em dia)! Temos um excesso de jovens muito velhos, que só
pensam em repetir os modelos de seus pais e para os quais o mais
importante na vida é ter o celular Motorola do momento!

Como empreendedor, sou um otimista, claro, e sempre consigo enxergar
alguns poucos jovens-jovens, com espírito inovador, contestadores,
atentos ao conhecimento e às provocações de um mundo complexo,
intrincado e globalizado e, sobretudo, antenados que seus futuros
dependem deles próprios. Simples assim.

Minha esperança é que essas poucas aves raras sejam capazes de puxar a
manada de acomodados e que, através deles, possamos mudar nosso País.
Caso contrário...

Fonte: Empresa Brasil



Retirado de
http://wnews.uol.com.br/site/colunas/materia.php?id_secao=1&id_conteudo=243


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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