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Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
Mensagem enviada por: "PORTINHO, Luiz Claudio " <[EMAIL PROTECTED]>
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Caros Guilherme e Mauro,

Vou meter meu pitaco nesta discuss�o (s� para variar).

Acho que chegamos � mesma conclus�o quanto a barbaridade que � a
terceiriza��o da advocacia p�blica. Ali�s, pe�o ao colega que defenda tal
id�ia que se manifeste (para ser apedrejado pelos demais � claro).

Achei a opini�o do Guilherme perfeita. Advogado n�o deve perder tempo
conferindo calculos de liquida��o (aqueles que gostem de faz�-lo, � claro,
n�o se vai vedar tal faculdade). Eu, por exemplo, tenho pavor de n�meros e,
por isso, analiso as liquida��es apenas do ponto de vista jur�dico.

Ouso discordar do colega Mauro, quando diz que a substitui��o de
credenciados por Procuradores Aut�rquicos, no INSS, acarretar� em sobra de
tempo, no futuro, para os Procuradores. Hoje, abarrotado de servi�o, meu
trabalho n�o est� resultando em nem 10% do que eu acho que poderia fazer.
N�o s�o raros os casos em que opto em recorrer num processo, deixando de
faz�-lo noutro por total falta de tempo. Doutrina tem sido coisa rar�ssima
nos recursos da Subprocuradoria da 4a. Regi�o, por falta de tempo para
pesquisar. A jurisprud�ncia, se n�o fosse o advento do CD-ROM, nem se fala.
Enfim, tempo de sobra � coisa que dificilmente ter�amos, pois com certeza a
qualidade do servi�o aumentaria e muito, com uma carga de trabalho menor.
Quantas vezes quis dedicar algum tempo �s sustenta��es orais, mas n�o pude
faz�-lo. Com certeza isso seria poss�vel com mais procuradores. Por isso,
discordo de sua posi��o caro Mauro.

Em rela��o aos credenciados, reservo-me ao direito de n�o falar muito
tamb�m, para n�o sofrer processos de difama��o, pois, de fato, o servi�o
desses "pseudo advogados" � rid�culo. Eles, na minha opini�o, s�o uma
patologia do INSS. Eles e os administradores-burocratas de plant�o, que
tantos lit�gios provocam com suas condutas ilegais.

A discuss�o � saud�vel e devemos, sem d�vida, lutar pela melhora dos
quadros da Procuradoria do Instituto, n�o s� em termos de quantidade, mas
tamb�m de qualidade. Acho que o concurso poderia ser um pouco mais r�gido,
para selecionar melhor o pessoal novo. Enfim, o Instituto precisa de nossa
contribui��o, para, quem sabe, no futuro termos uma previd�ncia social de
ponta.

Sauda��es.

Luiz Claudio Portinho Dias
Procurador Aut�rquico do INSS
Porto Alegre-RS - [EMAIL PROTECTED]


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> De: Mauro Bueno <[EMAIL PROTECTED]>
> Para: [EMAIL PROTECTED]
> Assunto: Re: [IBAP] Procuradorias sem contadores
> Data: Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 1999 14:55
> 
> -----------------------------------------------
> Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
> Mensagem enviada por: Mauro Bueno <[EMAIL PROTECTED]>
> ----------------------------------------------
> 
> 
> Dr. Guilherme,
> 
>     Como sempre suas opini�es n�o escapam do mais abalizado bom-senso.
> 
>     Eu entendo suas pondera��es e at� concordo com as mesma. O problema
em
> tese � exatamento como o nobre colega expos.
>     O que acontece � que, na pr�tica, n�o d� para pensar em uma imediata
> substitui��o da advocacia terceirizada. Nem seria conveniente substituir
> assim, porque na atual circunst�ncia um �nico Procurador n�o faz o
servi�o
> de 3 ou 4 credenciados. Todavia, se se colocar s� Procuradores, com dois
ou
> tr�s anos, o volume de servi�os cai em pelo menos 1/3, porque, a exemplo
de
> Ja�, a atua��o de Procuradores mata a a��o enquanto que os credenciados
> permitiam a eterniza��o da causa. Se trocarmos 1:1, hoje, o Procurador
> morreria de trabalhar e n�o daria conta do servi�o e, daqui a tr�s anos,
> teria Procurador sem o que fazer.
>     Quanto ao fornecimento de c�lculos, na pr�tica n�s temos fornecido;
mas
> destaquei a inexist�ncia de obriga��o do INSS porque a falta de
fornecimento
> de conta vem sendo alegada por ex-credenciados que est�o sendo chamados �
> responsabilidade por ter perdido tr�s prazos para embargar num mesmo
> processo, perdido prazos capitais em dezenas de processos de at� UM
MILH�O
> de reais. Ora, se tivessem discutido os crit�rios de c�lculo com
> consist�ncia jur�dica, o juiz teria mandado ouvir o Contador Judicial e
n�o
> teria havido o descalabro que houve no Er�rio.
>     Sobre a complexidade dos c�lculos, no caso da Previd�ncia Social n�o
> ocorre o problema da ordem que o Doutor apontou. Como a Justi�a Federal
tem
> um provimento que limita a 10 o n�mero de litisconsortes, nossos
processos
> n�o penam do excesso de autores. Por outro lado, o c�lculo previdenci�rio
> consiste em alimentar nossos programas de c�lculo e a problem�tica se
resume
> aos crit�rios a serem adotados.
> Nesse ponto, sim, hei de discordar do ilustre colega pois n�o s� em
mat�ria
> previdenci�ria, como nos demais c�lculos de liquida��o da �rea federal, a
> experi�ncia de um ano e meio como contador da justi�a federal me faz crer
> que a situa��o do c�lculo previdenci�rio se repete nos demais tipos de
> liquida��o.
>     Sobre a quest�o da advocacia terceirizada, eu teria o maior prazer em
> continuar o di�logo com o ilustre colega para coloc�-lo a par das maiores
> barbaridades que desrecomendam a terceiriza��o da Advocacia P�blica.
> Entretanto, para n�o entrarem com mais trezentos inqu�ritos policiais
contra
> mim por difama��o, pediria seu e-mail reservado para troca de
informa��es,
> pois penso que o Doutor muito poder� me ajudar na minha luta pessoal
contra
> a terceiriza��o da Advocacia P�blica.
> 
> Grato pela aten��o
> Mauro Bueno
> -----Mensagem original-----
> De: Instituto Brasileiro de Advocacia P�blica <[EMAIL PROTECTED]>
> Para: [EMAIL PROTECTED] <[EMAIL PROTECTED]>
> Data: Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 1999 23:29
> Assunto: Re: [IBAP] Procuradorias sem contadores
> 
> 
> >-----------------------------------------------
> >Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
> >Mensagem enviada por: "Instituto Brasileiro de Advocacia P�blica"
> <[EMAIL PROTECTED]>
> >----------------------------------------------
> >
> >
> >Dr.Mauro,
> >Com a devida v�nia, n�o concordo inteiramente com seu entendimento.
> >Pessoalmente, n�o acredito em reciclagem da advocacia terceirizada.
Devemos
> >lutar contra a terceiriza��o, realizando concursos p�blicos peri�dicos
para
> o
> >preenchimento de cargos de Procurador do INSS. Quanto ao fato de n�o
> fornecer o
> >INSS contas para a elabora��o de embargos � execu��o, elaboradas por
> >especialistas (contadores), tanto pior para os cofres p�blicos: embargos
> >improcedentes significam condena��o do INSS em honor�rios advocat�cios.
A
> >"economia", portanto, � equivocada. Por �ltimo, tampouco acredito que
> >conhecimentos b�sicos de matem�tica sejam suficientes para apurar a
> corre��o de
> >c�lculos de liquida��o, muitas vezes relativos a centenas de
> litisconsortes,
> >envolvendo de 40 a 120 meses. Institui��es de Advocacia P�blica do porte
da
> >Procuradoria do INSS ou das PGEs e das PGMs das maiores cidades
brasileiras
> >devem dispor de servi�o especializado de contadoria. Muitas vezes a
> apura��o de
> >incorre��o numa �nica conta pode bastar para o pagamento de dez anos de
> servi�os
> >prestados por um contador concursado integrante de �rg�o de advocacia
> p�blica.
> >Quanto �s quest�es de cunho exclusivamente jur�dico, os procuradores
tiram
> de
> >letra.
> >
> >
> >
> >
> >
> >Mauro Bueno escreveu:
> >
> >> -----------------------------------------------
> >> Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!)
> >> Mensagem enviada por: Mauro Bueno <[EMAIL PROTECTED]>
> >> ----------------------------------------------
> >>
> >> Cara Colega,
> >> Com rela��o ao INSS, h� realmente uma car�ncia muito grande de pessoal
> >> especializado em c�lculo de liquida��o.
> >> Entretanto, a OS14/93 que rege o contrato dos advogados terceirizados
�
> >> expressa em que o INSS n�o oferecer� esse tipo de subs�dio; de sorte
que,
> se o
> >> INSS fornece conta aos seus advogados aut�nomos � por pura
camaradagem.
> Nem
> >> seria l�gico que o cliente tivesse que municiar seu advogado com os
> c�lculos
> >> para embargar execu��o.
> >> Outrossim, nosso maior problema n�o � com a conta em si que,
geralmente �
> >> correta em termos matem�ticos. O problema est� nas premissas do
c�lculo
> que
> >> s�o juridicamente imposs�veis ou inexeq��veis e isso � mat�ria
jur�dica
> que
> >> nossos colegas da advocacia terceirizada, pelo menos  em Ja�, n�o
> souberam
> >> atacar.
> >> Mais que gente para fazer c�lculo, precis�vamos, ent�o, de reciclar
> alguns
> >> elementos da advocacia terceirizada e expurgar do quadros alguns
outros
> que
> >> n�o se apresentavam com o perfil adequado para uma Procuradoria
pautada
> pela
> >> moralidade no trato com a coisa p�blica. Isto foi feito. H� um
problema
> s�rio
> >> para equacionar essa car�ncia porque toda vez que se fala em pessoal
para
> >> c�lculo de liquida��o eles v�m com um contador, quando o c�lculo de
> liquida��o
> >> exige apenas conhecimentos b�sicos de matem�tica, capacidade de
> interpreta��o
> >> de texto (do texto do julgado) e algumas no��es jur�dicas b�sicas.
> >
> >
> >
> >-
> >-------------------------------------------
> >Dicas:
> >1. Duvidas e instrucoes diversas, procure por Listas em:
> >http://www.pegasus.com.br
> >2. Treinamento a distancia: Redes TCP/IP: Teoria e Pratica
> >http://www.ganymede.com.br
> 
> -
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