Respondendo a Guilherme: Sou fã inconteste do João Ubaldo, gente finíssima que aprendi a admirar sem conhecer, é meu amigo virtual sem nunca ter sido e já até trocamos correspondência sem nunca ter nos correspondido... através de um amigo comum.
É homem que domina as letrinhas como poucos, Deus me livre de ter uma discussão com ele, perderia feio mesmo que estivesse cheio de razão, disposição e inspiração pois Ubaldo tem razão, disposição e inspiração até quando não tem. Ver ele falar tão mal do Mula é o tal oásis citado pela senhora que sequer sabia seu nome mas sabia seu conteúdo. Curiosamente nunca li um livro do João Ubaldo (não que me lembre) sempre dou livros dele para os amigos mais queridos porque sei que são os melhores, talvez porque fique na esperança que me emprestem depois. Mas não perco suas colunas, há 3 colunistas que saio sempre caçando, necessariamente nesta ordem: 1. João Ubaldo Ribeiro - Porque o homem é um oásis (adorei o termo); 2. Elio Gaspari - Porque este tudo sabe, tudo vê... 3. Agamenon Mendes Pedreira - Porque sorrir é preciso, sou seu Décimo Oitavo passageiro... quero dizer, leitor. > O Estado de S. Paulo / Data:30/9/2006 > Ubaldo solta o verbo em livro político > Um dia antes da eleição, ele lança o ácido A Gente se Acostuma a Tudo > Antonio Gonçalves Filho > Por sua franqueza política, João Ubaldo Ribeiro < > http://tinyurl.com/h6u7j> pode ter seu sigilo bancário quebrado a > qualquer momento, mas isso provocará, segundo ele, frouxos de riso > nos bisbilhoteiros. Ele tem a consciência e a conta bancária limpas, > mas não pode falar o mesmo dos políticos. Já disse, por exemplo, que > o governo demonstrou não ser digno de confiança, que o chefe do > Executivo é um fanfarrão, oportunista, enganador, demagogo, evasivo, > cara-de-pau e ardiloso, mas ainda há quem - por incrível que pareça > - não leia suas crônicas publicadas aos domingos no caderno Cultura > do Estado. Como o acadêmico baiano é insistente, um dia antes das > eleições, ele resolveu dar mais uma chance aos leitores: acaba de > lançar o livro A Gente se Acostuma a Tudo < > http://tinyurl.com/jk8yv> (Ed. Nova Fronteira, 224 págs.). > Como o próprio título indica, o livro fala do Brasil, que se > acostumou com presidentes alienados, corrupção, balas perdidas, > narcotráfico, seqüestros e menores abandonados. São 48 crônicas > publicadas no Estado e no Globo desde que Lula, o metalúrgico, foi a > candidato a presidente nas últimas eleições. Se o livro saiu > político demais, João Ubaldo pede desculpas, mas não pretendia > ocupar o lugar dos cronistas da área. 'Gostaria de não ter escrito o > que escrevi, mas como democrata, me sinto obrigado a falar dessas coisas.' > Para o poeta Ferreira Gullar, crítico que empurrou o Brasil para a > modernidade ao redigir o Manifesto Neoconcreto em 1959, João Ubaldo, > mais que um cronista, é um educador. 'Sei que ele vai soltar uma de > suas gargalhadas ao ler isso, mas sabe que tenho razão, ele educa, a > começar por sua franqueza, que muito nos ensina', escreve Gullar no > prefácio do livro. Nele, o leitor vai encontrar denúncias contra > falcatruas, impostos provisórios que viraram permanentes (leia-se > CPMF), promessas de políticos e, principalmente, a palavra sincera > de um homem cuja independêndia ideológica incomoda direita e esquerda, centro > e periferia. > 'Não tomei partido expresso de ninguém nessas eleições, não sou > porta-voz de políticos e não obedeço a palavras de ordem', diz > Ubaldo. 'Sou apenas um brasileiro consciente', conclui, condenando o > descaramento de quem insiste em ignorar um problema grave de ordem > moral, o de 'saber que o presidente sabia de tudo e mesmo assim não > liga para isso, votando nele outra vez'. > Loucura e falta de senso, aliás, parecem mesmo fazer parte do > cardápio brasileiro, a julgar pelo encontro casual entre o cronista > baiano e uma fã que mal sabia seu nome: 'O senhor não é o João > Uvaldo Vieira?', perguntou a mulher. Acostumado a ser João Paulo de > Oliveira, Ubaldo encarou o desafio de ingressar na família Vieira > com bom humor. 'Ah, que alegria conhecer o senhor', continuou a fã > leitora, desfiando o rosário: 'O resto do jornal só tem essas coisas > horrorosas, mortes, balas perdidas, atentados, guerras, doenças > novas.' Dito isso, recomendou a leitora: 'O senhor não deve nunca > parar, deve sempre escrever assim, o senhor é um oásis.' > Manter essa condição de 'oásis', mesmo sem fazer jus a essa > avaliação, diz ele, está cada vez difícil nesses tempos bicudos. > 'Agora não se pode falar mal do Lula, porque tudo é golpe, mas > ninguém foi tão rigoroso como na época do movimento Fora FHC', > observa o escritor, um dos primeiros a apoiar o governo Lula - e > também a se desiludir com o mesmo. 'A verdade é que, diante da falta > de projeto e das falcatruas do mensalão, João Ubaldo acordou e, sem > meias palavras, acabou com essa história de que quem nunca leu um > livro sabe mais do que quem leu muitos', analisa Ferreira Gullar. > 'Fui, realmente, um dos primeiros a apoiar Lula e um dos últimos a > fazer críticas, algumas simpáticas, sem querer ofender, outras nem > tanto.' O povo, diz ele, foi engabelado por cestas básicas e bolsas > mil, enquanto as reformas que prometeu não vieram. > Assim, se o brasileiro não fosse obrigado a votar amanhã, > certamente iria para a praia ou o piscinão para refrescar a cabeça e > não ser obrigado a esse direito 'perfeitamente dispensável', segundo > o escritor. Mudança de regime? 'Não sei se o parlamentarismo iria > mudar alguma coisa', responde, cético, temendo que o futuro, no > mundo globalizado, possa ser pior do que prevêem os 'mais > pessimistas roteiristas e diretores de Hollywood' . Ubaldo gosta > mesmo é de ex-presidentes. FHC não foi, na sua opinião, um bom > presidente, mas é um ótimo ex-presidente, como Jimmy Carter. Lula, > sem sombra de dúvida, segundo ele, 'já é um dos melhores > ex-candidatos de nossa História'. > Se ele denuncia os erros com sarcasmo, explica Gullar, 'é porque > sabe que sem a ética o convívio social se torna inviável'. O > inconformismo de João Ubaldo é o mesmo de milhões de brasileiros que > se sentem traídos. E devem protestar amanhã nas urnas. > > Grande abraço, Divino Leitão Conheça meus cursos On line: www.tecnoart.inf.br Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem) Tome 16 milhões de cores, e veja seu LSD com CGA. Links do Yahoo! Grupos <*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse: http://br.groups.yahoo.com/group/infoetc/ <*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para: [EMAIL PROTECTED] <*> O uso que você faz do Yahoo! Grupos está sujeito aos: http://br.yahoo.com/info/utos.html
