Eu não conheço o funcionamento da coisa. Por isto estou
repassando para que os experts da lista dêem a sua opinião.
 
Carlos Antônio.
Agradecendo à Celia.           
Uma verdadeira aula de Urna Eletrônica!

Amigos,
Carlos Tebecherani deu-nos de presente uma verdadeira aula técnica sobre o
porquê da fragilidade do sistema de urnas eletrônicas . Vale a pena saber ,
porque quando se resolveu instalar este sistema no Brasil, só se falava que
era o mais moderno do mundo.Mas o mundo moderno não o adotou...porque será?
Agora saibam porque
Divulguem também, please? MUITO MESMO !
Mara

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Prezada Mara,

As coisas (não) funcionam assim:

1) O mesário recebe o eleitor, com o título na mão;
2) O mesário digita o número do título do eleitor em um terminal LIGADO à
urna eletrônica, que serve para liberar o aparelho para a próxima votação;
3) O eleitor digita o seu voto na urna eletrônica, e CONFIRMA;
4) Encerra-se a votação daquele eleitor.

Daí, fica meridianamente claro que estando o terminal liberador da votação
ligado à urna eletrônica, e sendo digitado o número do título do eleitor, há
uma VINCULAÇÃO entre o número do título e o voto digitado naquela operação.

O TSE diz que o programa da urna "embaralha" os votos. Mas se o programa embaralha, ele pode "desembaralhar", com a mesma facilidade.

Com a liberação da urna com o número do título (que não tem foto) e MAIS as impressões digitais, não há escapatória: o voto FICA identificado,
inexoravelmente.

Agora, quanto à inauditabilidade das urnas eletrônicas.

Segundo cientistas, professores de grandes universidades (USP - Politécnica e São Carlos - , Federal de São Carlos, Federal de Santa Catarina, Federal  do Rio Grande do Sul, Federal da Bahia, Federal do Rio de Janeiro, UniCamp, Federal da Paraíba, Federal de Pernambuco, Universidade Federal de Brasília  UnB -, Stanford, University of California - CalTech -, Harvard, Institute
Politechnique - França -, Universität München, Universität Düsseldorf, e outras menos votadas) técnicos do mais alto gabarito, os programas
(softwares) são facilmente passíveis de alteração, e a urna é passível de  ataque externo SEM que o lacre seja rompido (pode ser aberta a urna e o
lacre não rompe !!!).
O sistema operacional é um Windows mitigado. O programa de coleta de votos e  apuração tem 2 milhões e 420 mil linhas de programação, sendo que a inserção de APENAS 2 (duas !) linhazinhas pode ALTERAR O RESULTADO de uma eleição.

Digamos, por exemplo, que o programa seja alterado para que desvie somente 1 voto em branco (ou nulo) por urna, para um determinado candidato, ou legenda partidária. Só no Estado de São Paulo poderiam ser 85 mil votos
"remanejados".

Se os votos brancos e nulos forem 10%, como indicam séries históricas, seriam cerca de 16 milhões de votos nessa condição. Se o programa "quiser"  apropriar-se de 10% dos votos brancos e nulos (e ninguém vai perceber isso, porque eles cairiam para 9%, dentro da margem de erro estatístico), então  "apareceriam" 1 milhão e 100 mil votos para alguém, ou para algum partido.
Dá para eleger uns 20 deputados, com esse mar de votos.

Quando a urna é ligada, o juiz eleitoral inocula nela o programa de votação, e a urna imprime uma lista, chamada de "zerésima". Essa lista indica que não há voto algum na urna. Ou, pelo nome, que existe 'zero' votos nela. Mas esse
diskette pode conter o programa adulterado, que vai rodar durante o período do pleito. Desligada a urna, os votos são gravados no disco rígido dela, mas o programa APAGA-SE da memória. Ele só funcionou enquanto a máquina estava
ligada. Pode, o programa, também auto-apagar as trilhas criminosas em um determinado horário. Por exemplo, dá-se um comando: "às 17:00h, delete linha 320", ou coisa que o valha. A linha será apagada naquele horário (por
exemplo, 1 minuto antes de terminar o período de votação), e não deixará pistas.

O grupo de discussão do voto seguro sugeriu que houvesse uma impressora  acoplada a cada urna eletrônica. O eleitor digitaria o seu voto, que sairia em uma fita na impressora. Conferindo se seria aquele mesmo, então o eleitor
confirmaria na urna, e o voto impresso iria para uma urna de lona, para
possível conferência, ou auditoria. O grupo sugeriu que 2% das urnas fossem auditadas. O TSE, a princípio, concordou, a lei eleitoral foi alterada para  que os equipamentos tivessem esse acessório, e algumas urnas eletrônicas
foram equipadas com esse tipo de impressora. Mas Nelson Jobim acabou com a auditoria, alterando, novamente, a lei eleitora, para remover as impressoras  das urnas eletrônicas. A "justificativa", ou desculpa, era contenção de
custos dos equipamentos. Mas as urnas têm uma impressora, para emitir a "zerésima", de maneira que não se justifica a afirmativa de Jobim, o Inefável.



Há uma curiosa constante em andamento: ninguém que eu conheça votará em Lula, nem conhece alguém que sequer conheça quem votaria em Lula... Onde, então, os cidadãos reais que - segundo 'pesquisas' - tencionam dar ao
desdedado canalha 51% dos votos disponíveis?
Inconsistência?
A única forma de garantir a honestidade das urnas é o acoplamento de uma impressora, que, aliás, já existe no aparelho mas que, por proibição de Nelson Jobim não deverá ser usada para imprimir votos.
Cê entendeu? Jobim anulou a única maneira de garantir resultados honestos.
Por que?
Não haveria custos porque a impressora já está na máquina.
Se os resultados a favor da quadrilha podem ser garantidos por manipulação das urnas, por que não ir preparando os otários com pesquisas também manipuladas?
E se a vitória já tá garantida, por que preocupar-se?
Começa a fazer sentido o descaramento com que se comportam?
Explica-se a confiança exuberante manifesta pelos comuno-petistas, não obstante a farta publicidade dada à sua canalhice?
Ou a alegria cínica que exibem, não obstante a geral repugnância que inspiram?
Vc também não acha uma desgraça que já não existam testículos sob o verde-oliva?
Que a mídia se mantenha quietinha, quietinha...?
E uma última perguntinha: vc já tem passaporte?
Bons sonhos.
M.

Portanto, desligadas as urnas, o programa eleitoral, que é "volátil"  (desligada a máquina, ele apaga-se da memória) não mais serve para coisa alguma. Os votos gravados na memória serão aqueles que o programa (esse mesmo, que pode "afanar" votos) mandou gravar. Assim, o que vai para o TSE (ou TRE) são os votos em diskette, tirados da memória volátil da máquina, e que serão os mesmos do disco rígido. Se foram "afanados", afanados ficarão.

Não dá para recontar, ou auditar, ou verificar, porque o programa eleitoral (não o gratuito, da TV, mas o da urna) não funciona mais. Foi desligado.

Se houvesse o voto impresso, poder-se-ia fazer recontagem por amostragem, e a fraude, se existente, apareceria.

Os partidos políticos têm direito a verificar os programas das urnas eletrônicas, e o TSE marca, em todo pleito, uma sessão de conferência.
Assim, os partidos políticos, SEM equipamento algum, nem compilador (é um programa de checagem) de espécie alguma (que são proibidos pelo TSE), têm uma tarde inteira (veja só !) para verificar ... 2 milhões e 420 mil linhas
de programação.

Ou seja: NÃO VERIFICAM coisa alguma, porque é ABSOLUTAMENTE INVIÁVEL, impossível !

Há alguns casos de fraudes detectadas, e o sítio do voto seguro (
http://www.votoseguro.org ) mostra para quem o visitar.

Para se ter uma idéia da possibilidade de fraude, Mário Covas foi ao segundo turno com Paulo Maluf, na eleição para governador, superando Martha Suplício, que sempre esteve na frente dele nas pesquisas, por meros 78 mil  votos. São Paulo tinha, naquela eleição, cerca de 85 mil urnas eletrônicas funcionando.

Eu não estou afirmando que houve fraude, eu não sou doido de dizer isso.
Mas, se houvesse o desvio de 1 voto por urna, naquela ocasião, seria o suficiente para tirar Martha (para isso, seria bom que houvesse fraude, mesmo !) do segundo turno, subindo o terceiro classificado.

Em uma campanha apertada, onde 2% de votos fazem a diferença (como aqui em Santos, para prefeito, onde o atual prefeito venceu o PT por diferença de 1,8% .), e essa margem é a mesma da precisão estatística, as urnas podem mudar o panorama da eleição sem que ninguém perceba.

No Rio Grande do Sul, na última eleição para governador, Germano Rigotto estava em 5º lugar, com 20 dias para o pleito. Sagrou-se vencedor. Não digo que houve fraude (continuo NÃO sendo louco), mas a urna seria capaz de desviar votos para isso, sem sombra de dúvida.

Em Santana do Parnaíba, teve um candidato que votou com mais 6 parentes (inclusive a filha, a mãe e a mulher) na mesma sessão eleitoral. Não teve voto algum. Nem o seu ! Nem o da sua mãe !

O da mulher poderia não ter sido dado a ele, sabe como é ! .

Peça recontagem, e o TRE vai gravar novo diskette, do disco rígido da urna.
O resultado vai ser o mesmo, é óbvio !

Isso SE o tribunal deferir o (inútil) pedido de recontagem !

Além de improvável deferimento, CASO aconteça, será totalmente inútil, pelos motivos expostos.

Então, não há como se recontar os votos. Nem auditar as urnas. Nem verificar fraudes.

Bush foi eleito, na primeira vez, com 1% de diferença, e nos Estados Unidos ualquer eleição com diferenças menores do que 2,5% (intervalo de precisão estatística) são, OBRIGATORIAMENTE, recontados, auditados.

No nosso caso, NÃO É POSSÍVEL fazer isso.

Talvez porque aqui não haja roubo de votos, como naqueles locais atrasados do hemisfério norte, né?

Bem, em resumo, é isso.

Se não deu para entender, pergunte de novo.

Espero ter ajudado.

Paz e Bem !

*Carlos Tebecherani Haddad*



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