gostaria de saber quem ouve estas parlapatices do MULLA e ainda acredita nesse governo....
O governo gasta como boêmio perdulário Artigo - Villas-Bôas Corrêa Jornal do Brasil 21/11/2007 Na parlapatice radiofônica desta semana, o presidente Lula resolveu passar um pito nos senadores oposicionistas que ameaçam votar contra a prorrogação da cobrança da CMPF, mais conhecida como imposto do cheque. Sacudindo as orelhas senatoriais, Lula adverte, como quem ralha com menino travesso, que "está na hora das pessoas pensarem um pouco no país ao invés de pensarem apenas nas próximas eleições ou pensarem em marcar posições". Como se monologando em frente ao espelho, aumenta o tom: "Eu quero saber quem vai explicar para os prefeitos, para os governadores do Brasil e para os pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) a hora que não tiver o dinheiro para fazer essa quantidade de atendimento". Pelo que dá para entender da reprimenda presidencial aos levianos senadores da oposição, os R$ 40 bilhões da arrecadação da CPMF para 2008 são indispensáveis para manter o atendimento aos "pacientes do SUS" no alto nível de primeiro mundo de eficiência, presteza e higiene dos postos de saúde e na rede hospitalar em que os necessitados se distraem na conversa fiada das filas que começam a espichar na véspera, varam as noites e as madrugadas quando apenas os primeiros são atendidos e a sobra fica para o dia seguinte - ou de são nunca. Uma pitada de cautela e de desconfiômetro aconselharia ao assomado presidente medir as palavras e verificar o chão onde pisa antes de escorregar na contradição. Bastaria passar os olhos no resumo preparado pelos seus assessores sobre as manchetes de alguns dos principais jornais do país, que alertam os leitores para as denúncias da orgia de gastança dos três poderes. Dos desatinos do Congresso que perdeu as estribeiras e o senso de pudor ninguém cuida. A folha de pagamento dos servidores do Legislativo, para atender a 81 senadores, saltou de R$ 469 milhões, em 2001, com pulos anuais que, em 2006, bateram na dissipação de R$ 1,461 bilhão. Claro que a Câmara de Deputados não ficou na rabada da fila do descaramento: para os paparicos aos 513 deputados na estafante semana de dois a três dias úteis, a miudeza dos R$ 779,9 milhões malbaratados em 2001 galgou a lua dos R$ 1,726 bilhão em 2006. Suas excelências não resistiram às seduções e vaidades dos miliardários. E a Câmara e o Senado atenderam aos caprichos dos donos da casa. Como as banheiras para hidromassagem para aliviar músculos e nervos de parlamentares exaustos com o excesso de trabalho. Quem atira o primeiro cascalho? Pois se no Palácio da Alvorada, a louça encomendada à Secretaria de Administração especifica taças de cristal para servir vinho branco ou tinto com pé lapidado à mão, selo ouro. O mesmo refinamento para o uísque do aperitivo e o champanhe do brinde. Sugere uma competição entre os três poderes no páreo da dissipação criativa, que desdenha a vulgaridade do populacho. Para manter a forma física dos titulares do Superior Tribunal de Justiça (STJ), foram comprados 100 pedômetros, com as especificações precisas de "equipamento para aferir a quantidade de passos, distância percorrida e programação da passada". A gastança da toga programou para os próximos cinco anos o desperdício de R$ 1,2 bilhão para a construção de palácios para os tribunais em vários Estados. E a turma tanto fala e conversa que a conta telefônica paga pela União (com o nosso dinheiro) supera a mixaria de R$ 700 milhões por ano - o dobro do programa Atenção à Saúde para Populações em Situação de Emergência, do qual poucos já ouviram falar ou receberam os benefícios do atendimento exemplar.
