------------------------ Yahoo! Groups Sponsor --------------------~--> 
<font face=arial size=-1><a 
href="http://us.ard.yahoo.com/SIG=12htshbfq/M=362335.6886444.7839734.2575449/D=groups/S=1705020655:TM/Y=YAHOO/EXP=1123922452/A=2894362/R=0/SIG=138c78jl6/*http://www.networkforgood.org/topics/arts_culture/?source=YAHOO&cmpgn=GRP&RTP=http://groups.yahoo.com/";>What
 would our lives be like without music, dance, and theater?Donate or volunteer 
in the arts today at Network for Good</a>.</font>
--------------------------------------------------------------------~-> 

UOL - Mìdia Global - Der Spiegel - 19/06/2005

Família Bin Laden: Osama da riqueza ao terror

Osama, ovelha negra, foi renegado em 1994. Mas a família rompeu mesmo com o 
megaterrorista? Documentos secretos sugerem o contrário. A violenta carreira de 
Osama foi possibilitada pela generosidade de sua família --e seus contatos com 
a realeza saudita

- por Georg Mascolo e Erich Follath 

Osama Bin Laden continua foragido. Mais perguntas estão sendo feitas no momento 
sobre quanta ajuda ele teria recebido de sua família.

No início da primavera de 2002, agentes da inteligência americana informaram as 
autoridades da Bósnia-Herzegóvina que algo não estava certo com a "Fundação 
Internacional de Benevolência".

A reação delas foi rápida; forças especiais invadiram oito escritórios da 
fundação islâmica em Sarajevo e em Zenica. Elas encontraram armas e explosivos, 
vídeos e panfletos convocando para a guerra santa. Mais importante, elas 
descobriram um computador com um arquivo misterioso intitulado "Tarich Osama" 
-"A História de Osama" em árabe.

Após imprimir o arquivo --com aproximadamente 10 mil páginas-- os especialistas 
da inteligência rapidamente perceberam que tinham tropeçado em uma verdadeira 
mina de ouro.

Eles estavam diante de nada menos do que a história cuidadosamente documentada 
da Al Qaeda, completa com cartas escaneadas, minutas de reuniões secretas, 
fotos e notas --algumas escritas à mão pelo próprio Osama Bin Laden. 
Especialistas da CIA se apoderaram do material altamente sensível, o apelidaram 
de "Cadeia Dourada" e levaram tudo para os Estados Unidos.

Até hoje, apenas fragmentos do material foram publicados. Mas agora a revista 
Der Spiegel teve acesso completo a toda série de documentos explosivos que 
datam do final dos anos 80 até o início dos anos 90.

Durante este período, Osama Bin Laden, conhecido como "OBL" no jargão da CIA, 
estava basicamente interessado em "preservar o espírito da jihad" que se 
desenvolveu durante a bem-sucedida campanha no Afeganistão --um combate que viu 
um grupo internacional de combatentes muçulmanos enfrentar o poderoso exército 
soviético.

Bin Laden queria expandir as atividades do grupo para enfrentar "os infiéis" no 
Ocidente. Uma década inteira antes dos ataques contra as Torres Gêmeas, como 
deixam terrivelmente claro os documentos, Bin Laden já sonhava em "provocar um 
evento importante para a mídia de massa, para gerar doações".

As finanças são o ponto central deste documentos iniciais da Al Qaeda. OBL, 
como um dos herdeiros de uma grande construtora, tinha uma fortuna substancial 
à sua disposição, mas ainda não era suficiente para financiar uma jihad global. 
A elite saudita -e sua própria família- o auxiliou.

"Seja generoso quando estiver fazendo a obra de Deus"

A evidência está no documento mais valioso que os investigadores conseguiram 
adquirir: uma lista dos principais financiadores da Al Qaeda. A lista, 
intitulada com um verso do Alcorão: "Seja generoso quando estiver fazendo a 
obra de Deus", é um verdadeiro quem é quem da monarquia do Oriente Médio, 
incluindo assinaturas de dois ex-ministros, seis banqueiros e doze empresários 
proeminentes.

A lista também menciona "os irmãos Bin Laden". Será que estes generosos 
financiadores estavam cientes na época de que estavam doando dinheiro não 
apenas para apoiar a expansão agressiva do ensinamento da fé islâmica, mas 
também financiando atos de terror contra os não crentes? 

Será que "os irmãos Bin Laden", que primeiro prometeram dinheiro para a Al 
Qaeda e depois, em 1994, divulgaram uma declaração conjunta de imprensa de que 
estavam expulsando Osama da família como "ovelha negra", realmente romperam os 
laços com seu parente de sangue --ou simplesmente estavam lançando uma cortina 
de fumaça aos olhos do mundo?

Bin Laden se tornou um nome conhecido após os ataques de 11 de setembro.

Vincent Cannistraro, o ex-chefe de contraterrorismo da CIA, disse: "Eu rastreei 
os Bin Laden por anos. Muitos parentes alegavam que Osama não era mais um 
deles. É algo fácil de dizer, mas sangue geralmente é mais forte que água."

Carmen Bin Laden, uma cunhada do terrorista, e que morou com a família 
estendida em Jidda por anos, disse: "Eu absolutamente não acredito que os Bin 
Laden repudiaram Osama. Nesta família, um irmão é sempre um irmão, independente 
do que ele tenha feito. Eu estou convencida de que a rede complexa e firme 
entre o clã Bin Laden e a família real saudita ainda está em operação".

O documentarista francês Joël Soler chega até mesmo a se referir à família como 
"Uma Dinastia de Terror", em seu documentário um tanto especulativo feito para 
a televisão.

Mas será que isto é realmente possível? Será que os Bin Laden (ou "Binladin", 
como costumam soletrá-lo), com seus 25 irmãos, 29 irmãs, cunhados, tias e, até 
agora, pelo menos 15 filhos de Osama, não são nada além de um clã de 
terroristas? Ou será que os parentes estão sendo censurados pelos crimes de um 
membro da família, tudo por culpa de lendas e teorias de conspiração?

O célebre advogado americano Ron Motley planeja impetrar um processo contra os 
supostos financiadores sauditas da Al Qaeda em nome das centenas de famílias 
que perderam parentes nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

Listados entre os réus convocados pelo juiz federal Richard Casey, a pedido de 
Motley, em janeiro de 2005, estavam Osama e um de seus irmãos, assim como a 
empresa bilionária da família em Jidda, o Saudi Binladin Group.

Rastreando os Bin Laden ao redor do globo

Para formar uma impressão destas família singularmente grande, é necessário 
viajar para o reino no deserto, onde ela tem suas raízes, assim como para 
Washington, Genebra, Londres e a região de fronteira entre o Paquistão e o 
Afeganistão --em outras palavras, todos estes lugares onde os Bin Laden 
deixaram suas marcas ou onde vivem atualmente. 

E a melhor forma de chegar a fundo neste clã é montando suas muitas partes. 
Apenas assim ficará mais aparente se os Bin Laden são um clã de terroristas ou 
(com uma exceção bem conhecida) uma família altamente sociável.

A história de Bin Laden, com suas reviravoltas dramáticas, quase parece uma 
versão árabe do romance "Os Buddenbrooks" de Thomas Mann. Em ambos os casos, é 
uma história de um patriarca imponente, que conseguiu manter o clã unido, e de 
seus filhos, que não conseguem ou não desejam deter o declínio moral da família.

A Al Qaeda conta com financiadores em todo o mundo.

Jidda é um dos principais portos de entrada para peregrinação à cidade sagrada 
muçulmana de Meca --e da sede da empresa da família, o Saudi Binladin Group 
(SBG).

"Nós temos um prefeito e todo tipo de políticos pesos pesados. Mas o verdadeiro 
governante de Jidda é Bakr Bin Laden", disse um informante que concordou em 
falar apenas sob a condição de anonimato.

"Mas Bakr nunca é visto em público, e quando ele vai ocasionalmente ao 
Intercontinental Hotel para jantar --geralmente acompanhado de Abdullah, o 
filho de Osama-- o restaurante é totalmente fechado. Durante uma excursão pela 
cidade, o informante apontou para o palácio de vidro e aço não distante da área 
central da cidade, com seus becos sinuosos e pintura superficial em antigas 
casas reformadas.

Aquela é a sede do SBG, o reino reservado de Bakr Bin Laden, 58 anos, filho do 
patriarca da família e presidente do conselho de diretores da empresa.

Jidda é o lugar onde o pai fundador do clã iniciou sua carreira impressionante. 
E também é o local onde o primeiro membro da família se tornou ligado ao 
terrorismo islâmico -não Osama, mas seu irmão mais velho, Mahrus Bin Laden.

As autoridades americanas também ligaram claramente outro membro do clã, 
Mohammed Jamal Khalifa, que é casado com uma das irmãs de Osama, a ataques 
terroristas no exterior.

Apesar do patriarca Bin Laden --Mohammed Bin Laden- ser praticamente 
analfabeto, ele foi abençoado com tremenda energia e um senso afiado para 
negócios. Em 1930, ele deixou sua aldeia, Ribat, na região iemenita 
desesperadamente pobre de Hadramaut, e seguiu para o norte. Em Jidda, na época 
uma cidade pequena, ele ganhava a vida como condutor de peregrinos, poupando 
firmemente o que ganhava para abrir sua própria empresa.

Um ano depois, quando o reino do deserto da Arábia Saudita ganhou sua 
independência, o imigrante do sul ainda estava lutando para pagar as contas.

Mas ele rapidamente reconheceu dois fatores que estavam se tornando cada vez 
mais importantes em seu país adotado: o petróleo, que estava jorrando dos poços 
sauditas desde 1938 e, com seus enormes lucros, estava revolucionando a 
sociedade tradicional do país e fazendo as tribos nômades se assentarem; e o 
rei autoritário do país, cuja patronagem às vezes determinava a sobrevivência, 
mas sempre determinava o avanço social.

Um terceiro fator que foi crítico para o sucesso do Estado, e que estava 
simbolicamente ligado à monarquia desde o início, foi o establishment religioso 
em sua forma particularmente saudita.

Os princípios do wahhabismo --como o Islã saudita é conhecido- têm suas raízes 
em Ibn Abd Al Wahhab, um religioso radical do século 18, e foram os aliados 
mais poderosos dos Saud em seus esforços para assumir o controle da península. 
Após a fundação do Estado saudita, o fundamentalismo se tornou a religião 
oficial.

O construtor da corte real

Mohammed Bin Laden não tinha disputas com pregadores ou príncipes; sua única 
meta era chegar ao topo, e o ramo de construção foi a plataforma de lançamento 
ideal. O reino precisava de estradas, ferrovias e aeroportos.

O patriarca Bin Laden construiu rampas no palácio para a cadeira de rodas do 
deficiente rei Abd Al Aziz e estradas nas montanhas para seus carros luxuosos. 
Bin Laden foi posteriormente nomeado ministro dos Gastos Públicos, e a família 
real até mesmo lhe concedeu um contrato para reformar os lugares sagrados do 
país.

A empresa da família, o SBG, rapidamente se desenvolveu em uma construtora da 
corte para toda a infra-estrutura saudita.

Seguindo uma antiga tradição islâmica, o patriarca Bin Laden tinha várias 
esposas. Em 1956, ele se tornou pai de seu 17º filho com uma mulher síria 
chamada Latakia, e o menino recebeu o nome de Osama.

Deve ter sido difícil para o patriarca acompanhar sua família; dez anos depois, 
nascia o 54º filho --o último de Mohammed Bin Laden. Em 1968, o patriarca 
morreu na queda de seu Cessna, pilotado por um americano --um prenúncio das 
coisas que estavam por vir.

O rei colocou os negócios da família, o SBG, sob administração de um curador, 
tornando os filhos de Bin Laden tutelados de fato do monarca. Osama tinha 10 
anos na época e era ocasionalmente autorizado a andar nos tratores da empresa.

Mas ele mal conheceu seu pai -uma carência que ele reconheceu apenas muito mais 
tarde, quando elevou o patriarca da família ao status de "spiritus rector" 
(guia espiritual) em assuntos de fundamentalismo islâmico.

Já na infância, Osama sempre foi considerado o "santo" da família. Ele chamou 
atenção para si mesmo quando condenou os torneios de futebol escolares como um 
desperdício ímpio de tempo e ao monitorar assiduamente as casas dos vizinhos, 
assumindo por conta própria a responsabilidade de assegurar a proibição de 
música pelo Estado.

Ele se matriculou no programa de economia da Universidade Rei Abd Al Aziz em 
Jidda, onde o currículo era determinado por agitadores anti-Ocidente da 
Irmandade Muçulmana egípcia.

A família se dividiu em um ramo mais estacionário e um ramo "internacional", 
que se espalhou pelo mundo. Um membro deste segundo campo foi Salem Bin Laden. 
Ele freqüentou uma universidade britânica, se casou com uma mulher de uma 
família de classe alta britânica e passou férias na Disneylândia.

Em 1972, quando o governo saudita devolveu o controle do SBG, Salem, como o 
filho mais velho da família, foi nomeado chefe da empresa e rapidamente deixou 
claro que não tinha constrangimento em realizar negócios com os Estados Unidos.

Salem Bin Laden estabeleceu os laços da empresa com a elite política americana 
quando, segundo fontes da inteligência francesa, ele ajudou o governo Reagan a 
driblar o senado americano e canalizar US$ 34 milhões para o rebeldes Contra de 
direita que operavam na Nicarágua.

Ele também desenvolveu laços estreitos com a família Bush no Texas. Mas os 
sucessores de Salem, e não Salem, foram aqueles que foram capazes de explorar 
plenamente estas ligações. Em 1988, Salem morreu em uma queda de avião perto de 
San Antonio, Texas, quando o avião que ele pilotava se emaranhou em uma linha 
de transmissão de energia. Após a morte de Salem, Bakr assumiu o controle da 
SBG.

Irmão terrorista

Enquanto isso, problemas surgiam em casa na Arábia Saudita --em Meca, entre 
todos os lugares, e com o suposto envolvimento de um membro da família. Em 
novembro de 1979, rebeldes ocuparam e se entrincheiraram dentro do local mais 
sagrado do Islã, exigindo o fim da corrupção e do desperdício na Arábia Saudita 
e acusando a família real de ter perdido sua legitimidade ao bajular o Ocidente.

Foi um ato de terror que prenunciou cada grande alicerce da plataforma de 
fundamentalismo radical da Al Qaeda --e não foi coincidência o fato de seu 
grupo radical ter sido liderado por membros da Irmandade Muçulmana com laços 
com os professores de Osama.

Na época, Osama ainda estava entrincheirado na sociedade saudita, mas seu irmão 
mais velho, Mahrus, mantinha ligações com os fanáticos. Até mesmo especula-se 
que ele pode ter usado seu acesso aos escritórios do SBG para obter os planos 
de reforma da Grande Mesquita, assim como a todas as suas passagens secretas, e 
os entregou para os radicais.

De qualquer forma, os fanáticos abriram caminho à força até o terreno da 
mesquita em um caminhão que posteriormente foi identificado como sendo um 
veículo da companhia Binladin.

Mahrus Bin Laden foi preso, mas posteriormente foi libertado por falta de 
evidências. O ataque terrorista se transformou em um pesadelo para as 
autoridades.

Com a ajuda de forças especiais francesas, os sauditas conseguiram superar os 
agressores, mas apenas após um sítio de duas semanas e uma batalha sangrenta 
que custou mais de uma centena de vidas. Mas para a carreira de Mahrus, o caso 
provou ser nada mais que uma pequena lombada de estrada e ele reapareceu 
posteriormente como chefe da filial do SBG em Medina.

No final de 1979, Osama, com a bênção da família real, partiu para o 
Afeganistão para participar da jihad contra a União Soviética, que tinha 
invadido seu vizinho do sul. Tanto a CIA quanto a Arábia Saudita ajudaram a 
financiar a luta armada mujahedeen contra os "infiéis" comunistas.

O príncipe Turki, chefe do serviço secreto saudita, visitou Osama várias vezes 
no Afeganistão e equipamento pesado fornecido pela SBG foi usado para escavar 
túneis secretos. Para Osama, o apoio da família Saud e dos Bin Laden se tornou 
uma fonte confiável de recursos.

Em 1990, após seu triunfo no Afeganistão, OBL ofereceu à família real saudita o 
uso de suas tropas para enfrentar Saddam Hussein, cujas forças tinham invadido 
o Kuwait. Mas o rei Fahd optou por chamar as forças americanas.

A decisão provou ser um sucesso financeiro para os negócios da família, que 
ajudou a construir bases militares para os forasteiros, mas foi um momento 
decisivo na vida de Osama. Amargurado, ele foi para o Sudão em 1992, onde 
construiu campos de treinamento e organizou ataques com seu grupo Al Qaeda, 
especialmente contra "infiéis" dos Estados Unidos.

Ele também assegurou para que o planejamento das atividades terroristas 
permanecesse na família. Seu cunhado, Mohammed Jamal Khalifa, esteve envolvido 
no primeiro ataque terrorista ao World Trade Center, em 1993. 

Em seu pedido de visto para os Estados Unidos, ele listou sua ocupação como 
"funcionário do Saudi Binladin Group". Khalifa ficou detido por um breve 
período nos Estados Unidos, mas acabou sendo deportado para a Jordânia, onde 
foi libertado por erros legais formais. No passado, ele também tinha sido 
implicado como financiador da organização terrorista filipina Abu Sayyaf.

---

Fonte: 
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/derspiegel/2005/06/19/ult2682u35.jhtm

--

- c.a.t.
  http://catalisando.com.br





Ótimo dia pra você.

<*> Para assinar a lista onde se comenta:
     [EMAIL PROTECTED]

<*> Para enviar um comentário:
     [email protected]
 

Yahoo! Groups Links

<*> To visit your group on the web, go to:
    http://groups.yahoo.com/group/goldenlist/

<*> To unsubscribe from this group, send an email to:
    [EMAIL PROTECTED]

<*> Your use of Yahoo! Groups is subject to:
    http://docs.yahoo.com/info/terms/
 



Responder a