Acho que já contei isso aqui, mas... Isso me lembra um caso relatado pelo meu 
pai, dos tempos de Redação de jornal, em que a notícia era a de que um padre 
tinha sido admitido como sócio no clube de oficiais do Exército. Só que, no 
caso, tinha viadagem nos bastidores: um dos oficiais era gay e seu namorado era 
o tal padre. Assim, a brilhante saída para a manchete teve o mérito de 
sintetizar bem a notícia oficial, ao mesmo tempo registrando o relacionamento 
homo. 

Eis a manchete, uma pérola:

   MEMBRO DO CLERO PENETRA NO CÍRCULO MILITAR

--

- c.a.t.
  http://catalisando.com

----- Original Message ----- 
From: Ricardo Luiz (EDS) 
To: Astrid (E-mail) ; Flavio Wuensche ; Ipdinos ; Mário Guimarães (E-mail) ; 
Osvaldo (E-mail) ; Zé Aarão (E-mail) 
Sent: Wednesday, October 31, 2007 11:02 AM
Subject: [ipdinos] Comer Brigadeiro pode, Coronel não pode!

Dono de lanchonete é preso por batizar sanduíches como patentes militares.

Para o dono de uma lanchonete de Penedo, a 170 km de Maceió (AL) tratava-se de 
uma estratégia de marketing. Para o comandante da Polícia Militar na cidade, 
era uma ofensa à corporação. E assim, por batizar os sanduíches da casa com 
patentes militares, Alberto Lira, 38 de idade, dono da lanchonete Mister Burg, 
acabou detido por ordem do comandante da PM local. Afinal, entendeu o militar, 
não ficaria bem alguém chegar na lanchonete e pedir:

- Quero um coronel mal passado.

Ou sair de lá dizendo:

- Acabei de comer um sargento...

Na delegacia, foi lavrado boletim de ocorrência e, face ao tumulto havido, a 
casa comercial fechou durante algumas horas. Como o delegado de plantão 
entendeu que não havia motivo para prisão, Lira foi liberado horas mais tarde. 
Os cardápios da lanchonete foram recolhidos para avaliação e a casa reaberta em 
seguida. Aproveitando-se da inesperada repercussão, a lanchonete quer manter o 
cardápio que desagrada a PM. A casa oferece lanches como o "coronel" (que é o 
filé com presunto) e o "comandante" (um prato com calabresa frita). A 
brincadeira foi demais para o parco humor da Polícia Militar que diz que os 
nomes dos pratos provocavam chacotas e insinuações contra os policiais entre os 
moradores da cidade de 60 mil habitantes.

Lira, o dono da lanchonete, diz que não teve nem tem nenhuma intenção de 
brincar ou ofender a corporação. O cardápio - garante o dono da lanchonete - 
pretendia ser uma homenagem à hierarquia militar. O prato mais caro era o 
"comandante". O comerciante contratou ontem (15) o advogado Francisco Guerra, 
para entrar com uma denúncia por abuso de autoridade contra o comandante local 
da PM e uma ação reparatória por dano moral contra o Estado de Alagoas. Nela 
vai salientar que não existe nenhum texto legal que impeça um restaurante de 
incluir, no seu cardápio, "lula à milanesa", "filé a cavalo" ou "coronel mal 
passado", etc. O advogado já pediu habeas corpus preventivo para evitar outra 
detenção de seu cliente. A peça sustenta que "se o argumento do comandante 
fosse válido, nenhuma festa de criança poderia ter brigadeiro".

Como se sabe, brigadeiro - além de ser a mais alta patente da Aeronáutica - é 
também o nome do docinho obrigatório em aniversário de crianças.

- Em Penedo, comer brigadeiro pode, mas comer coronel, está proibido - ironizam 
os advogados da cidade.




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