Cada coisa, falta o que fazer né.  No Edifício Master, a prova é mais 
embaixoGabriela Moreira - Extra     RIO - Uma briga entre vizinhos, em 
Copacabana, acabou com um pedido no mínimo incomum, no Tribunal de Justiça (TJ) 
do Rio. Para se defender de uma ação por danos morais, uma mulher pediu que 
fosse feita uma perícia no ânus do autor do processo. Ela foi condenada a pagar 
R$ 8 mil de indenização. 
  O autor em questão é síndico do famoso Edifício Master. Sérgio de Carvalho 
Casaes, de 58 anos, acionou a moradora Marta Regina Portugal Moreno na Justiça, 
depois de ela ter posto em dúvida sua opção sexual e o ofendido com 
xingamentos, como "diabo dos infernos", como ele afirma no processo. A briga 
aconteceu em abril do ano passado, numa reunião de condomínio ( ouça o que o 
síndico diz sobre o caso ). 
    " Ela me ofendeu, falou do meu caráter, me difamou e ofendeu minha mãe "  
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  - Tenho o maior respeito pelos homossexuais. Mas é injusto você chamar uma 
pessoa de uma coisa que ela não é. O maior motivo de eu ter movido a ação foi 
porque ela me ofendeu, falou do meu caráter, me difamou e ofendeu minha mãe, de 
86 anos - disse o síndico. 
  O que mais chamou a atenção no processo, no entanto, não foi a briga entre os 
vizinhos, mas, sim, o que Marta, que é advogada, requereu como prova para 
atestar sua inocência. 
    " Ela pediu que fosse feito exame de corpo de delito no meu ânus "  
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  - Ela pediu que fosse feito exame de corpo de delito no meu ânus, porque, uma 
vez comprovada a minha homossexualidade, isso a isentaria de culpa - explicou 
Sérgio. 
  O pedido inusitado foi revelado nesta terça-feira pelo jornalista Ancelmo 
Góis, em sua coluna no jornal O Globo . De acordo com o colunista, após ser 
julgada em primeira instância, Marta foi condenada a pagar R$ 600 a Sérgio. 
Insatisfeito com o valor, o síndico recorreu e, desta vez, o desembargador Luiz 
Felipe Francisco condenou a moradora a pagar R$ 8 mil. 
    " Ele pode ganhar, mas nada garante que vai levar "  
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  Marta prefere não comentar o assunto. 
  - Só vou me pronunciar quando não couber recurso. Ele pode ganhar, mas nada 
garante que vai levar - afirmou a advogada. 
  Leia a reportagem completa na edição desta quarta-feira do jornal EXTRA . 


 

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