-----Mensagem original-----Ilustre procuradora,
De: [EMAIL PROTECTED] [mailto:[EMAIL PROTECTED]]Em nome de Luiz Tarcísio de Paiva Costa
Enviada em: Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 1999 22:55
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Re: [IBAP] Pinochet e outrosRealmente o artigo "Nunca mais" é de leitura obrigatória pela lucidez e pertinência dos argumentos alinhados.
Não obstante, se me permite, apenas para honrar o verdadeiro autor, informo que o belo texto invocado na verdade corresponde a trecho do poema "No Caminho com Maiakóvski", de Eduardo Alves da Costa, publicado no livro de mesmo nome. O próprio autor esclarece o motivo da confusão:
" (...) Por concluir, não posso deixar de agradecer a Maiakóvski, graças a quem um trecho de meu poema "No caminho com Maiakóvski"se tornou conhecido em todo Brasil. Quando Roberto Freire publicou "Viva eu, viva tu, viva o rabo do tatu", colocou o trecho do poema como epígrafe atribuindo-o ao autor russo, que, na verdade era apenas personagem. A partir de então, o poema passou a ser citado e se transformou em uma das bandeiras contra a ditadura. (...)"
Atenciosamente,
Luiz Tarcísio de Paiva Costa
Serviço Jurídico do Banco do Brasil S/A
Rosangela Alves escreveu:
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Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: Rosangela Alves <[EMAIL PROTECTED]>
----------------------------------------------Caro colega Marcio Sotelo Felippe:
Gostaria de cumprimentá-lo pelo artigo "Nunca mais", cuja leitura,
aliás, recomendo a todos os participantes desta lista.
De fato, a justiça é um ideal que deve ser sempre buscado por todos
nós operadores do direito, mesmo quando a sua concretização possa,
equivocadamente, parecer tardia.
A propósito, o tema do seu trabalho me trouxe à lembrança um poema de
Vladimir Maiakovsky que traduz bem essa idéia e que, sem pretender
transformar esta página de debates em um "site"literário, permito-me
agora transcrever:"Na primeira noite, eles se
aproximam e colhem uma flor
de nosso jardim
e não dizemos nada;
na segunda noite, já não se
escondem: pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada;
até que um dia,
o mais frágil deles,
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a lua e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta,
e porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada."Um abraço
Rosângela Alves
Procuradora do Estado do Paraná
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Luis,
você sabe dizera editora do livro? Sempre ouvi que
o poema seria do próprio Maiakóvski. Sendo de autoria de um
brasileiro, gostaria de conhecer o original.
GUSTAVO
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