2010/10/24 Juliao Braga <[email protected]>:
> A RPKI está chegando mais rapidamente do que, pessoalmente imaginava.
> Será parte do nosso dia a dia, sem nenhuma dúvida.

Mas quando é outra questão, pois isso depende não só da implementação
nos RIRs, mas também nos códigos de roteamento. Não localizei nenhum
código para as plataformas open-source que historicamente adotam mais
rapidamente novos features (ex: Quagga, XORP, BIRD, OpenBGPD), e a
implementação de referência da Cisco tem caráter experimental. Se
espelharmos os 5 anos entre o surgimento dos ASNs de 32 bits e sua
implementação generalizada em versões/plataformas do Cisco IOS, ainda
faltam uns 4 anos até que isso se torne realidade.


> Ainda há uma disposição em usar o IRR como um dos principais
> repositórios de informações sobre políticas de e, roteamento.

Não foi o que notei participando do RIPE. Pelo contrário, há entre os
operadores uma forte indisposição a tornar públicas informações sobre
políticas, especialmente as de roteamento... é devido a isso, imagino,
que o RPKI só tenha previsto atualmente validação de origem (qual ASN
divulga um certo bloco de IPs), e não de caminho (qual ASN divulga
rotas de um certo ASN). PeeringDB e RPKI ROA atenderiam essa visão de
forma suficiente.

> A RPKI
> resolverá um dos principais problemas que é aquele relacionado com a
> segurança da informação disponível no IRR. Os objetos route e route6,
> que especificam os prefixos que um AS pode anunciar ficam, portanto
> livre da influência de mal uso do IRR.

O longo horizonte de tempo do RPKI sugere que os IRRs devam ainda
implementar por meios próprios validação de informações junto às
fontes autoritativas (RIRs e NIRs) e não contarem com um interessante
mas distante recurso.



Rubens
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