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Prezada Maria In�s, Utilizando suas premissas, veja onde se pode chegar. Se “sa�de � direito de todos” e disso
decorre o dever do Estado em prover tratamento, quem necessita de um transplante tamb�m tem esse
direito. Mas como se resolve
isso? Transformando todos em
doadores compuls�rios? Mas isso
esbarraria em direitos individuais! Tal como rins aptos a transplante, dinheiro � um bem finito
que o Estado obt�m tamb�m dos indiv�duos e tamb�m com limites nos direitos
individuais. Imaginar que haja um
dever sem limites de oferecer rem�dios me parece incompat�vel com o
reconhecimento de direitos individuais do contribuinte, pois se n�o for dele,
de onde surgir�o os recursos? De
um “abracadabra”? O “acesso � sa�de” inclui gastos em outras �reas, como
saneamento e educa��o, n�o s� dos menos favorecidos (n�o me parece haver d�vidas
sobre a rela��o entre grau de informa��o e vulnerabilidade a certos tipos de
doen�a), mas tamb�m dos mais aquinhoados, pois n�o se fazem pol�ticas p�blicas
de sa�de sem m�dicos, dentistas, enfermeiros e pesquisa, muita pesquisa. De igual sorte, � necess�rio ter n�o apenas um juiz, mas
toda uma estrutura judicial para examinar a demanda, e essa estrutura � cara,
muito cara. Como, ent�o, verter
todos os recursos p�blicos apenas para a sa�de? Se n�o � poss�vel verter todos os recursos para a sa�de, se
h� limites � obten��o de recursos pelo Estado e se esses recursos s�o finitos,
como ent�o negar a exist�ncia de escolhas? T�o logo esteja marcado o lan�amento do livro, vou informar
aqui na lista. De qualquer sorte,
uma adapta��o de um dos cap�tulos foi apresentada no Congresso do IBAP de Teres�polis. Gustavo Amaral -----Mensagem
original----- Caro Gustavo Em princ�pio,
n�o concordo com sua tese. Cabe sim ao
Judici�rio fazer escolhas, no caso concreto. E sempre que estiver comprovada a
necessidade de um medicamento ou tratamento, o Estado deve pag�-lo, pois, entre
a sa�de financeira do Estado e a sa�de do ser humano, esta �ltima
deve prevalecer. A quest�o pol�tica da divis�o do or�amento, da aplica��o
dos recursos finitos e escassos, s� se resolve com a participa��o popular
na formula��o dos mesmos, para chegar l�, muito ainda temos que caminhar. Contudo,
gostaria de conhecer o conte�do integral de sua tese, para divergir com melhor
conhecimento de causa. Um abra�o. Maria In�s |
- [IBAP] sa�de MARIA IN�S DOS SANTOS
- [IBAP] Re: [IBAP] RES: [IBAP] sa�de Gustavo Amaral
- [IBAP] Re: [IBAP] RES: [IBAP] sa�de Luiz Claudio Portinho
- [IBAP] Re: [IBAP] sa�de Luiz Claudio Portinho
