----------------------------------------------- Lista: ibap (Fique atento: dicas no rodape!) Mensagem enviada por: "Instituto Brasileiro de Advocacia P�blica" <[EMAIL PROTECTED]> ---------------------------------------------- [EMAIL PROTECTED] wrote: > From: "Jorge Henrique Pinho" <[EMAIL PROTECTED]> > To: <[EMAIL PROTECTED]> > Date: Thu, 27 Jan 2000 19:13:45 -0400 > > Caros Colegas, > > J� h� algum tempo venho tendo a satisfa��o de poder ler as in�meras opini�es, > na maioria das vezes s�bias e bem colocadas, que circulam na lista do IBAP. > Na condi��o de Procurador do Estado do Amazonas, na carreira h� mais de dez > anos (� importante destacar que ingressei por Concurso P�blico de Provas e > T�tulos que, tradicionalmente, � realizado pelo > prestimoso e eficiente Centro de Estudos da Procuradoria Geral do Estado de > S�o Paulo), e, estando hoje no exerc�cio das fun��es de Procurador-Geral do > Estado do Amazonas, n�o posso deixar de colocar meu integral apoio aos > Procuradores que integram a Procuradoria Geral do Estado de S�o Paulo, os > quais, no meu entender, sem desmerecer os valores existentes em outros > Estados da Federa��o, congregam a vanguarda do Direito P�blico Brasileiro. � > com, inenarr�vel prazer, que comemoro cada uma das vit�rias obtidas pelos > Procuradores de Estado, quando conseguem desconstituir ou reduzir esses > malsidados "precat�rios" oriundos de processos maculados dos mais variados > tipos de v�cios. Entendo que o "manto sagrado" da coisa julgada jamais poder� > proteger a ilicitude, o crime, o assalto � coisa p�blica. > Infelizmente alguns magistrados n�o compreendem a import�ncia de se impedir > que indeniza��es milion�rias fabricadas nas catacumbas do Poder Judici�rio > sejam imputadas �s gera��es futuras pelo desvirtuamento do conceito de coisa > julgada.Se o patrim�nio p�blico � imprescrit�vel, n�o � justo, moral ou > correto, admitir-se o tr�nsito em julgado de uma decis�o incorreta, > injusta e que atente contra a supremacia do interesse p�blico. N�o se pode > invocar a necessidade estabiliza��o das rela��es jur�dicas a pretexto de > terminar com um processo judicial que atenta contra o interesse p�blico. Data > venia, esse princ�pio n�o pode ser invocado contra o Poder P�blico. Ao se > permitir que a poeira do tempo cubra esse tipo ilicitude, est�-se > trabalhando em favor de que a impunidade continue a justificar condutas > criminosas. Caber� �s gera��es futuras n�o s� arcar com as despesas dos > desmandos praticados no presente, mas principalmente julgar as todas as > condutas de hoje (vide o caso do general Pinochet, que hoje est� recebendo a > fatura dos atos praticados no passado...). � com esse tipo de preocupa��o que > procuro dirigir a Procuradoria Geral do Estado do Amazonas. Parab�ns ao Dr. > M�rcio Sotelo, Dr. Jos� Roberto de Morais, Dr. Jaques Lamac, e a todos > Procuradores que v�m se indignando contra o abuso das indeniza��es abusivas > contra a coisa p�blica. Finalmente, congratulo-me e endosso as palavras do > Dr. Celso Coccaro que, com seriedade e sobriedade, enfocou o tema. > Jorge Henrique de Freitas Pinho > Procurador-Geral do Estado do Amazonas. ----------------------------------- Dicas: 1- D�vidas e instru��es diversas procure por Listas em: http://www.pegasus.com.br 2- Pegasus Virtual Office http://www.pvo.pegasus.com.br
[IBAP] Submission from ["Jorge Henrique Pinho" ]
Instituto Brasileiro de Advocacia P�blica Mon, 31 Jan 2000 05:24:36 -0800
