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A TERR�VEL FALTA DE LIDERAN�AS por Maria Lucia Victor Barbosa, soci�loga Quando se leva em conta que as mais altas autoridades da Rep�blica se exibem como sempre estivessem em palanque, n�o se importam em assumir atitudes impr�prias aos cargos que ocupam, n�o se interessam por de fato implementar a��es necess�rias ao engrandecimento do pa�s, n�o se pejam em demonstram inaptid�o para governar, n�o se cansam de vangloriar de sua vis�o limitada, n�o se importam em ostentar interesses pessoais chega-se � conclus�o de que esse � o per�odo mais med�ocre j� vivido na Rep�blica. Sem d�vida esse deplor�vel estado de coisas reflete o tempo em que vivemos, em que pese o fato de que a humanidade desfruta agora de grandes avan�os tecnol�gicos e cient�ficos, os quais beneficiam mesmo as popula��es miser�veis se as sociedades em que vivem lhe possibilitam acesso ao progresso. Mas em termos de valores, comportamentos e aspectos culturais, e voltemos de novo a considerar o Brasil, a banaliza��o n�o s� da vida diante da viol�ncia impune, mas a desorganiza��o de certas institui��es e o decl�nio da educa��o, se reflete tamb�m nas escolhas feitas pelo voto que acabam al�ando aos n�veis mais altos do poder nulidades debochadas, despreparados que s� sabem discursar, gananciosos que nem sequer disfar�am sua sede por privil�gios de toda ordem decorrentes dos cargos disputados a qualquer pre�o e assumidos sem que n�o se tenha no��o para que servem. Para quem tem um m�nimo de discernimento desgosta ver que o presidente da Rep�blica tem agora um companheiro a sua altura na figura do presidente da C�mara. Rivalizam os dois em improvisados discursos de palanque onde mais valem o gestual e o tom da voz do que o conte�do. Assim arrancam aplausos, divertem a plat�ia, sonham em contabilizar votos e a esse vezo populista se costuma erroneamente chamar de carisma. Cansa para quem tem um m�nimo de informa��o a "novela" da reforma ministerial. Nela n�o existem crit�rios de m�rito ou compet�ncia profissional, mas apenas arranjos pol�ticos. O que interessa ao d�bio PMDB, dividido em situa��o e oposi��o para poder governar, s�o minist�rios. N�o bastam os que j� tem, cujos ministros at� agora n�o mostraram a que vieram. E o PP, agora refor�ado, entoa com for�a a ora��o de S�o Francisco: "� dando que se recebe". Naturalmente alguns ministros s�o intoc�veis, como o da Fazenda. Seguindo a mesma linha do governo anterior e desfrutando de um cen�rio econ�mico mundial em calmaria, o ministro Palocci � tido como fiador da reelei��o do presidente Luiz In�cio. Este, por sua vez, se ufana do espet�culo do crescimento que, diga-se de passagem, n�o � espet�culo de desenvolvimento e, portanto, n�o atinge a sociedade como um todo, mas pode significar seu passaporte para a continuidade no mundo maravilhoso do poder. No mais � bom perguntar o que faz o ministro da Pesca, da Integra��o Nacional, ou um invis�vel superministro da �rea social, ou mesmo qualquer dos demais que integram o mega complexo ministerial criado para premiar antigos companheiros derrotados em elei��es e acomodar novos companheiros que podem pagar o benef�cio com a moeda de sua ades�o invertebrada. N�o seria melhor o presidente diminuir pela metade o n�mero de ministros e escolher pessoas capazes de dinamizar as pastas de acordo com as necessidades do pa�s? O jogo de poder dessa reforma ministerial, que desde novembro, n�o ata nem desata, n�o interessa a n�s, cidad�os. O que nos importa, por exemplo, � que um ministro da Sa�de competente assuma no lugar do atual que vem aprofundando a crise numa �rea em que a insensibilidade governamental aliada ao descaso se transformou no espet�culo da crueldade e do descalabro. Cansa presenciar as manobras do Legislativo e do Judici�rio em prol do governo para abafar erros, evitar a elucida��o de falcatruas como a do Waldomiro Diniz, esclarecer den�ncias de corrup��o, deslindar crimes n�o solucionados como o do prefeito Celso Daniel. Faltam lideran�as e essa falta � terr�vel. Naturalmente algumas existem, mas ser� preciso que o povo supere sua tend�ncia de buscar o salvador da p�tria, o pai que prodigaliza parcos benef�cios assistencialistas, o demagogo das promessas imposs�veis e atrav�s do voto aprenda a elevar ao poder o l�der vocacionado que, como definiu Max Weber, "vive para pol�tica e n�o da pol�tica". Perfei��o n�o existe em meio aos humanos, mas depois dessa passagem pela mediocridade m�xima da pol�tica brasileira, quem sabe os eleitores saber�o melhor distinguir aqueles que, pela sua a��o competente j� demonstraram que seus interesses se fundam no interesse p�blico e n�o em motivos puramente pessoais. Publicado em 11/03/2005 --- Fonte: http://www.diegocasagrande.com.br/main.php?flavor=artigos&id=1271 - c.a.t. http://catalisando.com.br �timo dia pra voc�. <*> Para assinar a lista onde se comenta: [EMAIL PROTECTED] <*> Para enviar um coment�rio: [email protected] Yahoo! Groups Links <*> To visit your group on the web, go to: http://groups.yahoo.com/group/goldenlist/ <*> To unsubscribe from this group, send an email to: [EMAIL PROTECTED] <*> Your use of Yahoo! Groups is subject to: http://docs.yahoo.com/info/terms/
