Lá vamos nós, reaprender (mal) tudo novamente...

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----- Original Message ----- 
From: Cristaldo 
To: CAT 
Sent: Monday, April 23, 2007 11:22 PM
Subject: Alfabeto passa a ter 26 letras


Xará: já sabia dessa?
Azuaga

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 Alfabeto passa a ter 26 letras

         Está para entrar em vigor a unificação da Língua Portuguesa que prevê, 
entre outras coisas, um alfabeto de 26 letras.

         "A frequência com que eles leem no voo é heroica!".

       Ao que tudo indica, a frase inicial desse texto possui pelo menos quatro 
erros de ortografia. Mas até o final do ano, quando deve entrar em vigor  o 
"Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa", ela estará corretíssima. Os 
países-irmãos Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, 
São Tomé e Príncipe e Timor-Leste terão, enfim, uma única forma de escrever.
         As mudanças só vão acontecer porque três dos oito membros da 
Comunidade de Países de 
Língua Portuguesa (CPLP) ratificaram as regras gramaticais do documento 
proposto em 1990. Brasil e Cabo Verde já haviam assinado o acordo e speravam a 
terceira adesão, que veio no final do ano passado, em novembro, por São Tomé e 
Príncipe.
         Tão logo as regras sejam incorporadas ao idioma, inicia-se o período 
de transição no qual ministérios da educação, associações e academias de 
letras, editores e produtores de materiais didáticos recebam as novas regras 
ortográficas e        possam, gradativamente, reimprimir livros, dicionários, 
etc.
       O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês e o 
espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma 
e a sua prática em eventos internacionais.
         Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para 
exames e certificados para estrangeiros.
         Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do 
vocabulário de Portugal seja modificado.
         No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a 
escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as 
pronúncias típicas de cada país.
       O que muda : As novas normas ortográficas farão com que os portugueses, 
por exemplo, deixem de escrever "húmido" para escrever "úmido". Também 
desaparecem da língua escrita, em Portugal, o "c" e o "p" nas palavras onde ele 
não é pronunciado, como nas palavras "acção", "acto", "adopção", "baptismo", 
"óptimo" e "Egipto".
         Mas também os brasileiros terão que se acostumar com algumas mudanças 
que, a priori, parecem estranhas. As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por 
exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" 
ou "vôo", os brasileiro terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo".
         Também não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas  
do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", 
"ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a   grafia "creem", "deem", 
"leem" e "veem".  O trema desaparece completamente. Estará correto escrever   
"linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de lingüiça, 
seqüência, freqüência e qüinqüênio.
         O alfabeto deixa de ter 23 etras para ter 26, com a incorporação do 
"k", do "w" e do "y" e o acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" 
(verbo) de "para" (preposição).
         Outras duas mudanças: criação de alguns casos de dupla grafia para 
fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa  do plural 
do pretérito perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" 
em oposição a "louvamos" e "amámos" em  oposição a "amamos", além da eliminação 
do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como 
"assembléia", "idéia", "heróica" e "jibóia".

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 Antônio Houaiss

       A escrita padronizada para todos os usuários do português foi um 
estandarte de Antônio Houaiss, um dos grandes homens de letras do Brasil 
contemporâneo, falecido em março de 1999. O filólogo  considerava importante 
que todos os países lusófonos tivessem uma mesma ortografia. No seu livro 
"Sugestões para  uma política da língua", Antônio Houaiss defendia a essência 
de embasamentos comuns na variedade do português falado no Brasil e em  
Portugal.

       Fontes para comentar o assunto:

       William Roberto Cereja - Mestre em Teoria Literária pela USP, Doutor em 
Lingüística Aplicada e Estudos da Linguagem pela Pontifícia Universidade 
Católica de São Paulo (PUC-SP),
       Professor graduado em Português e Lingüística e licenciado em Português 
pela ensino em São Paulo e Autor de obras didáticas.
       Marcia Paganini Cavéquia - Professora graduada em Português e 
Literaturas de Língua Portuguesa; Inglês e Literaturas de Língua Inglesa pela 
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pós-graduada em Metodologia da Ação 
Docente pela UEL, Palestrante e consultora de escolas particulares e 
secretarias de educação de diversos municípios e Autora de livros 
didáticos.
       Cassia Garcia de Souza - Prof essora graduada em Português e Literaturas 
de Língua Portuguesa pela 
Universidade Estadual de Londrina (UEL), Pós-graduada em Língua Portuguesa pela 
UEL.
Palestrante e organizadora de cursos para professores da rede de ensino, 
Assessora pedagógica e Autora de livros didáticos.

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