Concordo Ricardo,

 

Acho que tudo isso não passa de mera distração, somente isso. Estão nos desviando de assuntos mais importantes que deveriam ser colocados na pauta de um referendo popular. E sim, minha preocupação é a de passar a ser tutelado por um estado e não ser mais o responsável pela constituição e destituição do mesmo.

 

Felizmente, mesmo que sob óticas diferentes, enxergamos os mesmos fins. Só torço para que nesse caso, os fins não justifiquem os meios. Oxalá, o Pai de cima nos guie!

 

Sds

 

Roberto Carlos Teixeira


De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Ricardo Portella
Enviada em: segunda-feira, 3 de outubro de 2005 11:08
Para: [email protected]
Cc: 'marcia zatorre'
Assunto: Re: RES: [infoetc] Referendo sobre o comércio de armas de fogo...

 

Roberto,

para poder se defender, a arma deve estar acessível e carregada, caso contrário não serve para nada, além disto o bandido não pode entrar de surpresa (o que acontece na maioria das vezes), caso contrário de nada vai adiantar ter a arma. Além disto atirar é muito difícil, não é como nos filmes que vc atira e acerta sempre.... pelo contrário, tem muito mais espaçõ vazio em voltra do alvo que o alvo em sí, desta forma a probabilidade de acertar é meor que 50% sempre, mesmo a uma distância de 2 metros.

 

Quanto ao fato de se matar um bandido, de qualquer forma, tendo arma registrada ou não, vc vai responder por isto, pois, pelo que vc relatou, o bandido estava desarmado e dominado, se vc o matar será assassinato e não legítima defesa.

 

Acho que o ponto da liberdade é interessante. Realmente eu não gosto muito desta coisa de tutela do estado, por este lado eu estou do seu lado. Não acho que uma proibição de venda de armas deve ser decidida assim. Vamos esperar o resultado.

 

[]´s e obrigado pela educação e gentileza que está norteando este debate saudável.

Ricardo Portella.

 

 

 

----- Original Message -----

Sent: Sunday, October 02, 2005 8:25 AM

Subject: RES: RES: [infoetc] Referendo sobre o comércio de armas de fogo...

 

Prezado Poubel,

 

Congratulo-me pelo seu bom senso. Democracia é isso: a manifestação plena de nossa liberdade de escolha e de nossa responsabilidade por ela. Ao caro amigo Portella, congratulo-me também pela honestidade de suas opiniões, pois isso também é a manifestação da democracia. Não quero levantar o bastião de nada por aqui, mas não posso me furtar a dizer o que penso a respeito. Em função disto proponho um raciocínio:

 

Imaginemos que qualquer um de nós tenha a sua casa invadida, por marginais armados com armas não legalizadas, após o referendo aprovar e tornar lei a proibição do comércio legalizado de armas no país. Nesta condição, se não possuíamos armas, não podemos mais comprá-las, e se possuíamos, não podemos mais municiá-las, pois isso também estará proibido. Não obstante esta questão, vamos pressupor que não tenhamos armas em nossa posse legalizadas ou não. Prosseguindo com o raciocínio, vamos supor que um de nós tenha uma reação e consiga desarmar os bandidos (ou o bandido) e na luta, no instinto natural de batalha (que sempre aflora dentro de todo ser humano, porque por mais racionais que sejamos, nosso instinto de auto-preservação sempre fala mais alto), no calor do momento, o bandido seja morto com a própria arma. Haverá o conceito de legítima defesa? Como qualquer um de nós vai poder provar que a arma não era nossa (armas de bandidos não são registradas, não são compradas legalmente...)? Como se poderá provar (ainda que com testemunhas, apesar de que neste caso a prova testemunhal possa ser contaminada pelos vínculos existentes, como amizade e/ou grau de parentesco) que houve uma reação da qual um de nós tenha levado a melhor, desarmado o bandido e por instinto de auto-proteção se defendido dando cabo do meliante?

 

Agora vamos supor o inverso. Beneficiado pela situação reconhecida de que o cidadão não tenha instintos violentos ou os suprima em função da premissa acima (e nesse caso, o bandido não precisa ser um gênio jurista para saber... a psicologia do crime é tão simplificada, que um marginal é capaz de sentir pelo suor de uma pessoa o quanto ela está literalmente se borrando de medo) o bandido resolve se aproveitar da situação e inflija ainda mais violência ao seu assalto. Suponhamos que tenha a vítima, esposa e filhos menores... O que impedirá esse meliante de tomar atitudes bárbaras contra essas pessoas, auxiliado por uma lei, aprovada por nós mesmos, que nos impede de nos protegermos?

 

Espero que meu exercício de raciocínio aqui e agora acordem as pessoas do torpor no qual elas estão inertes... Não é tratando bandido a pão-de-ló que se combate a violência. Não é detonando o comércio legalizado de armas que se combate a violência. O cidadão de bem não busca a violência. Meu pai sempre teve armas e nunca as usou em vão. Hoje, já com idade e bom senso, ele optou por não ter mais. Mas nem por isso ele está a favor desse referendo imbecil. Porque não se propõem um referendo buscando questões como as citadas abaixo:

 

1) Deve o estado reformular os seus órgãos públicos de segurança?

2) Deve o estado agir com firmeza impedindo que pessoas com origens suspeitas se tornem agentes de segurança pública?

3) Deve o estado punir os agentes de segurança pública (policiais, detetives, agentes penitenciários, etc) com o máximo rigor em caso de corrupção?

4) Deve se entender por máximo rigor, prisão perpétua inafiançável e inapelável ou execução pública (pena de morte)?

5) Deve o estado sentenciar todos os presos (sem exceção) a trabalhos forçados como forma de pagar pelas suas penas?

 

Ou ainda, devemos nós mesmos nos questionar se:

 

1) O povo deve continuar a ver os seus impostos pagando policiais, deputados, senadores, governantes e juristas corruptos?

2) O povo deve continuar a ver os seus impostos sustentarem a marginais sem que eles façam por onde merecer esse sustento?

3) O povo deve continuar pagando impostos e taxas enquanto favelados são desobrigados disto (lembrem-se que o tráfico está nas favelas)?

4) Até quando o povo vai continuar a ver as coisas serem decididas da forma errada sem fazer nada?

 

Gente está na hora de se pensar... Não custa nada... Chega de depender do Estado, o Estado somos nós! Sejamos uma nação unida e sensata. Se queremos o fim da violência, devemos exigir isto, através de medidas que tragam justiça social, distribuição de renda, emprego e educação. Eu sou do tempo em que se ensinava moral e civismo nas escolas. Hoje esta matéria foi suprimida, sabe-se lá por que razão, embora eu ache que tenha sido a mais estúpida e ridícula possível... Nas escolas se praticava a forma unida e todos nós cantávamos o Hino Nacional enquanto se hasteava a bandeira... A molecada de hoje não sabe nem que temos um hino nacional, só se tem noção disso quando tem jogo da seleção e o hino é executado... E os jogadores nem sabem cantá-lo também... É lastimável... Nós criticamos os estadunidenses por acharem que a capital do Brasil é Buenos Aires, porém a maioria dos nossos estudantes de agora mal sabem somar 2+2. As escolas públicas estão proibidas de reprovar alunos incompetentes, como forma de reduzir a evasão escolar... Ta tudo errado, vamos pensar!

 

Sds

 

Roberto Carlos Teixeira

 


De: [email protected] [mailto:[EMAIL PROTECTED] Em nome de Walzer Abrahão Poubel
Enviada em: domingo, 2 de outubro de 2005 05:56
Para: [email protected]
Assunto: Re: RES: [infoetc] Referendo sobre o comércio de armas de fogo...

 

É só votar 1 NÃO, para não incorrer na praxe, porque ao contrário não
vai ser como normalmente acontece, possível de ser corrigido 4 anos
depois. Isso praticamente não tem volta.
Viva a democracia, principalmente porque ela é uma arma poderosa que
proteje a nossa liberdade, mas o sim nesse caso começa a matar a nossa
liberdade de escolha. Nada deve ser proibido. Nunca. Eu não posso perder
meu direito de tomar meu chopp porque tem alcoolatra. Eu sou responsável
por meus direitos e deveres. Essa é a democracia.

Ricardo Portela escreveu:

Prezado,

Mas respeito seu direito de votar NÃO, por isso vamos decidir no voto.
Espero que não erremos novamente, como já é praxe no Brasil...
E viva a democracia!
[]´s
Rixcardo Portella.


--
Abraços
Walzer Poubel

 


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