Essa é para aqueles que viram só alegria nas imagens 
de adolescentes africanas sendo submetidas a testes de virgindade,
que postei recentemente, aqui.
Abs,
Vera


Sauditas punem mulher estuprada
Jovem de 18 anos violentada por sete homens é condenada a seis meses de 
detenção e 200 chibatadas

Juízes censuraram encontro da vítima desacompanhada com homem em shopping; lei 
islâmica local adota segregação entre os sexos 

DA REDAÇÃO 

O local é Qatif, Arábia Saudita. O crime, o estupro de uma adolescente de 18 
anos por sete homens há cerca de um ano e meio. O que despertou reações 
mundiais nos últimos dias, porém, é o resultado: a vítima foi condenada na 
semana passada por uma corte a seis meses de prisão e 200 chibatadas.
"Para o tribunal, [o estupro] foi culpa da garota e não teria acontecido se ela 
não tivesse ido se encontrar com um homem que não é seu parente", disse o 
advogado de defesa do caso, Abdulrahman al Lahim, ao jornal "Arab News".
O calvário da garota de Qatif, como a vítima ficou conhecida, começou em 2006, 
ao se encontrar com um conhecido em um shopping local. Segundo seu advogado, 
ela estava noiva e quis recuperar fotos antigas, "não comprometedoras", com o 
homem. No local, ambos foram seqüestrados por um grupo de sete homens e 
sofreram repetidos abusos. Ela conta que foi estuprada 14 vezes.
Em outubro de 2006, o caso foi levado a julgamento. Os sete acusados receberam 
sentenças de no máximo cinco anos de prisão -o que é considerado leve, já que o 
estupro pode ser punido com a morte na Arábia Saudita.
Segundo o ministro da Justiça do país, citado pelo jornal "Kwait Times", os 
sete não foram condenados à morte por "falta de testemunhas" e "ausência de 
confissões". Mas o tribunal não parou por aí: censurando a reunião sem 
supervisão entre as vítimas, eles foram condenados a 90 chibatadas.
A Arábia Saudita tem um sistema de cortes religiosas que seguem a lei islâmica 
(sharia), um código que não está escrito. Em muitos crimes, como estupro, as 
sentenças dependem da interpretação do juiz.
A garota recorreu e, mais de um ano depois, conseguiu que a pena dos 
estupradores fosse elevada para entre dois e nove anos de prisão. De novo, 
porém, ela própria foi punida: a corte mudou na última semana sua sentença para 
200 chibatadas e seis meses de prisão.
Uma fonte da corte citada pelo "Arab News" afirmou que os juízes se irritaram 
pela tentativa da garota de "influenciar o Judiciário por meio da mídia". Antes 
da apelação, ela, seu marido e seu advogado buscaram apoio da imprensa para 
tentar reverter o castigo. O advogado de defesa, segundo Al Lahim afirmou à 
CNN, teve a licença profissional foi cassada.
Nesta semana, os pré-candidatos à Presidência dos Estados Unidos Hillary 
Clinton, John Edwards e Joe Biden fizeram apelos pela reversão da sentença e 
criticaram o silêncio do governo americano. Apesar de dizer que o resultado do 
julgamento foi uma "surpresa", a Casa Branca não condenou explicitamente os 
sauditas, aliados que são os maiores exportadores de petróleo do mundo.
Grupos de direitos humanos, como o Human Rights Watch, também protestaram.

Mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2311200709.htm

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