Meu primeiro contato com a lenda do Rei Arthur foi atrav�s de
        Disney, lendo os quadrinhos de "A espada era a lei", o filme
        s� fui assistir bem depois, em video, n�o cheguei a ver no
        cinema.

        Aos poucos fui percebendo que esta lenda � muito forte, a
        quantidade de filmes que j� fizeram baseado nesta hist�ria �
        imensa, livros ent�o nem se fala e tem de todo tipo, livros
        para cada um dos cavaleiros, para as mulheres deles e muitos,
        muitos mesmo, sobre o Rei Arthur.

        Apesar de ter me emocionado com livros como "Brumas de
        Avalon", ou filmes como "Excalibur", a hist�ria de Disney
        ainda � a mais m�gica de todas e ao mesmo tempo a mais
        inocente, com um Merlin velhinho e bem no estilo dos magos dos
        contos de fadas e ainda com a divertid�ssima Madame Min
        representando as bruxas, que faziam parte do universo da
        lenda.

        Com toda essa bagagem eu n�o podia deixar de assistir o
        recente Rei Arthur, do Antoine Fuqua (de quem nunca ouvi
        falar) e como tenho essa mania de evitar ler coment�rios antes
        de ver um filme n�o fui devidamente avisado que de "Rei
        Arthur" esse filme s� tinha o nome.

        Na minha opini�o os roteiristas e produtores se apropriaram do
        nome e inventaram a maior balela que j� vi e como se n�o fosse
        suficiente ainda colocaram uns atores que ... sem coment�rios,
        s� posso dizer que para se tornarem canastr�es precisam
        evoluir muito.

        O filme parece com um quadro de recortes, parece que o diretor
        e a equipe t�cnica assistiram os �ltimos filmes �picos de
        sucesso, cada um recortou uma parte e jogaram neste filme.

        A premissa em que se baseia o filme � t�o idiota que nem
        valeria comentar, mas vamos l� ... segundo os roteiristas
        bebados que a escreveram o Rei Arthur e os cavaleiros da
        T�vola Redonda seriam ex combatentes do imp�rio romano, que
        teria se cansado da Inglaterra e decidido a abandona-la aos
        conquistadores que se interessassem pela ilha.

        No meio disso existe toda uma preocupa��o de tirar da ilha um
        jovem que aparentemente interessava a igreja cat�lica e que o
        Papa quer perto dele em Roma e para isso manda os cavaleiros
        em uma esp�cie de miss�o suicida, mas isso � s� pra encher
        lingui�a, o objetivo do filme � praticamente mostrar como o
        rei Arthur e seus cavaleiros n�o tinham nada daquele heroismo
        de cavaleiro andante e na verdade seriam s� uns caras que
        fizeram um curso de mariners da �poca.

        Em uma das cenas eles imitam Sans�o e apenas em 8 barram o
        avan�o de um ex�rcito de mais de 200 homens, em uma das cenas
        que podem entrar para o hall das mais est�pidas cenas de
        batalha j� vistas.

        Alias por falar em estupidez ... a Guineverre deste filme � de
        dar d�.

        Mo�a bonita, claro, faria sucesso em qualquer passarela, mas
        atriz tacanha e dirigida de forma �dem, fazendo umas caras e
        bocas que s� n�o eram piores que sua atua��o lutando.

        � mole ... em plena �poca de Rei Arthur e a mulher lutando
        melhor que todos os cavaleiros juntos ... rid�culo.

        A t�o falada corneada que o Rei Arthur teria levado com seu
        cavaleiro mais pr�ximo, Lancelot, n�o chega a acontecer, embora
        o interesse do Lancelot na Guineverre seja evidente, mas fica
        s� numas olhadas e depois numa vacilada que lhe custa caro.

        O vil�o � um estere�tipo dos mais rid�culos, faltou s� tatuar
        "mauz�o" na testa e a �nica coisa pior que ele no filme � o
        "filho idiota do vil�o" que s� leva porrada o tempo todo mas
        n�o perde a cara de "sou incompetente mas sou filho do dono".

        Enfim ... foi duro ver o que fizeram com uma est�ria t�o
        legal, que tantos j� contaram de forma diferente e estes
        idiotas simplesmente reinventaram.

        N�o costumo dizer para as pessoas n�o assistirem a um filme,
        afinal cada um tem sua pr�pria vis�o e ponto de vista e deve
        exercer o direito de ver por s�, mas excepcionalmente vou
        recomendar que n�o percam seu tempo com essa bomba.

        Grande abra�o,

        Divino Leit�o

        Para rir ou chorar, n�o necessariamente nesta ordem:
        Concei��o: Elemento de soma. Ex.: quatro com seis s�o dez



 
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