já escrevi isso em milhares de guardanapos pelos bares do mundo

apenas copydesquei o final pois achava muito pedante
a ultima frase

isso é muita caetanagem que  nao entende nada de mulher
ele que é neguinha e se atraca com o Petit, meu falecido amigo, e
infelizmente  O menino do rio

não teve cabeça para resisitri a fama transitoria

Para iletrados a mulher se enfeita;
Mas ela é um livro místico e somente

A alguns (a que tal graça se consente)
É dado lê-la. Eu sou um que sabe;

On Nov 18, 2007 2:22 PM, marco figueiredo <[EMAIL PROTECTED]>
wrote:

>    Deixa que minha mão errante adentre.
> Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
>
>
> não é nada disto que vcs estão pensando, é isto , John Donne e Campos,
> musica do negrito de Caetas:
> [image: John Donne (1572-1631)]
>
> http://www.luminarium.org/sevenlit/donne/
>
> *
> *
>
> * Elegia: indo para o leito*
> Vem, Dama, vem que eu desafio a paz;
> Até que eu lute, em luta o corpo jaz.
> Como o inimigo diante do inimigo,
> Canso-me de esperar se nunca brigo.
> Solta esse cinto sideral que vela,
> Céu cintilante, uma área ainda mais bela.
> Desata esse corpete constelado,
> Feito para deter o olhar ousado.
> Entrega-te ao torpor que se derrama
> De ti a mim, dizendo: hora da cama.
> Tira o espartilho, quero descoberto
> O que ele guarda quieto, tão de perto.
> O corpo que de tuas saias sai
> É um campo em flor quando a sombra se esvai.
> Arranca essa grinalda armada e deixa
> Que cresça o diadema da madeixa.
> Tira os sapatos e entra sem receio
> Nesse templo de amor que é o nosso leito.
> Os anjos mostram-se num branco véu
> Aos homens. Tu, meu anjo, és como o Céu
> De Maomé. E se no branco têm contigo
> Semelhança os espíritos, distingo:
> O que o meu Anjo branco põe não é
> O cabelo mas sim a carne em pé.
>      Deixa que minha mão errante adentre.
> Atrás, na frente, em cima, em baixo, entre.
> Minha América! Minha terra a vista,
> Reino de paz, se um homem só a conquista,
> Minha Mina preciosa, meu império,
> Feliz de quem penetre o teu mistério!
> Liberto-me ficando teu escravo;
> Onde cai minha mão, meu selo gravo.
>      Nudez total! Todo o prazer provém
> De um corpo (como a alma sem corpo) sem
> Vestes. As jóias que a mulher ostenta
> São como as bolas de ouro de Atalanta:
> O olho do tolo que uma gema inflama
> Ilude-se com ela e perde a dama.
> Como encadernação vistosa, feita
> Para iletrados a mulher se enfeita;
> Mas ela é um livro místico e somente
>
> A alguns (a que tal graça se consente)
> É dado lê-la. Eu sou um que sabe;
> Como se diante da parteira, abre-
> Te: atira, sim, o linho branco fora,
> Nem penitência nem decência agora.
>      Para ensinar-te eu me desnudo antes:
> A coberta de um homem te é bastante.
>
>
> Em 18/11/07, Rubens < [EMAIL PROTECTED]> escreveu:
> >
> >   ...
> > MF| assim caminha a humanidade...o Rubão ( e o Mancini ) agora
> > | defende índios, puros, intocados pela caça Lee e a
> > | batedeira ( sem falar nos Audi ) quer dizer, pretos, quer
> > | dizer africanos,hehehe quando entra xoxota no meio...
> >
> > Nao entendi nada, mas se tem "aquilo" no meio, tô dentro!...
> >
> > [ ] Rubens
> >
> > .
> >
> >
>
>
> --
> --
> Marco Antonio Figueiredo
> Blog : http://marcofigueiredo.multiply.com/journal
> 
>

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