Kleber, 

Claro que um pequeno artigo não poderia abranger toda a complexidade do 
contrato.
O que eu quis destacar é se não deveríamos chamar a lógica do capital de O 
PROCESSO ESCRAVAGISTA DO CAPITAL,

Sem nenhuma conotação marxista.

Quanto aos trabalhadores serem descartados no meio do mar, no mundo de hoje 
nada me surpreende.

Amanhã irei para o Rio. A matriarca daqui resolveu passar o Natal lá. Volto a 
Friburgo na terça e no ano novo irei para Niterói e passarei com o meu irmão. 
Volto à serra no dia 2.

O Claudio e eu estamos pensando em marcar um almoço para 18 de janeiro. Até 
agora pensamos em chamar você, o Marco, o Paulo, que após longo tempo dentro do 
armário reapareceu. Mas até lá teremos tempo de combinar tudo.
As meninas infelizmente moram longe, exceto a Leni. E eu tive a idéia de 
convencer a Sonia a descer da montanha e 
proporcionar o espetáculo do comovente encontro entre vocês dois que será um 
marco na história.

Um abraço.

Carlos Antônio.



----- Original Message ----- 
From: AKA 
To: [email protected] 
Sent: Friday, December 22, 2006 10:34 PM
Subject: Re: [gl-L] A Lógica(?) do Carpital


CC
a coisa é um pouco mais complexa que o noticiado
acontece que o contrato era um contrato turn-key fechado que envolvia o pacote 
e outras compensações contratuais

a FIRJAN, o CREA e a ANE = academia nacional de engenharia - ong que pertenço 
está envolvida estudando a melhor solução... 

infelizmente o trabalhador braçal está virando commodity - espero que pelo 
menos seja devolvidos as suas origens e não descartados no meio do mar


On 12/22/06, ccarloss <[EMAIL PROTECTED]> wrote:




       
       
       

        Publicada em: 21/12/2006 

       
          A LÓGICA DO CAPITAL 
        . 
        A empresa alemã ThyssenKrupp vai "importar" 600 trabalhadores chineses 
para a construção de uma usina siderúrgica no Rio de Janeiro. O termo 
importação é apropriado, pois os chineses serão tratados como mercadoria. Virão 
ao Rio, ficarão instalados num alojamento junto à obra e, encerrado os 
trabalhos, retornam à China. 

        Talvez nem tenham tempo de conhecer o Rio de Janeiro, já que a 
siderúrgica será construída no afastado distrito industrial de Santa Cruz. A 
globalização chega à mão-de-obra, mas não na mobilidade de cruzar fronteiras a 
seu bel prazer, como o capital, mas na forma de pacote fechado de grandes 
empreendimentos. 

        A ThyssenKrupp não está trazendo diretamente os chineses. Ela está 
contratando uma empresa chinesa para construção de uma coqueria, que incluiu no 
seu preço – barato, naturalmente – a vinda de trabalhadores chineses. Segundo 
informação do jornal Valor, a idéia da empresa chinesa era trazer 4 mil 
trabalhadores, mas o ministério do Trabalho "só" teria autorizado 600.

        A lógica do capital é reduzir ao máximo o custo do seu investimento. 
Certamente não passou pela cabeça da ThyssenKrupp trazer trabalhadores alemães, 
organizados e caros, e até o trabalhador brasileiro foi preterido. Tem chinês 
de sobra no mercado, a preço de banana. Melhor, só a escravidão. Mas essa foi 
abolida no Brasil, embora alguns empresários e fazendeiros ainda a utilizem em 
rincões remotos do país.

        Surpreendente, também, principalmente num país governado por um 
ex-operário metalúrgico, é a autorização para a importação de mão-de-obra 
estrangeira. Se trabalho abundasse por aqui, ainda seria discutível, mas com os 
índices de desemprego brasileiros é inadmissível.

        Pior ainda é que, além de permitir a vinda da mão-de-obra, o governo 
vai conceder isenção de impostos para a importação de bens de capital. Tudo bem 
que foi feita a ressalva de que não exista similar nacional, mas daqui a pouco 
o país estará pagando pelo investimento.

        A situação, além de questionável eticamente, pode ser explosiva. 
Imagina como estes chineses serão recebidos pela legião brasileira de 
desempregados ansiosa por obras de grande porte que absorvem grande volume de 
mão-de-obra? Conflitos podem explodir com conseqüências trágicas.

        Para trazer este contingente, a empresa alegou tratarem-se de 
engenheiros, o que deveria ser verificado com lupa. Se inicialmente seriam 4 
mil trabalhadores chineses, o que fariam os demais? Depois, 600 engenheiros 
parece ser exagerado mesmo para uma obra de porte como a construção de uma 
coqueria. Em nenhum momento foi revelado quantos trabalhadores brasileiros 
serão empregados na obra civil da coqueria.

        O ministério do Trabalho, encabeçado pelo ex-dirigente sindical Luiz 
Marinho, tem todas as condições de verificar esses dados. Que o faça antes que 
a situação se transforme em novo motivo de vergonha para o Brasil. 



        Fonte: Direto da Redação.

        http://www.diretodaredacao.com/

       



 

<<attachment: n_tit6.jpg>>

<<attachment: icone_3.jpg>>

Responder a