�timo dia pra voc�.




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Ataque de pilexia

H� muitos anos estava eu sentado na areia em Ipanema e passou um cego l� longe, caminhando rente ao mar com sua bengalinha branca. Uma fam�lia estava sentada bem perto de mim e notei que tamb�m observavam o cidad�o. Comentei como devia ser dif�cil a vida daquele homem sem vis�o. O marido fez que sim com a cabe�a, mas a esposa ousou uma reflex�o, que articulou com clareza e certa do�ura na voz:

- Cego j� � dif�cil, mas brabo mesmo � essa coisa de ler hebraico.

Devo ter feito cara de abobado por uns segundos. Mas, logo depois, o grande desafio foi conter o riso. O "ler hebraico" da dona era na verdade "ler em Braille".

Essas confus�es fon�ticas �s vezes s�o desconcertantes. Certa vez um colega meu de Marinha, comentando sobre um marujo simpl�rio, dizia que o comandante era cruel e fazia do pobre homem uma Maria Odete. Estranhamos e chegamos a pensar no pior mas, depois de alguma reflex�o, entendemos que o colega queria dizer... marionete.

E a �ltima foi ontem, depois do almo�o aqui no Shopping, quando tomava caf� no boteco. Uma pequena multid�o se aglomerava em torno duma pobre senhora idosa sendo acudida por alguns, sentada numa cadeira. Estava acordada mas meio zonza. Perguntei � dona do botequim se ela sabia o que tinha a mulher e ela respondeu:

- Foi ataque de pilexia.

Assuntando depois, entendi o que tinha a velhinha.

Epilepsia.

 

- c.a.t.
  www.iis.com.br/~cat

 



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