Oi Fatima,

INCOMPETÊNCIA PURA ! ! !

Pra que prender ???

Pra mim prender bandido é como andar pela praia "catando" merda de cachorro, 
e depois guardar os montinhos em casa, sempre cuidando para que não ressequem 
ou se desmanchem...

Merda é merda...

Um beijo,
Bellucci


  ----- Original Message ----- 
  From: Fatima Conti 
  To: goldenlist-L 
  Sent: Tuesday, November 13, 2007 3:48 AM
  Subject: [gl-L] Tropa de elite do Rio mata 5 pessoas a cada 6 que prende




  Oi

  Acho que sei o que o Rubens vai dizer sobre a proporção de presos e mortos:

  Como? Ainda nem atingiu a proporção 1:1?

  -- 
  Beijins
  Fa
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  "Viver para sempre ou morrer tentando!"
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  Tropa de elite do Rio mata 5 pessoas a cada 6 que prende

  Proporção abrange número oficial de mortes; realidade é pior, dizem 
  homens do Bope

  Neste ano, 10% da tropa foi punida por conduta; "Seja bem-vindo, 
  visitante, mas não faça movimentos bruscos", diz placa na sede

  O Bope (Batalhão de Operações Especiais) da Polícia Militar do Rio matou 
  38 pessoas, prendeu 45 e apreendeu 73 armas, em 57 operações em favelas 
  neste ano até 15 de outubro, contando mais de 543 horas de ação. A 
  proporção é de seis presos para cada cinco mortos.

  A Folha obteve com exclusividade dados operacionais da unidade, 
  inspiradora do polêmico filme "Tropa de Elite".

  O Bope foi responsável por 4% das 961 mortes de civis em suposto 
  confronto com a polícia do Rio, que neste ano bate recorde. Tendo em 
  vista que 923 foram na região metropolitana, com 35 batalhões, a média 
  do Bope -especializado em confrontos em favelas e situações hostis, que 
  fogem ao controle da PM convencional- não é tão superior à das demais 
  unidades (2,8%), que têm menos ações de risco.

  Para o comandante da tropa, tenente-coronel Pinheiro Neto, 43, 13 anos 
  de Bope, "a técnica substitui a violência. O Bope é a polícia que resolve".

  Além de operações em favelas, mais freqüentes e que ocupam metade de 
  seus homens, o batalhão tem 30 homens em unidade de intervenção tática, 
  para resgate de reféns.

  Em 2007, a média do Bope foi de 0,67 morto, 0,79 preso e 1,28 arma 
  apreendida por operação, que pode durar mais de um dia -no complexo do 
  Alemão, houve uma de 11 dias e outra de 12. Em 2 de maio, também no 
  Alemão, depois de três anos, um PM do Bope (Wilson Santana Lopes, 28) 
  foi morto em ação -o último havia sido em 2004. Treze membros se feriram 
  neste ano (um a cada cinco ações).

  Número real

  O número real de mortes em operações policiais, porém, costuma superar 
  com folga o dado oficial, dizem os próprios policiais. PMs contam que 
  criminosos recolhem corpos e armas antes que a polícia se aproxime. Os 
  tiroteios em favelas são cada vez mais à distância (100 m, 150 m), e é 
  difícil progredir sob fogo nesses locais. Recolher corpos "minimiza a 
  derrota moral", explicam.

  "O Bope tem atividade especial, que não é para ser rotina policial, 
  senão sai todo mundo dando tiro. Qualquer ação que termina com morte 
  deve ser considerada frustrada. Bandido é para ser preso", diz o 
  antropólogo Roberto Kant, doutor por Harvard e professor da UFF 
  (Universidade Federal Fluminense).

  Para o ex-secretário nacional de Segurança José Vicente da Silva Filho, 
  não é possível prescindir do Bope. "O Estado precisa ter um grau de 
  intimidação dos grupos, que têm de ser intimidados por algum meio. 
  Talvez o número de mortes do Bope não seja tão alto proporcionalmente 
  pelo preparo. O Bope vem se especializando, até pela geografia, e é uma 
  das tropas mais bem treinadas do mundo em combate localizado, porque 
  aprende fazendo. Não é na escolinha cenográfica do FBI."

  Quase 10% punidos

  Tida como tropa disciplinada -segundo o corregedor da PM, coronel Paulo 
  Ricardo Paúl, "um batalhão de excelência"-, o Bope teve neste ano quase 
  10% do efetivo punido: dois PMs licenciados por responderem a processo 
  na Justiça, um cabo excluído, dois oficiais e 33 praças punidos 
  disciplinarmente. A Corregedoria não informou os motivos das sanções.
  Pinheiro Neto afirmou que as punições foram por deficiência tática, 
  indisciplina, problemas de relacionamento. E que nenhum integrante do 
  Bope foi investigado por corrupção.

  Para entrar no Bope, é preciso ser PM há dois anos e não ter punição 
  grave ou responder a processos criminais.

  Munidos de fuzis FAL 7.62 mm ou Colt 5.56 mm, pistola .40, coletes 
  balísticos à prova de projéteis de fuzil e carregadores extras, os 
  policiais chegam nos três Caveirões (blindados) disponíveis -o quarto 
  está em manutenção- que ostentam a caveira com o punhal na lataria.
  Na placa na entrada do batalhão, no alto de morro em Laranjeiras, vista 
  para a Baía de Guanabara, está escrito: "Seja bem-vindo, visitante. Mas 
  não faça movimentos bruscos".

  Contrariando moradores da vizinhança, Pinheiro Neto nega que a tropa 
  ainda cante "Homem de preto, qual é sua missão? Entrar na favela e 
  deixar corpo no chão! Homem de preto, o que é que você faz? Eu faço 
  coisas que assustam Satanás!"

  "O Bope não é uma seita. Aqui não se adora o diabo, como não se adora 
  santo. Só recebemos voluntários", diz ele.

  São Paulo, sábado, 10 de novembro de 2007
  RAPHAEL GOMIDE
  DA SUCURSAL DO RIO

  Retirado de
  http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1011200729.htm


   


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