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From: Fa Conti
Date: 2009/5/19
Subject: [gl-L] Virei fã do Ubuntu
Virei fã do Ubuntu

John C. Dvorak (*)
INFO 14 de maio de 2009

Milhões gastos com o Windows podem ser economizados

No último mês eu me tornei um grande fã do Ubuntu 8.10 e estou quebrando
a cabeça para descobrir por que as grandes empresas ainda não adotaram
essa distribuição Linux em todas as suas máquinas. Os milhões de dólares
gastos todos os anos com licenças do Windows poderiam ser economizados.
E pesquisas do IDC preveem que 2009 será o ano do Linux devido à crise
econômica.

No passado, havia tantas particularidades que alguns programas que
rodavam em uma distribuição não rodavam em outra, além de todos os
problemas com drivers e outras chateações. O Ubuntu 8.1 fez o melhor
trabalho, criando um sistema que é compatível com a maioria das máquinas
e que roda as aplicações mais populares sem que o usuário tenha qualquer
preocupação com drivers. Nunca vi nada melhor e acredito que essa é a
primeira distribuição Linux que está pronta para o papel principal tanto
no escritório quanto em casa.

Outro problema que atrapalhava o Linux era a falta de uma boa suíte de
programas para escritório. Às vezes as pessoas apontavam o
OpenOffice.org como uma solução. Mas nunca gostei dele e da
desorganização dos seus menus. O clone do PowerPoint do OpenOffice,
aliás, era uma ofensa. Alguns desses probleminhas já foram consertados,
mas, de qualquer forma, existem soluções melhores por aí.

Há numerosas opções de programas de escritório para Linux e duas delas
são realmente notáveis. O AbiWord, que vem junto com o Ubuntu, copia com
perfeição o estilo do Word 2003. Só uso ele agora. Se você precisar de
algo mais elaborado, pode optar pelo Haansoft Office (49 dólares). Ele
imita sem pudor todas as qualidades da suíte do MS-Office, incluindo o
PowerPoint. Além de tudo isso, o Ubuntu traz outra vantagem. A maioria
das empresas e das pessoas gasta cerca de 50 dólares comprando programas
de proteção contra vírus e malware. A medida é desnecessária para quem
usa Linux.

Deixe os ataques virem, todos eles estão mirando a Microsoft. O fato
relevante é que, como sabemos bem, a Microsoft não é agressiva no
desenvolvimento dos seus produtos quando não há competição. A década de
estagnação pela qual passou o Office foi mais do que suficiente para que
cada empresa asiática ou européia conseguisse criar cópias idênticas do
produto da Microsoft. Me espanta o fato de os donos de empresas
continuarem a pagar por um monte de código velho. Assumo que muita gente
não sabe o que é melhor. Mas com essa crise econômica, eles vão aprender.

A filosofia da Microsoft de dominar o mercado e depois ficar parada,
ordenhando a vaquinha dos lucros até que ela seque, contrasta com o
comportamento de empresas como a Adobe, que sempre vai melhorando
agressivamente os seus produtos. Para mim, é claro que, depois dessa
versão do Ubuntu, acabaram-se os dias em que a Microsoft não fazia nada
relevante com seu sistema operacional. Eles precisam produzir algo novo
e com recursos interessantes. Mas será que vão conseguir?

Retirado de
http://info.abril.com.br/professional/linux-cia/virei-fa-do-ubuntu.shtml

Interessante ler os comentários. Já havia 41 em 19/05/2009, às 07,31hs.

(*) John C. Dvorak
http://pt.wikipedia.org/wiki/John_C._Dvorak

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