Respondendo a Helen:
> Mas repare que, alem disto, eu posso escolher se vai ser
> em stereo, dual ou joint. Dai a minha pergunta.
Estereo, dual, joint não tem nada a ver com procedimentos
de conversão de arquivos mas sim com procedimentos de
GRAVAÇÃo ORIGINAL.
Um arquivo já gravado em estereo joint, por exemplo não
pode ser convertido para estereo dual, embora o contrário
seja verdadeiro.
Por isso mesmo falei que se não explicar o que é X ou quem
é Y, fica impossível responder sem criar ainda mais
dúvidas.
Mas vale neste processo a mesma coisa que falei para
arquivos compactados. A gravação em estéreo pode ser feita
de várias formas, basicamente misturando os canais ou
separando-os.
Um exemplo claro são os arquivos de karaoke, onde a voz
entra num canal e o som no outro.
Ao ser executado o arquivo permite que se elimine a voz
para trocar a voz do cantor pela de quem está cantando, ou
que ambos cantem juntos.
Só que se você mudar o formato já era ... não vai dar mais
para separar os canais, ou seja a conversão é possível tem
apenas uma única mão, uma vez misturados os canais não
poderão mais ser separados.
Alguém pode dizer que é possível sim, que existem
programas que permitem separar a voz dos outros sons e eu
até diria que é verdade, é possível fazer a separação de
qualquer coisa, mas nunca sem uma perda significativa.
Enfim, há processos de conversão e de gravação ... coisas
absolutamente diferentes, embora em algumas etapas se
misturem.
Quando uma banda vai gravar, a música é gravada em
diversos canais, ou seja, o violão em um canal, cada voz
em outro canal, bateria em vários canais, etc, etc.
Na mixagem do som o técnico responsável vai misturar os
diversos sons em um único canal, sendo que no processo
final haverá apenas dois canais disponíveis, ou seja a
música que chega a você tem apenas dois canais, o chamado
estéreo.
Atualmente já existem processos de gravação com mais de
dois canais, mas os arquivos que costumam circular pela
internet não são assim, ou seja, você só tem controle
sobre cada canal se estiver no estúdio de gravação, mesmo
porque nenhum estúdio vai dar mole e deixar sair de lá a
gravação master.
Sei de tudo isso porque já trabalhei em estúdios de som,
atualmente há programas que permitem fazer a gravação em
diversos canais e depois mixa-los, mas a entrada só tem
dois canais e depois que gravar em formato compactado já
era ... separar canais misturados torna-se uma atividade
possível, mas bastante complexa e com resultados sempre
duvidosos.
> Não importa que arquivo eh, importa é onde terei mais
> qualidade na conversao, ou por outra, tirar o maximo do
> arquivo original caso este esteja compactado e po-lo num
> outro formato, compactado se for o caso ou nao e ainda, se
> o original estiver em melhor formato compacta-lo mas com a
> melhor qualidade possivel (entao alem do taxa de bitrate
> eu ainda posso escolher se vai ser em joint, dual ou
> stereo). Dai a minha pergunta.
Não pode fazer as últimas escolhas, porque elas nada tem a
ver com conversão de arquivo, tem a ver com gravação,
conforme expliquei acima.
> Mas não necessariamente. Voce pode manter a qualidade do
> arquivo original. Se vc tranforma JPG em BMP ou TIFF vc
> não perde a qualidade do original. Voce não recupera
> pixels (perdidos na compactaçao em jpeg) mas não perde
> aqueles que ficaram.
Na verdade existe um tipo de "perda" ao gerar um TIFF ou
BMP a partir de um JPG.
Há espaços que precisam ser "preenchidos" e para estes
espaços é inventado um pixel ou informação, que torna o
arquivo "completo" diferente do arquivo compactado.
O processo é complexo ... o ponto é que se ficar
compactando e descompactando a cada vez terá um arquivo
diferente e isso vale também para a música.
Se fizer muitas conversões vai acabar descaracterizando o
arquivo ... um bom exemplo para entender o processo você
pode ver na tradução de um texto.
Se você traduzir um texto de inglês para português e
depois de portugués para italiano e depois de italiano
para inglês, dificilmente terá o texto em inglês igual ao
original, mesmo que a tradução seja feita por um
tradutor profissional e não por um computador.
No som e na imagem são aplicadas fórmulas matemáticas, mas
sempre que muda o processo a fórmula também muda, então se
passa um arquivo por vários formatos terá um arquivo que
não poderá percorrer o caminho inverso sem ser
descaracterizado.
Se quer lidar apenas com QUALIDADE então não use compactação.
Se quer custo/benefício então não importa muito qual
formato escolha, tem que escolher é as menores taxas para
seja lá qual for o formato escolhido.
> Não quero recuperar o que eu quero é manter *ao maximo* a
> qualidade do arquivo original na conversao. Daih a minha
> pergunta.
O máximo - insisto - é não compactar ...
Cada tipo de processo tem vantagens e desvantagens em
relação aos demais.
Isso depende muito do que deseja preservar e isso varia de
um tipo de som para outro.
Por exemplo, o melhor programa para compactar a gravação
de um coral certamente não será o mesmo para compactar uma
orquestra sinfônica e etc.
Ou seja, máximo de qualidade é um conceito muito relativo,
eu ouço melhor os graves do que os agudos, então a minha
compactação ideal será totalmente diferente da sua, o que
nos leva para um campo muito pessoal.
Claro que existem as fórmulas básicas, como por exemplo
usar MP3 (ainda o sistema mais popular) e JAMAIS usar
taxas abaixo de 75% da qualidade do original.
E leve em conta que o "original" que você recebe via
Internet ou mesmo ripando direto de um CD não é
necessáriamente um original, pois já foi mexido em vários
níveis.
> ta bom. Quer saber? mas acho que é informaçao que não importa para a
> resposta. Mas enfim, sao arquivos ASF e quero converter em MP3.
> Eles estao com baixo bitrate (ou seja , já nao tem muita qualidade)
> mas na hora de converter eu escolho o maximo de bitrates porque, *se
> nao ganho nada tambem não vou perder* (ou perco o minimo possivel). Só
> tenho duvida é no tal stereo etc. Tambem tenho arquivos WMA na melhor
> quaidade possivel (estao imensos) e quero converter em mp3.
No caso dos arquivos ASF, se você já sabe que estão com
baixo bitrate, posso lhe assegurar que não vão ficar
melhores se converter para MP3 (ou qualquer outro formato)
pelo contrário, por mais que faça tudo que vai conseguir é
um arquivo falso a partir de uma cópia já ruim, ou seja,
quanto menos mexer melhor.
Com relação aos WMA o papo é outro, pode converter (pra
ganhar em espaço) tanto para MP3 ou ASF ou qualquer outro
(neste caso teria que fazer testes e ler sobre cada
formato para escolher o melhor).
Eu não perderia muito tempo, escolheria MP3 sem pestanejar
porque em MP3 tem a garantia que vão ser executados na
maioria dos players disponíveis (CD, DVD, etc).
Já a taxa de bitrate, percentual, etc, não tem muito que
pensar, defina qual o tamanho ideal e defina uma taxa,
sempre lembrando que quanto menor o arquivo maior a perda.
A "qualidade" depende do ouvido de quem vai ouvir e do
equipamento que vai reproduzir, a maioria dos equipamentos
tem recursos para preencher as "falhas" de um arquivo de
som com compensações analógicas, ou seja, conta muito o
player no final das contas e não falo do player software,
mas do player hardware.
> tambem faço isto! Mas escrever para as listas eh recurso
> quando a duvida nao é usual, comum e a maior parte da
> literatura esta em ingles.
Listas dependem muito de quem as frequenta, a maioria
delas vai te dar apenas respostas estapafúrdias de gente
que não sabe nada mas vai querer "mostrar serviço".
Eu conheço bem este assunto porque já trabalhei por algum
tempo com gravação, nos bons tempos do Amiga e as coisas
não mudaram muito desde aquela época (apenas o hardware
ficou infinitamente mais barato) e por ser meio surdo eu
preciso aprender alguns macetes ...
Mas respondo pra você (e para lista, porque o assunto é de
interesse) porque é uma amiga querida, se a pergunta
viesse de alguém que eu não conheço, faria o que faço na
maioria dos casos ... ignoraria por não ser completa.
E sabe porque? Porque normalmente tenho que ficar
explicando as respostas depois ... e ainda por cima ser
"acusado" de não "entender" a pergunta... não raro acaba
se tornando um loooooooooooongo papo de boteco que no
final das contas não leva a nada a não ser um monte de
flames e opiniões de grandes entendidos que vão constestar
o que falei, o que não falei e o que eles pensam que
falei.
Aqui na Infoetc eu fico mais tranquilo porque se aparecer
algum babaca eu mando voltar pra toca de onde saiu, mas
ando até pensando em sair de outras listas por conta dessa
prática de pessoas que não sabem perguntar se juntarem a
pessoas que não sabem responder pra terem algum assunto.
Evidentemente não é seu caso ... mesmo porque sempre traz
as perguntas mais cabeludas e pertinentes, mas tem que te
conhecer bem pra poder responder justamente o que está
implícito e não explícito ;8))
Vi a mesma pergunta numa outra lista que frequentamos e vi
lá a resposta sobre estereo, joint estereo e outros termos
que absolutamente não tem nada a ver com conversão, ou
seja, se era isso que pretendia saber o papo é outro, mas
lá na outra lista prefiro me abster de participar devido
ao excesso de experts sobre coisa nenhuma.
Sem contar que em raros lugares alguém tem saco de ler uma
mensagem minha até o final ... então pra que perder meu
tempo ;8))
Grande abraço,
Divino Leitão
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Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
Os gays dizem que têm razão,porque o mundo começou com EVA e ADÃO!
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