É por conhecê-los bem, Claudio que eu disse que não podemos piscar. A cada vez 
que tentarem um golpe desses, partirmos para a cobrança, botar o bloco na rua, 
chiar, espernear e não permitir que usem os artifícios de sempre. Foi uma 
jogada deles, claro. E tenho certeza que o adiamento para fevereiro é o que 
você diz. 
A marcação sobre eles tem que ser constate e sem trégua.
São malandros demais para que possamos confiar.
E aí eu cobro sim da sociedade o controle e a vigilância. Este papel é nosso e 
não podemos esmorecer caso contrário não mudaremos nunca essas práticas 
aviltantes.
O Kleber anda querendo tirar o dele da reta dizendo que agora só fala em 
economia. Temos que dar uma dura nele.
Desertor aqui é no tapa.

Um abraço.

Carlos Antônio.


----- Original Message ----- 
From: Claudiß 
To: [email protected] 
Sent: Wednesday, December 27, 2006 6:48 AM
Subject: Re: [gl-L] Supersalários: triufo da voz nas ruas.


Carlos,

Para verificar em FEV/07: nada me tira da cabeca que essa historia
de aumento para 24,500 dos "nossos" ""nobres"" """congressistas"""
foi um belo golpe estrategico para que a nova quadrilha empossada
em JAN consiga puxar o jeton para 16,500 , com as bencaos das
meios de comunicacao e, por tabela, dessa entidade mitica e idiota
chamada "sociedade civil"

E ainda vao ser chamados de bonzinhos: "Viram so' os deputados?
Poxa, cortaram o proprio aumento de 98% e agora se auto-
aumentaram em apenas 33%. Sao uns abnegados..."

E la nave va...

Claudiß

On 12/26/06, ccarloss <[EMAIL PROTECTED]> wrote:
>
>
> è assim que a coisa começa a funcionar. E a população nunca deve permanecer 
> calada deixando que os bandalhas do congrsso façam o que quiserem. Se 
> tentarem novament no p´roximo ano, que sejam maiores e mais contundesntes as 
> manifestações. Eles vão acabar aprendendendo.
>
> Carlos Antônio.
>
>
> Fonte: Informativo OAB
>
> http://www.oab.org.br/noticia.asp?id=8678
>
>
>
> Supersalários: triunfo da voz das ruas
>
> Brasília, 24/12/2006 - A sociedade brasileira vinha dando sinais de cansaço 
> diante das bandalheiras em Brasília. Pouco ou nada reagiu quando o último 
> mensaleiro foi absolvido, o deputado José Janene, acusado de sacar mais de 4 
> milhões de reais do valerioduto. Quase nada fez diante da absolvição dos 
> primeiros sanguessugas julgados no Senado. Na semana passada, no entanto, os 
> deputados e senadores, ao se autoconcederem um aumento salarial de 91%, 
> conseguiram fazer com que uma parte dos brasileiros voltasse a reagir e, com 
> manifestações de pequeno porte mas eficazes, acabasse colhendo uma vitória 
> sonora. Houve manifestação em Brasília, reunindo estudantes, sindicalistas e 
> mulheres de militares. Houve protestos em São Paulo, com 100 pessoas fazendo 
> uma passeata no centro da cidade. Em Curitiba, um grupo de cinqüenta 
> estudantes vaiou a diplomação dos deputados. No Rio de Janeiro, o asfalto do 
> Leblon amanheceu pichado com palavras de repúdio ao aumento. Nada grandioso, 
> tudo meio errático, mas o resultado é saudável: o aumento de 91% pode até vir 
> a sair, mas, neste ano, nem pensar.
>
> O triunfo da sociedade sobre o desatino dos políticos começou na terça-feira, 
> quando o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, decidiu que o aumento 
> salarial tinha de ser votado em plenário. Assim, o aumento, que fora aprovado 
> por apenas 26 deputados e senadores numa reunião realizada na semana 
> anterior, estava anulado. O assunto tinha de ir a plenário e aí a voz das 
> ruas começou a surtir seu efeito. Alguns dos que haviam aprovado antes o 
> aumento de 91%, que elevaria seus salários para 24.500 reais, recuaram. 
> Outros defendiam que o aumento fosse de 28%, o que corresponde à inflação dos 
> últimos quatro anos e elevaria os salários para 16.500 reais. Houve quem 
> defendesse manter os salários nos atuais 12.800 reais, sem aumento algum. Com 
> tantas propostas diferentes, nenhuma foi a plenário. O Congresso, sob 
> pressão, deixou o assunto para a nova legislatura, que toma posse em 
> fevereiro do ano que vem. "Foi um tapa na cara dessa casta de parlamentares 
> que acreditam poder tudo", comemorou o deputado Fernando Gabeira, do PV do 
> Rio, integrante do grupo que pediu ao Supremo Tribunal Federal que barrasse o 
> aumento.
>
> O presidente da Câmara e candidato à reeleição, Aldo Rebelo, foi obrigado a 
> receber o tapa em público. "Não vejo problema em reconhecer erros. O problema 
> é quando você erra e persiste no erro", disse. Houve protestos exóticos, como 
> o do aposentado William Carvalho, cientista político, que se acorrentou a uma 
> pilastra do Senado em frente ao gabinete de Renan Calheiros, um dos artífices 
> do superaumento. Em Salvador, numa reação condenável, uma eleitora agrediu a 
> faca o deputado ACM Neto, que levou três pontos nas costas. Muitos eleitores 
> protestaram pela internet, entupindo as caixas de e-mail dos parlamentares 
> com textos de repúdio à decisão. Houve, também, os protestos de entidades. A 
> Ordem dos Advogados do Brasil disse que o aumento era "imoral". A Conferência 
> Nacional dos Bispos do Brasil pediu que os padres condenassem o aumento nas 
> missas. Na quarta-feira, o arcebispo de Brasília, dom João Braz de Aviz, ao 
> rezar a missa para uma platéia com parlamentares, passou-lhes um sermão. 
> "Como aceitar que um parlamentar brasileiro receba mais de 800 reais por dia 
> quando uma boa parte das pessoas que representa é obrigada a viver com 12 
> reais por dia?", indagou.
>
> A sociedade, mesmo quando se mobiliza, nem sempre conquista o recuo das 
> autoridades, mas exemplos recentes mostram que as mobilizações populares 
> surtem efeito de vez em quando (veja quadro). É assim que funcionam as 
> democracias mais avançadas, onde é comum a opinião pública pressionar os 
> governantes. Em abril passado, por exemplo, o primeiro-ministro francês, 
> Dominique de Villepin, diante das manifestações dos estudantes que se 
> espalharam pelo país, acabou forçado a revogar uma medida que permitia ao 
> empregador demitir jovens sem justa causa durante os dois primeiros anos de 
> trabalho. Em junho passado, em outro exemplo, o presidente George W. Bush 
> enviou ao Congresso americano uma emenda constitucional que previa a 
> proibição do casamento entre homossexuais. Como os republicanos compunham a 
> maioria parlamentar, parecia fácil. Mas os movimentos de defesa dos direitos 
> civis reagiram, chiaram e a tal maioria republicana ruiu e a proposta foi 
> derrubada. Nesse ambiente de confronto pacífico entre sociedade e governo, o 
> jogo de pressão apenas reforça o vigor do regime democrático.
>
> O caso do aumento dos parlamentares brasileiros, no entanto, chama atenção 
> pelo profundo desequilíbrio entre a sociedade e o Congresso. Eles realmente 
> acreditaram que o aumento passaria em branco? Eles, de fato, imaginaram que a 
> sociedade toleraria uma medida assim tão acintosa? "O caso do aumento 
> salarial e o das absolvições em massa mostram que o divórcio entre a opinião 
> pública e o Congresso pode estar chegando a um ponto crítico", analisa o 
> sociólogo Luiz Werneck Vianna, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio 
> de Janeiro. Uma das razões para isso pode ser a própria ausência do PT no 
> campo da oposição. "Demagogicamente ou não, o PT se comportava como a 
> consciência crítica do Congresso e funcionava como anteparo para as 
> bandalheiras que sempre se promoveram no Parlamento", afirma o cientista 
> político Octaciano Nogueira, da UnB. "Sem ter o PT como partido disposto a 
> fazer política de forma decente, o Congresso nivelou-se por baixo. 
> Infelizmente, agora vale tudo."
>
> O vale-tudo inclui, naturalmente, a busca obstinada por sucessivas regalias 
> como demonstra o caso dos aumentos salariais. Essas excessivas sinecuras, por 
> sua vez, contribuem ainda mais para distanciar os eleitores do Parlamento. "A 
> maioria dos deputados recebe sem trabalhar e não pára de acumular vantagens. 
> Eles se consideram exteriores, se percebem quase como uma casta", diz o 
> filósofo Roberto Romano, da Universidade Estadual de Campinas. "Como o 
> brasileiro médio, que mal ganha o suficiente para se sustentar, pode imaginar 
> ou compreender esse mundo de fantasia?" O efeito mais nefasto desse 
> distanciamento é a apatia política que costuma causar nos cidadãos o que, 
> evidentemente, não é um problema exclusivo do Brasil. Essa conseqüência 
> perversa já era apontada no século XVIII pelo filósofo francês Jean-Jacques 
> Rousseau, na obra seminal O Contrato Social. Nas palavras de Rousseau: 
> "Quando alguém diz, referindo-se aos negócios do Estado: que me importa?, 
> pode-se ter certeza de que o Estado está perdido". Na semana passada, a 
> sociedade brasileira mostrou que, por enquanto, nem tudo está perdido. (A 
> matéria foi publicada na revista Veja)


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Não leve nada pro lado pessoal. Apenas divirta-se.

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