Dá-lhe Bahia! :)

4 anos e deu nesse texticulo?

Que que este paulista do Dimensatein quis dizer com esse texto sobre a tese
da antropóloga mineira?

Que salsa heim!

No fim isso me lembrou:

"Só podia, ô bahia! O Rio de Janeiro te saúda!
Bahia terra de magia, simpatia, alegria.Terra dos orixás, da capoeira do
salto mortal, do mar, do céu, do sol. Bahia tua mãe é minha tia! Por que
somos primos-irmãos unidos num laço histórico; oriundos de um caldalo étnico
onde a capoeira nos uniu, nos fez lutar por nessecidade, pelo amor a
liberdade, nesta terra do Brasil. Bahia o Rio te saúda! As maltas abrem
caminho para o seu primo vizinho. Que abram-se os teus caminhos! Que tu não
segue sozinho."

Um dia de viajem...

Uni-vos irmãos!

%P ~


On Nov 21, 2007 8:28 PM, Fabricio Augusto Souza Gomes <
[EMAIL PROTECTED]> wrote:

>   DOUTORADO NA USP - TEMA: 'PREGUIÇA BAIANA'
>
> 'Preguiça baiana' é faceta do racismo. A famosa 'malemolência' ou preguiça
> baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de
> doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou
> quatro
> anos. A tese, defendida no início de setembro pela professora de
> antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é
> muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil
> e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de 'festa
> eterna'.
>
> Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais
> trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal,
> as
> festas são uma oportunidade de trabalho. 'Quem se diverte é o turista',
> diz
> a antropóloga.
>
> O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e
>
> se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas,
> que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatórios contra os
> negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia.
>
> O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma
> coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.
>
> A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da
> elite portuguesa, que considerava os escravos indolentes e preguiçosos,
> devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do
> serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão????).
>
> Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das
> migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram
> baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para
> denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do
> que propriamente baianos), taxando-os como desqualificados, estabelecendo
> fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de 'proteção' dos seus
> empregos.
>
> Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi,
> Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da
> imagem. 'Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas
> cidades industrializadas e urbanas. A preguiça, aí, aparece como uma
> especiaria que a Bahia oferece para o Brasil', diz Elisete. Até Caetano
> se contradiz quando vende uma imagem e diz: 'A fama não corresponde à
> realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em
> qualquer lugar do mundo'.
>
> Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria
> do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer
> permanente 'Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do
> país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades.'
>
> O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo
> industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em
> cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na América latina.
>
> Para tirar as conclusões acerca da origem do termo 'preguiça baiana', a
> antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o
> comportamento
> dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das
> festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnaval
> na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano
> também. A única diferença é no São João (dia 24 /06), que é feriado em
> todo
> o norte e nordeste (e não só na Bahia). Em fevereiro (Carnaval) uma
> empresa, cuja sede encontra-se no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais
> faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de
> funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada). Outro
> exemplo:
> a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de
> qualidade
> no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do
> Brasil).
>
> Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados
>
> 'desocupados' (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam
> por
> shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros
> durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando levantamento feito
> em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13°lugar.
>
> Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor
> lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a
>
> fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado
> ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído
> muitos recursos para o estado e inflando a economia, sobretudo de
> Salvador,
> o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos,financeiras e
> empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas
> de
> auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).
>
> Favor de encaminhar este e-mail ao maior número possível de pessoas. Para
> que, desta forma, possamos acabar com este estereótipo de que o baiano é
> preguiçoso. Muito pelo contrário, somos dinâmicos e criativos. A diferença
>
> consiste na alegria de viver, e por isso, sempre encontramos animação para
>         sair, depois do expediente ou da aula, para nos divertir
>                              com os amigos.
>
>   A matéria foi divulgada no jornal FolhaOnLine no seguinte endereço:
> http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/cbn/capital_171105.htm
>
> Saudações,
>
> Fabrício
>  
>



-- 
Caíto

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