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Life After The Oil
Crash
por Matt Savinar
A civilização tal como a conhecemos está a
aproximar-se rapidamente do fim. Isto não é a conclusão de qualquer seita
religiosa, mas o resultado de uma análise criteriosa, suportada por
informação credível e pelos cientistas que estudam o "Peak Oil" a nível
global, e os eventos geo-políticos que com ele estão relacionados.
E quem são estes profetas da desgraça que
afirmam que o céu está a cair? Fanáticos da conspiração? Adeptos do
Apocalipse bíblico? Pelo contrário, são alguns dos geólogos mais respeitados, mais
credenciados e mais bem pagos do mundo. E é isso o mais assustador.
A situação é tão negra que até o Conselheiro
para a Energia de George W. Bush, Matthew Simmons, reconheceu que "A situação é desesperada. Esta é a
situação mais grave que o mundo enfrenta". Numa entrevista dada em Agosto de
2003, perguntaram a Simmons se estava
na altura do "Peak Oil" se tornar parte do debate público. Ele
respondeu:
É mais do que tempo. Tal como disse, os
especialistas e os políticos não têm um plano de recurso. Se a energia
decair, sobretudo quando 5.000 dos 6.500 milhões de habitantes do mundo
dão pouca ou nenhuma utilização às novas energias, isto representará uma
enorme sacudidela no nosso bem-estar económico e pessoal -- maior do que
alguém possa imaginar.
Quando lhe perguntaram se existia uma
solução, Simmons respondeu:
Não creio que exista. A solução é rezar.
Se as coisas correrem bem, se todas as orações forem atendidas, não haverá
crise durante mais dois anos, talvez. Depois disso, é uma
certeza.
E não é apenas Simmons quem toca o alarme.
Segundo o Secretário da Energia norte-americano Spencer Abraham, "A América está perante uma grave crise de
fornecimento energético a ter lugar durante as duas próximas décadas. Não
estar à altura deste desafio ameaçará a prosperidade económica da nossa
nação, comprometerá a nossa segurança nacional, e alterará literalmente o
nosso modo de vida".
Nas páginas que se seguem poderá encontrar
uma breve explicação do "Peak Oil", as ramificações, e o que poderemos
fazer naquilo que está ao nosso alcance.
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