Visão de um outro ângulo sobre o post do Nassif, que está em 
http://www.projetobr.com.br/web/blog/5#4921

Segue abaixo, recebida do Guilherme.

--

- c.a.t.
  http://catalisando.com

----- Original Message ----- 
From: Gasparetto, Guilherme 
To: [EMAIL PROTECTED] 
Sent: Wednesday, November 14, 2007 5:00 PM
Subject: Re: [gl] << Vexame >> era... Fw: CAT..é ou não de corar, meu friendo! 
abs


Com outros olhos...
http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2007/11/che-guevera-veja-e-anatomia-de-uma.html

amplexos!

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      CHE GUEVARA, A VEJA E A ANATOMIA DE UMA FARSA ESQUERDOPATA 
      A canalha está em festa. No dia 3 de outubro, a revista VEJA publicou um 
excelente texto de Diogo Schelp, editor de Internacional, e Duda Teixeira por 
ocasião dos 40 anos da morte do Porco Fedorento e mito sexual das esquerdas Che 
Guevara — aquele do tal “endurecer sem perder a ternura”. Já que tudo em Che 
vira mercadoria barata — até seus biógrafos —. a frase deveria ser adotada como 
lema do Viagra. Uma das fontes usadas como referência no texto (íntegra aqui) 
foi o livro Che Guevara – Uma Biografia, do americano Jon Lee Anderson.

      O link está aí, aberto a quem quiser ler. O nome de Anderson foi citado 
apenas duas vezes na reportagem. Schelp e Teixeira ouviram muitas outras 
pessoas. E, até onde se sabe, Anderson não se tornou dono do biografado. Mas 
ele não gostou da reportagem, que diz ter lido, e mandou a um grupo de 
jornalistas brasileiros um e-mail supostamente enviado a Schelp — nunca chegou 
— que é um monumento à prepotência e à vaidade ferida. Mas os adoradores de Che 
da imprensa brasileira foram tomados de ternura pela dureza do americano... 
Fizeram a festa em seus bloguinhos mixurucas, divulgando, ademais, uma tradução 
energúmena do texto de um vagabundo moral.

      Esta mensagem que segue, em inglês, é a versão que está circulando por aí 
e que nunca entrou na caixa de mensagens do editor de VEJA. Na seqüência, leiam 
a tradução petralha e depois a do que está, de fato, escrito. Ainda voltarei. 
Estamos no começo da revelação de uma impostura.

      Dear Diogo,
      I was intrigued as to why I never heard back from you when I replied to 
this email you sent me (see below). And then I saw the article you wrote in 
Veja, which was the most one-sided perspective on a contemporary political 
figure I have seen in a long time. It was precisely this kind of 
highly-editorialized reporting, either hagiographically in favor, or -- as in 
your case -- demonizingly against, that led me to write my biography. I sought 
to put some flesh and blood on Che’s overly-mythified bones in order to 
understand what kind of person he really was. What you have written is an OpEd 
piece camouflaged as a piece of accurate journalism, which, of course, it is 
not. Honest journalism, to my knowledge, involves incorporating different 
sources of information and perspectives, and attempting to place the person or 
situation you are writing about into context, so as to educate your readers 
with at least a semblance of objectivity. What you have done with Che is 
equivalent to writing about, say, George W. Bush, and relying almost entirely 
on quotes from Hugo Chavez and Mahmoud Ahmadinejad to bolster your own point of 
view. I am, glad, in the end, that you did not follow up with me for the 
interview, because I would have spoken to you in good faith, under the mistaken 
assumption that you were a serious journalist, and an honest colleague. And In 
that assumption, I would have been sadly mistaken. Please feel free to publish 
my letter in Veja if you wish.
      Yours, Jon Lee Anderson

      A VERSÃO PETRALHA QUE CIRCULA NA REDE

      Caro Diogo,
      Fiquei intrigado quando você não me procurou após eu responder seu email. 
Aí me passaram sua reportagem em Veja, que foi a mais parcial análise de uma 
figura política contemporânea que li em muito tempo. Foi justamente este tipo 
de reportagem hiper editorializada, ou uma hagiografia ou – como é o seu caso – 
uma demonização, que me fizeram escrever a biografia de Che. Tentei pôr pele e 
osso na figura super-mitificada de Che para compreender que tipo de pessoa ele 
foi. O que você escreveu foi um texto opinativo camuflado de jornalismo 
imparcial, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, pelos meus 
critérios, envolve fontes variadas e perspectivas múltiplas, uma tentativa de 
compreender a pessoa sobre quem se escreve no contexto em que viveu com o 
objetivo de educar seus leitores com ao menos um esforço de objetividade. O que 
você fez com Che é o equivalente a escrever sobre George W. Bush utilizando 
apenas o que lhe disseram Hugo Chávez e Mahmoud Ahmadinejad para sustentar seu 
ponto de vista. No fim das contas, estou feliz que você não tenha me 
entrevistado. Eu teria falado em boa fé imaginando, equivocadamente, que você 
se tratava de um jornalista sério, um companheiro de profissão honesto. Ao 
presumir isto, eu estaria errado. Esteja à vontade para publicar esta carta em 
Veja, se for seu desejo.

      O QUE ELE DE FATO ESCREVEU

      Caro Diogo,
      Estava intrigado de não ter recebido notícias suas depois de ter 
respondido ao e-mail que você me enviou (segue abaixo). Aí eu vi a reportagem 
que você escreveu na VEJA, a mais unilateral perspectiva de uma figura política 
contemporânea que vi em muito tempo. Foi precisamente esse tipo de reportagem 
super-editorializada, ou uma hagiografia a favor ou – como é o seu caso – uma 
demonização contra, que me levou a escrever a minha biografia. Procurei pôr um 
pouco de humanidade na figura supermitificada de Che para entender que tipo de 
pessoa ele realmente foi. O que você escreveu foi um texto opinativo disfarçado 
de jornalismo cuidadoso, coisa que evidentemente não é. Jornalismo honesto, 
segundo meus critérios, implica incorporar diferentes perspectivas e fontes de 
informação, uma tentativa de pôr a pessoa ou situação sobre as quais se escreve 
em seu contexto com o objetivo de educar os leitores com um mínimo de 
objetividade. O que você fez com Che é o equivalente a escrever, digamos, sobre 
George W. Bush confiando quase inteiramente nas aspas de Hugo Chávez e Mahmoud 
Ahmadinejad para sustentar seu ponto de vista. Estou contente, por fim, que 
você não tenha insistido comigo para fazer a entrevista. Eu teria falado com 
você de boa fé, na suposição errada de que você fosse um jornalista sério, um 
companheiro honesto. E, nessa suposição, eu estaria tristemente errado. Esteja 
à vontade para publicar esta carta na VEJA se desejar.
      Cordialmente,
      Jon Lee Anderson.

      A canalha
      A canalha pôs na rede um e-mail sem nem mesmo tentar falar com Schelp 
para saber o que havia acontecido, se as coisas eram como relatava o outro. 
Ora, pra quê? Observem que negritei algumas palavras das duas versões. “Flesh 
and blood” vira “pele e osso”??? Não vira. A expressão quer dizer “humanidade”, 
“natureza humana”, no sentido de que é o oposto do mito — de que ele fala em 
seguida. “One-sided” quer dizer “unilateral”, não "parcial". “Accurate 
journalism” é “jornalismo cuidadoso”, “acurado” — se quiserem uma palavra de 
mesma raiz. Ora, dirão, é a mesma coisa. NÃO!!! “Imparcialidade” é o mantra 
petista empregado para satanizar os veículos de imprensa que não fazem a 
vontade do partido. Anderson não afirma estar feliz por não ter sido 
entrevistado. Ao contrário. Ele está infelicíssimo. Ele finge estar contente — 
e a vaidade ferida fica evidente — é com o fato de o jornalista brasileiro não 
ter INSISTIDO na entrevista. Está na cara que se sentiu desprestigiado. 
Adiante, falo mais algumas coisas sobre este senhor.

      Fiz o que a canalha não fez. Procurei Schelp. Só consegui falar com ele 
ontem à noite. Queria saber o que tinha acontecido na sua correspondência com 
Anderson e se havia respondido. Sim. Discreto, avesso a holofotes, ético, não 
queria me passar a resposta que mandou ao outro. Insisti. Eu o convenci de que 
estava sendo vítima de uma tentativa nojenta de linchamento, promovida por 
anões morais. Na conversa, ele me contou algumas outras coisas. Já chego lá. 
Seguem a resposta do editor da VEJA em português e em inglês. Ainda volto.

      Caro Anderson,
      Eu fiquei me perguntando, depois de lhe enviar um e-mail pedindo 
(educadamente) uma entrevista, por que nunca recebi uma resposta sua. Agora sei 
que a mensagem deve ter-se perdido devido a algum programa antispam ou por 
qualquer outra questão tecnológica. Também não recebi sua “carta” – talvez pelo 
mesmo problema. Tudo isso não tem a menor importância agora porque você 
resolveu o assunto valendo-se dos meios mais baixos – um e-mail circular. O que 
lhe fez pensar que tinha o direito de tornar pública nossa correspondência, 
incluindo a mensagem em que eu (educadamente) pedia uma entrevista? Isso, caro 
Anderson, é antiético. Vindo de alguém que se diz um jornalista, é 
surpreendente. Você pode não gostar da reportagem que escrevi; ela pode ser boa 
ou ruim, bem-escrita ou não, editorializada ou não – mas não foi feita com os 
métodos antiéticos que você usa. Eu respeito a relação entre jornalistas e 
fontes. Você não. E mais: parece-me agora que você é daquele tipo de jornalista 
que tem medo de fazer uma ligação telefônica (assim são os maus jornalistas), 
já que tem meu cartão de visita e conhece meu número de telefone. Se você tinha 
algo a dizer sobre a reportagem — e já que sua mensagem não estava chegando a 
seu destino — poderia ter me ligado.
      Eu não sei que tipo de imagem de si mesmo você quer criar (ou proteger) 
negando os fatos que o seu próprio livro mostra, mas está claro agora que é a 
de alguém sem ética. Você pode ficar certo de que não aparecerá mais nas 
páginas desta revista.
      Sem mais,
      Diogo Schelp

      Mr. Anderson,
      I was wondering, after I sent you an email asking (kindly) for an 
interview, why I never got an answer from you. Now I know that the message must 
have been lost because of these anti-spam programs or any other technological 
reason. I also didn´t receive your “letter” – maybe because of the same 
problem. All this doesn´t matter anymore, because you decided to solve the 
issue through the lowest means – a circular email list. What in the world made 
you think that you had the right to make public our message exchange, including 
the message where I (kindly) asked for an interview with you? This, Mr. 
Anderson, is unethical. Coming from someone who calls himself a journalist, 
it´s astonishing. You may not like the article I wrote; it may be good or bad, 
well written or not, editorialized or not – but it was not made with the 
unethical means that you use. I respect the relationship between journalists 
and sources – you don´t. And more: it seems now to me that you are that kind of 
journalist that is afraid of making a phone call (I mean that kind of bad 
journalist), since you have my businesscard and know my phone number. If you 
had something to say about the article, and since your message was not 
arriving, you could have called.
      I don´t know what kind of personal image you want to create (or protect) 
denying the facts that your own book shows, but it´s clear now that it is an 
unethical one.
      You can rely on the fact that you are not going to appear in the pages of 
this magazine again.
      Best,
      Diogo Schelp

      Voltei
      Eis aí. Se Anderson mandou mesmo a primeira resposta, ela não chegou. 
Assim como não chegou a segunda, o que é, para dizer pouco, estranho. De todo 
modo, ele tinha os telefones do jornalista brasileiro. Já haviam almoçado 
juntos na Editora Abril. Fosse para dar uma resposta, fosse para manifestar o 
seu desagrado, poderia ter telefonado. Não o fez. E não o fez porque não tinha 
nenhum direito de fazê-lo. E se Schelp tivesse desistido de falar com ele? Não 
poderia? Por que raios seria obrigado a ouvi-lo? Ele não queria conversar, mas 
expedir a sua fatwa.

      Anderson é um canalha. Não pensem que ele mandou o e-mail a Schelp com 
cópia para todos os outros. Nada disso. Na versão aos “companheiros”, foi 
também enviada uma introdução, esta que segue: “Fyi, friends — see below my 
letter to Diogo Schelp of Veja, who published a scurrilous hatchet job on Che 
Guevara a couple of weeks ago, using the Miami crowd as his main sources. All 
best, jon lee” Ou: “Amigos, vejam abaixo minha carta a Diogo Schelp, da VEJA, 
que publicou uma difamação obscena sobre Che Guevara, há duas semanas, usando a 
turma de Miami como sua fonte principal”. Vangloria-se do malfeito, da 
grosseria, da estupidez, da arrogância.

      Muita atenção agora
      Respondam-me: por que este senhor Anderson se julga no direito de enviar 
uma carta malcriada a Diogo Schelp? Sentiu-se desprezado por não ter sido 
entrevistado? O texto dos jornalistas brasileiros não é uma resenha ou uma 
interpretação do seu livro. O “gancho”, como se diz, da reportagem é outro: os 
40 anos da morte da besta, completados no dia 9 de outubro. Foram ouvidas na 
reportagem, diga-se, pessoas com as quais o próprio Anderson conversou. Por 
falar em Miami, muitas das fontes do americano são de... Miami!!! Aquela gente 
que ele trata com desprezo. Talvez prefira os humanistas de Fidel Castro.

      O que se vê acima é a anatomia de uma empulhação protagonizada por um 
sujeito vaidoso e com medo do próprio livro e co-estrelada pelos esquerdopatas 
nativos, que viram no episódio uma chance de tentar se vingar de Diogo Schelp e 
da revista VEJA, inconformados que estavam com a revelação do berço de estrume 
em que repousa o seu herói. NOTEM QUE NÃO HÁ UMA SÓ INFORMAÇÃO DO TEXTO DOS 
JORNALISTAS DA VEJA QUE TENHA SIDO CONTESTADA POR ANDERSON. Nada! Os 
esquerdopatas exigem a neutralidade de frente para o crime.

      Anderson é um caso lamentável em que o caráter do biografado contamina o 
do biógrafo. Quem quer que tenha lido, como li, o relato de Régis Debray sobre 
o assassino contumaz, que defendia que o homem se transformasse numa fria 
“máquina de matar”, movido pelo ódio, não se surpreendeu com o que conta 
Anderson sobre o Porco Fedorento.

      A reação imoral de um sujeito que se julga dono de uma personagem 
histórica, amplificada pela canalha liberticida que ainda delira com a obra de 
assassinos contumazes, prova o acerto da abordagem dos jornalistas da VEJA. O 
mito guevarista, como se sabe, ganhou o mundo e seduz também a esquerda — a 
possível — dos EUA. Afinal, sabem como é?, ela gosta de ver os chimpanzés 
ideológicos latino-americanos a debater, ainda, as virtudes do socialismo.

      Anderson fez coisa ainda pior. Tornou público o e-mail de Diogo Schelp, 
que passou a receber e-mails como o desta senhora:

      “Caro senhor Diogo Schelp,
      Se alguém respeitado me tratasse assim eu me suicidaria.
      Cordialmente
      XXX”

      Eu não tenho dúvida de que é uma legítima guevarista, embora visivelmente 
lhe falte ternura. E também dureza... É, com efeito, uma esquerdista típica: 
quando essa gente não está praticando assassinatos, está justificando 
homicidas. Quando não está fazendo uma coisa ou outra, sugere aos outros o 
suicídio. Em qualquer dos casos e em qualquer dos tempos da história, as 
esquerdas têm um compromisso essencial com a morte.

      Por isso adoram os cadáveres de seus heróis, que, quando vivos, 
triunfaram sobre uma montanha de outros cadáveres anônimos. É a forma que nelas 
tomou o amor pelo "povo". 
     
     
      Por Reinaldo Azevedo 




     

  ----- Original Message ----- 
  From: Carlos Alberto Teixeira 
  To: "Undisclosed-Recipient:;"@sceptre.sasl.smtp.pobox.com 
  Sent: Wednesday, November 14, 2007 3:55 PM
  Subject: [gl] << Vexame >> era... Fw: CAT..é ou não de corar, meu friendo! abs



  Uma lástima.

  --

  - c.a.t.
    http://catalisando.com

  ----- Original Message ----- 
  From: Alexandre Augusto 
  To: Carlos Alberto Teixeira 
  Sent: Wednesday, November 14, 2007 3:34 PM
  Subject: CAT..é ou não de corar, meu friendo! abs





  13/11/07 13:06 - fonte Blog do Nassif

  Veja, Che Guevara e Jon Lee Anderson, seu biógrafo [...]. 
   

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