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�timo dia pra voc�.
Utilidade p�blica.
----- Original Message -----
From: Aroldo Hage Nicolau Jr
Sent: Saturday, June 19, 2004 9:22 PM
Subject: [Utilidade P�blica] Artigo publicado no Rio Show (O Globo)
- 18.06.2004 Consertou, t�
novo
Maria Cristina Valente Na natureza, nada se perde, nada se joga fora. Tudo se conserta. Conhecendo os endere�os certos - a maioria deles t�o escondidinha que � dif�cil achar - a Lei de Lavoisier ganha uma vers�o moderna e mais econ�mica. Nas m�os de profissionais especializados, pequenos milagres acontecem e objetos que parecem destinados ao lixo voltam a ser artigos de luxo. Por que, ent�o, jogar fora aquele bibel� de porcelana que pertenceu � sua av� e de que ela tanto gostava? Ou o colar de p�rolas usado por sua m�e no anivers�rio de 15 anos e que anda meio amarelado? At� a fotografia de casamento dos antepassados, esquecida durante anos e anos numa gaveta, pode fazer bonito num porta-retrato de �poca, em cima daquele m�vel estilo Lu�s XV abandonado no fundo da garagem e soterrado por uma pilha de livros que s�o verdadeiras raridades. No mundo dos consertos e das restaura��es, tudo tem salva��o. Garimpando aqui e ali, descobrem-se lojinhas apertadas, oficinas instaladas em sobrados e at� est�dios bem montados onde habilidade, t�cnica e paix�o se unem para preservar nossa mem�ria. Tapetes
persas
Nada de recorrer ao vaso de plantas para esconder um buraquinho no tapete persa. Em primeiro lugar porque a �gua da planta pode respingar e, pronto, as manchas logo aparecem. Em segundo, porque existe na cidade um especialista nesse tipo de conserto. H� 14 anos no mercado, o liban�s Najad Khouri, dono da Isfahan, ensina: quem tem um tapete persa deve procurar assist�ncia assim que algum problema seja detectado (de rasg�es a franjas desfeitas). A restaura��o de uma pe�a custa entre 5% e 15% do valor do tapete. Isfahan: Av. Epit�cio Pessoa 1.772, Lagoa � 2523-1141. Seg a sex, das 9h30m �s 19h; s�b, das 10h �s 16h. Rel�gios Quem visita Gil Rodrigues em sua loja, em Copacabana, acha que ele parou no tempo. Dono da Casa Leal, �a mais antiga do Rio� especializada no conserto de rel�gios, ele vive cercado por modelos como cucos e carrilh�es, e conta que a pontualidade na entrega do servi�o � apenas um dos mandamentos seguidos h� mais de 30 anos pela casa. Para quem n�o v� a hora de recuperar seu rel�gio, o aviso: o conserto leva de 30 a 40 dias. A limpeza de um cuco, por exemplo, custa a partir de R$ 150. Casa Leal: Rua Barata Ribeiro 681-B, Copacabana � 2255-4810. Seg a sex, das 9h �s 18h30m; s�b, das 9h �s 13h. Porcelana,
cristais e m�veis antigos
A loja existe desde os tempos em que vov� era mocinha. Fundada em 1910 pelo portugu�s Jos� Ramos, diz a que veio j� no nome: Ao Faz Tudo. Instalada desde a d�cada de 30 no n�mero 17 da Rua Visconde do Rio Branco, ela virou refer�ncia para colecionadores e/ou apaixonados por antig�idades. Especializada na recupera��o de porcelana, cristal, m�rmores e m�veis antigos, a Ao Faz Tudo j� era famosa quando o rei Alberto da B�lgica esteve no Brasil, a convite de Epit�cio Pessoa. Durante a longa viagem de navio, o leque preferido da rainha quebrou. Algu�m se lembrou da casa de Ramos. Feito o reparo, que n�o levou mais do que alguns minutos, a nobreza agradecida n�o poupou elogios � habilidade do propriet�rio e espalhou a not�cia mundo afora. Da restaura��o de pe�as de S�vres do Museu do Louvre � cria��o de objetos encomendados por Santos Dumont, amigo do dono da casa, a Ao Faz Tudo tem um curr�culo invej�vel. Como diz uma plaquinha escondida entre centenas de objetos para conserto, �Ao Faz Tudo faz milagres, tem coisa que ningu�m tem. Concerta ( sic ) coisas quebradas e faz amigos tamb�m.� Ao Faz Tudo: Rua Visconde do Rio Branco 17, Centro � 3970-0874. Seg a sex, das 8h30m �s 17h; s�b, das 9h �s 14h. Perucas O trocadilho � infame, mas irresist�vel: em se tratando de peruca, todo mundo est� careca de saber que o sobrenome Fizpan tem muito a dizer. Tudo o que aprendeu com o pai, Helcio Fizpan empregou no Studio Jakbell, um centro de tratamento de cabelos que n�o se limita � quest�o est�tica. Por m�s, s�o restaurados em m�dia 150 perucas e apliques. Lavagem (a partir de R$ 28), implanta��o de fios, corte e higieniza��o s�o alguns dos itens oferecidos pela equipe de profissionais. Studio Jakbell Hair Esthetic Atelier: Av. N. S. de Copacabana 731, sobreloja, Copacabana � 2255-1084. Seg a sex, das 9h �s 19h; s�b, das 9h �s 13h. Livros e documentos Livros, documentos e obras de arte em papel s�o um cap�tulo � parte na hist�ria da Casa de Rui Barbosa, onde, desde 1980, funciona o Laborat�rio de Conserva��o e Restaura��o de Documentos Gr�ficos (Lacre). O setor � especializado em conserva��o, restaura��o e encaderna��o. Quem procura o servi�o geralmente � um colecionador que conhece o valor econ�mico da pe�a ou um leigo que tenta recuperar um bem de valor afetivo. A melhor maneira de preservar um livro? � lendo, ensina a coordenadora Maria Luisa Soares: � Livro esquecido � livro malconservado. Lacre: Rua S�o Clemente 134, Botafogo � 2537-0036, ramal 171. Seg a s�b, das 13h �s 17h. P�rolas e j�ias P�rolas s�o seres vivos e, se n�o forem cuidadas, adoecem e morrem. A frase � de Martha Vargens, acostumada a lidar com j�ias das mais diferentes �pocas h� pelo menos 40 anos. Em seu ateli�, em Ipanema, ela p�e em pr�tica tudo o que aprendeu praticamente sozinha desde que come�ou a trabalhar, aos 17 anos, numa loja de j�ias. O reenfiamento de colares de p�rolas (a partir de R$ 20, sem n�s) e a restaura��o de pe�as antigas s�o as suas especialidades. Martha conta, com orgulho, que nunca devolveu nenhuma pe�a sem que ela tenha sido restaurada a contento: � Nunca dizemos n�o antes de tentar. Para recuperar as p�rolas, que com a falta de uso perdem o brilho e diminuem de tamanho, ela diz que � preciso limp�-las uma a uma com um �leo mineral especial. Como saber se s�o ou n�o leg�timas? Martha garante que, depois de tanto tempo de pr�tica, basta toc�-las. A melhor maneira de cuidar das suas? Us�-las, ensina, pois o corpo hidrata as p�rolas. E mant�-las bem longe de perfumes e cosm�ticos, grandes vil�es que podem provocar manchas irrepar�veis. Martha Atelier das J�ias: Rua Visconde de Piraj� 330, loja 325, Ipanema � 2267-5571. Seg a sex, das 10h30m �s 19h. Home page: www.marthaatelierdasjoias.com.br e-mail:[EMAIL PROTECTED]
Canetas, cachimbos e isqueiros Nova York tem o tradicional Fountain Pen Hospital, inaugurado em 1946, mas o Rio tamb�m conta, h� 50 anos, com uma unidade de terapia intensiva para canetas antigas que pode recorrer ao colega americano sempre que surge uma emerg�ncia. Entenda-se por emerg�ncia a falta de pe�as para reposi��o de rel�quias como uma Parker 61, de 1959. Lamy, Sheaffer, Montblanc, Cartier e outras grifes que enchem os olhos de colecionadores s�o figurinhas f�ceis na Rua da Quitanda 47, um endere�o que tamb�m n�o sai da agenda de quem aprecia um cachimbo ou n�o abre m�o de um isqueiro Zippo ou Dupont. Edson Dias, que trabalha na casa h� 36 anos, faz milagres: se uma pe�a n�o existe mais, ele trata de cri�-la com suas ferramentas. Das penas ao reservat�rio de tinta das canetas, passando pelos fornilhos e pelas piteiras dos cachimbos e chegando ao esmeril e � pedra dos isqueiros, faz-se de tudo na Perito dos Cachimbos, a menina-dos-olhos de Agostinho Pires, que deixou a terrinha em 1954: � Eu queria comprar uma motocicleta e meu pai n�o deixou. Me aborreci e vim trabalhar com meu tio no Brasil. Perito dos Cachimbos: Rua da Quitanda 47, sala 306, Centro � 2242-1097. Seg a sex, das 9h �s 19h. Brinquedos Nesse hospital, todo mundo brinca em servi�o. A come�ar pelo m�dico respons�vel, o doutor Luiz Carlos Alves Espinoza. H� 15 anos lidando com pacientes dos mais diversos tipos de doen�a � de maus-tratos a abandono, passando pelo excesso de uso e pelo pr�prio tempo de vida � ele confessa que �s vezes tem vontade de adiar a alta de alguns doentes apenas para mant�-los por mais tempo perto de si. No Hospital dos Brinquedos de Jacarepagu�, diferentemente de outros na cidade, a rela��o entre m�dicos e pacientes est� longe de ser apenas profissional. Plano de sa�de, por enquanto, � apenas um sonho, mas as consultas s�o gr�tis. O valor da interna��o � que inclui servi�os como troca de cabelo, reposi��o de acess�rios como mamadeiras e sapatinhos e at� banho de loja completo � n�o ultrapassa 25% do valor do brinquedo novo. O diagn�stico � dado em dois dias, no m�ximo. Carrinhos de controle remoto, bonecos eletr�nicos, trenzinhos... Para cada paciente h� um especialista. Doutor Luiz s� n�o recupera videogames e bonecas de porcelana. Hospital de Brinquedos de Jacarepagu�: Avenida Gerem�rio Dantas 1.458, sala 3, Freguesia � 2425-1585. Seg a sex, das 9h �s 18h; s�b, das 9h ao meio-dia. T�nis
Sabe aquele t�nis que j� conhece todos os seus calos? Pois �... Quanto mais velho, melhor. Principalmente se os defeitos da idade forem corrigidos por quem entende do assunto. Pois a Tec T�nis, que conta com 50 postos de coleta espalhados pela cidade, recupera qualquer tipo de pisante. Troca de palmilha (R$ 15), de sola, de amortecedores, lavagem, higieniza��o e recauchutagem completa (R$ 150) s�o alguns dos itens que deixam o t�nis com jeito de rec�m-sa�do da loja. Tec T�nis: Rua Bar�o de Itapagipe 264, loja C, Tijuca � 2273-4994. Seg a sex, das 8h �s 18h; s�b, das 9h ao meio-dia e meia. M�quinas de escrever Ela j� foi o sonho de consumo de secret�rias �s voltas com contratos em letra mi�da e ileg�vel. Tamb�m causou frisson entre escritores. Hoje, a velha e boa m�quina de escrever manual � coisa do passado, pe�a de museu. Mas para alguns, como N�lson Rodrigues Filho, filho do dramaturgo, ela continua sendo instrumento de trabalho e companheira insepar�vel. O que exige, � claro, manuten��o especializada e dif�cil de achar. Pois fita que n�o corre, letras desalinhadas e outros probleminhas t�m solu��o na Diplomaq. Diplomaq: Av. Gomes Freire 647, sobreloja 202, Centro � 2232-7666. Seg a sex, das 8h30m �s 17h30m. Instrumentos de corda Funcion�rio h� 30 anos da loja Ao Bandolim de Ouro, Osvaldo Martins perdeu a conta de quantos m�sicos famosos passaram pela oficina da casa, especializada em instrumentos de corda. Entre os fregueses �de agora e de sempre�, como faz quest�o de dizer, est�o Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Jorge Arag�o, Lulu Santos... E por a� vai. Brincando, ele diz que m�sico iniciante que quer fazer sucesso tem apenas que sentar-se na cadeira de pl�stico que mant�m em frente ao seu balc�o de trabalho. N�o � � toa. Ele teve a chance de ouvir, por exemplo, Alexandre Pires dedilhar em seu viol�o a m�sica �A barata�, bem antes de ela tornar-se o grande sucesso do grupo S� pra Contrariar. Entre uma hist�ria e outra, a equipe de Osvaldo fabrica viol�es e cavaquinhos, al�m de consert�-los. O problema mais comum � com a afina��o. Rachaduras, bra�os quebrados e instrumentos empenados tamb�m s�o tirados de letra. A reforma geral de um viol�o, que inclui da troca de cordas e de cavalete ao verniz, sai, em m�dia, por R$ 500. S� para se ter uma id�ia, um instrumento novo custa de R$ 800 a R$ 3.500. Ao Bandolim de Ouro: Av. Marechal Floriano 52, Centro � 2233-2396 e 2233-2567. Seg a sex, das 8h �s 18h; s�b, das 9h ao meio-dia e meia. Fotografias N�o, n�o se trata de photoshop . O trabalho desenvolvido pelo Centro de Conserva��o e Preserva��o Fotogr�fica da Funarte � de resgate hist�rico. De novo se sentindo em casa � o centro funcionou provisoriamente no Arquivo Nacional enquanto o im�vel em Santa Teresa era recuperado depois de problemas estruturais � a equipe comandada por Sandra Baruki faz quest�o de deixar claro que restaurar uma fotografia antiga n�o � transform�-la em uma nova, recurso facilmente conseguido atrav�s das novas tecnologias, mas respeitar sua hist�ria, interromper o processo de deteriora��o e preserv�-la enquanto testemunho de uma �poca. Um trabalho dif�cil e praticamente artesanal. Fotos como a da capa desta edi��o, do acervo de Walter Pinto, que est� sendo restaurado pelo centro, exigem tempo, dedica��o e muito estudo. Em alguns casos, � preciso enxertar papel, reintegrar partes que faltam e respeitar os limites da interven��o na obra. � O resultado geralmente surpreende. Entre as principais causas de dano numa foto est�o as impress�es digitais, a famosa marca de ded�es � alerta Sandra. Centro de Conserva��o e Preserva��o Fotogr�fica da Funarte: Rua Monte Alegre 225, Santa Teresa � 2507-7436. Seg a sex, das 10h �s 17h. Chap�us A fam�lia de Almir Damasio sempre foi a primeira a saber o que passava pela cabe�a dos figur�es da sociedade carioca, dos malandros da Lapa ao presidente Get�lio Vargas. A hist�ria da Chapelaria Porto, que j� foi sin�nimo de eleg�ncia, come�a l� em 1880, quando o av� de Almir come�ou a trabalhar com chap�us e criou fama no Cais do Porto. Marinheiros que chegavam nos navios carregados de modelos ainda em estado bruto, do Panam�, procuravam seus servi�os para engom�-los e dar-lhes forma. Em 1927, o pai de Almir assumiu, ampliou o neg�cio e lan�ou moda, chegando a concorrer e a ser copiado pela principal f�brica do pa�s, a Ramenzone. Os tempos mudaram e hoje a clientela se resume a fregueses de f� como Paulinho da Viola. A sa�da para n�o fechar as portas tem sido o teatro, o samba e a televis�o. S�o de seu Almir os chap�us do musical ��pera do malandro�. Ele tamb�m reformou os modelos de �poca usados por Mariana Ximenes e Elizabeth Savalla na novela �Chocolate com pimenta�. Al�m de fabricar chap�us e bon�s, seu Almir troca forro, remenda, lava, engoma e reenforma (a partir de R$ 10) qualquer modelo em dois ou tr�s dias. Chapelaria Porto: Rua Senador Pompeu 114, sobrado, Centro � 2253-9605. Seg a sex, das 9h �s 18h.
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