13/11/2007
Esforço da Telefónica de controlar a Vivo "empacou"

Andrew Parker
Em Londres

Os esforços da Telefónica de garantir controle exclusivo da Vivo, maior 
operadora de telefonia celular do Brasil, empacaram, de acordo com um alto 
executivo do grupo de telecomunicações espanhol.

A Telefónica controla a Vivo em conjunto com a Portugal Telecom e, durante o 
verão, o grupo espanhol ofereceu comprar a saída da sócia portuguesa por mais 
de 3 bilhões de euros (em torno de R$ 7,8 bilhões).

Entretanto, a Telefónica até agora não conseguiu convencer a Portugal Telecom. 
Peter Erskine, diretor executivo da O2, subsidiária de telefonia móvel da 
Telefónica Européia, sugeriu ontem que a questão da Vivo estava "bastante 
silenciosa, estável e estagnada".

Ontem, a Telefónica declarou uma receita no terceiro trimestre de 14,2 bilhões 
de euros (cerca de R$ 37 bilhões), um aumento de 4,8% em relação ao mesmo 
período no ano passado.

A receita de operação antes da depreciação e amortização para os três meses 
anteriores a 30 de setembro foi de 7 bilhões de euros (em torno de R$ 18 
bilhões), um acréscimo de 29%.

A receita líquida foi de 4 bilhões de euros, subindo 38,7% e acima das 
expectativas do mercado de ações, em parte por causa de créditos de imposto 
relativos à venda da participação de 75% da Telefónica na Endemol, empresa de 
produção de televisão. As ações da Telefónica fecharam em alta de 0,89%, a 
22,59 euros (em torno de R$ 59).

A O2 oferece no Reino Unido a rede de telefonia celular exclusiva do famoso 
iPhone da Apple. Erskine disse que a O2 tinha vendido "dezenas de milhares" de 
iPhones desde o início das vendas na noite de sexta-feira (09/11), mas 
recusou-se a dar um número exato.

Cerca de dois terços das pessoas comprando o iPhone eram clientes novos da O2, 
acrescentou Erskine. Isso significa que o iPhone está ajudando a O2 a roubar 
clientes das operadoras rivais lideradas pela Vodafone, Orange e T-Mobile.

A T-Mobile, que é a rede exclusiva do iPhone na Alemanha, disse que vendeu mais 
de 10.000 aparelhos na sexta-feira, quando começaram as vendas.

Os resultados da Telefónica foram movidos por suas operações na América Latina 
e na Espanha.

As empresas latino-americanas informaram um crescimento de 11,3% no terceiro 
trimestre. Isso comparado com 4,3% na Espanha e 2,8% da subsidiária O2.

Nem todas as operações latino-americanas da Telefónica estão crescendo. A 
Telesp, empresa de linhas fixas no Brasil, informou uma receita dos nove meses 
até 30 de setembro de 4,2 bilhões de euros, menor 0,1% se comparada com o mesmo 
período no ano passado. A renda de operações antes da depreciação e amortização 
foi de 1,8 bilhão de euros, uma queda de 9,6%.

Entretanto, analistas da Morgan Stanley disseram que os "resultados fracos" da 
Telesp foram compensados pelo desempenho da Vivo. A Vivo declarou que a receita 
dos nove meses até o dia 30 de setembro de 1,7 bilhão de euros (cerca de R$ 4,3 
bilhões), subindo 16,9%, e antes de depreciação e amortização foi de 420 
milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão), subindo 25,4%.

A Morgan Stanley, que tem uma classificação de "compra" para a Telefónica, 
também ressaltou os resultados "fracos" da O2 na Alemanha. 

Tradução: Deborah Weinberg 
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2007/11/13/ult579u2294.jhtm

Attachment: nobanner.vcf
Description: Binary data

Responder a