Oi Crime por opção?
Uéeeeeeeeeeeee A nossa sociedade só valoriza o que? Grana e prazer, né? Isso nada tem a ver com princípios, tem? Então, devemos esperar que muita gente faça qualquer coisa, (mas qualquer coisa mesmo) pra conseguir isso, né? -- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "Passarinho que acompanha morcego, dorme de cabeça pra baixo." ---------------------------------------------------------------- Ecstasy: Psicólogos discutem o que leva jovens com todas as chances na vida a virar bandidos Luiz Filipe Barboza - O Globo Online Por que jovens de classe média alta, com todas as oportunidades e facilidades que a boa educação e o conforto podem dar, descambam para a vida no crime? A antiga noção de que uma família desestruturada está necessariamente por trás de toda história assim não traduz a realidade, dizem especialistas em comportamento ( qual deve ser a punição? vote aqui ). Um garoto que tenha freqüentado os melhores colégios, recebido orientação dos pais e passado pela adolescência sem motivos para grandes revoltas não está livre do perigo de optar por uma vida torta. E tornar-se um traficante, por exemplo, como os jovens de classe média alta presos na Zona Sul do Rio por vender ecstasy e outras drogas. As companhias contam muito ( veja fotos dos jovens presos ). É o antigo, mas sempre atual, "diga-me com quem andas e te direi quem és". " A adolescência é uma fase de afirmação da identidade, o adolescente quer ser aceito, quer entrar no grupo. Por isso é importante observar que grupo é esse em que ele está " - É claro que uma boa educação, com atenção dos pais, orientação e carinho, ajuda muito na formação do caráter. Mas não é garantia de que o jovem não vá se envolver com algo errado. Muitas vezes a influência do grupo que ele freqüenta é que o leva a uma vida no crime - diz a psicóloga Aline Marques, que trabalha com atendimento a adolescentes de 12 a 16 anos numa escola de classe média do Rio de Janeiro. Se o grupo influencia tanto, o que cabe aos pais? O muito que podem fazer, alerta a terapeuta, é prestar atenção aos lugares que os filhos freqüentam e, principalmente, com quem. - É fundamental incentivar o filho a levar os amigos para o convívio dentro de casa, para que os pais conheçam com que ele anda. A adolescência é uma fase de afirmação da identidade, o adolescente quer ser aceito, quer entrar no grupo. Por isso é importante observar que grupo é esse em que ele está - recomenda Aline. A psicóloga fala em pais atentos, interessados ao que acontece com os filhos. Os sintomas aparecem dentro de casa. Um jovem que fique arredio quando se fala em drogas, ou que defenda com muito desembaraço o uso delas, pode estar tendo problemas, diz a professora de Psiquiatria da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Maria Thereza de Aquino. Alerta semelhante faz a delegada Patrícia Aguiar, responsável pelas prisões da quadrilha de traficantes de ecstasy, na quinta-feira: - Pais, observem mais os seus filhos. Não é comum o filho possuir mais de três telefones celulares. Não é comum passar o dia inteiro ao telefone - orienta. " Em casa tem que estar um pai ou uma mãe que seja respeitado, que estabeleça limites " ________________________________ Limite. Eis a palavra-chave no relacionamento de pais com filhos, segundo Maria Thereza de Aquino. Diretora do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Atenção ao Usuário de Drogas (Nepad), ela chama a atenção para o estrago que pais ausentes ou permissivos podem provocar na personalidade de um filho. - Em casa tem que estar um pai ou uma mãe que seja respeitado, que estabeleça limites. Pais culpados pela ausência costumam dar tudo aos filhos, quando eles querem alguma coisa. Isso passa à criança, que será um adolescente e um jovem mais tarde, a noção equivocada de que as coisas surgem por mágica, basta ela querer - destaca. Em depoimento na TV, sem se identificar, o pai de um dos rapazes presos na quinta-feira pela Delegacia Contra Drogas, reconheceu: - Nós procuramos dar o melhor para eles, mas talvez eles queiram mais do que podem ter e acabam indo para uma coisa que não é legal para a sociedade. É este "querer mais", e rápido, que representa uma ameaça, na opinião de Maria Tereza de Aquino. Ela resalta o perigo do ritmo de vida que se leva hoje em dia. Há, segundo a professora, uma pressa generalizada dos jovens em vencer logo na vida, em ter sucesso, em acumular dinheiro. Eles não parecem dispostos, em muitos casos, a esperar o tempo que seus pais esperaram para ter as coisas. - Tive um paciente emblemático, filho de dois altos funcionários de uma institutição financeira que levaram a vida inteira honestamente e formaram dois filhos. Um deles, o meu paciente, aos 16 anos decidiu que não ia esperar 25 anos, como os pais, e teria as coisas muito mais rápido. Hoje, aos 18 anos, ele tem milhares e milhares de dólares obtidos no tráfico de drogas e vive foragido, sem poder voltar ao país - conta. - Os pais sempre foram apaixonados por esse filho, é uma família estruturada. Talvez, porém, o que se possa dizer é que ele foi criado pela empregada, que sabia mais dele e do irmão do que os próprios pais, ocupados demais com suas carreiras profissionais. O peso que tem um exemplo em casa Essa pressa em se dar bem, em se conseguir rápido o que se deseja, traduz-se, na opinião da psicóloga Aline Marques, no que ela chama de "época de transição de valores morais". - O foco está sempre muito na realização, no dinheiro, no conforto. É preciso ficar atento para ajudar o jovem a administrar isso - diz. Maria Thereza de Aquino concorda. Ela diz que o melhor antídoto contra futuros desgostos com os filhos é o exemplo. - Não é só falar, é fazer. Tem que mostrar à criança que tudo se consegue ao seu tempo, e não magicamente - ensina. - Estamos num tempo frenético, em que a felicidade tem que vir rápido, o dinheiro tem que ser conseguido logo. E nossas crianças estão expostas desde muito cedo a isso tudo. Quando junta isso com a adolescência, que é uma época de turbulência e de imediatismo, as coisas tendem a se complicar. Por isso é importante combater isso dentro de casa. Quem não aprende a esperar não tem esperança. RIO - Publicado em 09/11/2007 às 11h53m Retirado de http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/11/09/327098766.asp Recebi de "Sandra Mathias" na [Cantinho_dos_Anjos] -- Beijins Fa ---------------------------------------------------------------- "Os políticos fazem na vida pública o mesmo que na privada." ----------------------------------------------------------------
