Um governo estadual com banco é como colocar lobo para tomar conta dos 
carneiros. 

Mas vamos a um bom artigo do Gilberto Dimenstein sobre corrupção e avanços que 
parecem não haver, mas 
existem.

GILBERTO DIMENSTEIN 
A verdade óbvia sobre a corrupção 

AS SEGUIDAS DENÚNCIAS de corrupção, amplificadas ainda mais no período 
eleitoral, transmitiram uma 
deprimente sensação à opinião pública -a de que o país está perdendo a guerra 
contra a corrupção. 
Errado: apesar de derrotas localizadas, em meio a indas e vindas, o Brasil está 
ganhando essa guerra. 
Ainda é difícil, neste momento emocionalizado com seus mensalões, sanguessugas 
e tentativas de compra de 
dossiê com dinheiro clandestino, perceber com clareza a consistência crescente 
dos mecanismos, dentro e fora da 
esfera pública, de controle do Estado. 

O presidente Lula ilude ao tentar se desvincular de todas as mazelas, como se 
fosse uma virgem administrando um 
bordel. A oposição, por sua vez, em especial o PSDB, distorce ao falar em "mar 
de lama", sugerindo que se perdeu 
o controle; os tucanos comportam-se como se nunca tivessem tido envolvimento 
com fundos ilegais de campanha. 
Limpando a gritaria eleitoral, um fato é inegável: o cidadão brasileiro tem 
cada vez mais controle sobre os trâmites 
de recursos oficiais. 

Não perceber isso é desinformação ou, pior, desonestidade intelectual, assim 
como não saber que ainda persistem 
graves desvios de dinheiro. 

Vamos a um pouco de história. 

Até pouco tempo atrás, os governadores usavam e abusavam dos bancos estaduais; 
a imensa maioria deles foi 
privatizada, depois de amplo enfrentamento com grupos de pressões. 

As contas públicas eram um emaranhado incompreensível porque havia três 
orçamentos: o dos governos, o das 
estatais e o monetário. Boa parte desses recursos nem sequer era apreciada 
pelos deputados e senadores. 
Lembro-me das terríveis brigas para garantir que o Banco do Brasil continuasse 
produzindo dinheiro por meio de 
um mecanismo chamado "conta-movimento", que o autorizava a dar ordens ao Banco 
Central. 

Grosseiramente comparando, era algo parecido ao adolescente ter o direito ao 
cartão de crédito do pai -e o pai a 
obrigação de obedecer às estripulias financeiras do filho. 

A corrupção diminui, em parte, apenas porque as imensas estatais foram 
simplesmente privatizadas. Uma de 
nossas grandes conquistas foi a Lei de Responsabilidade Fiscal, que contribuiu 
para que fosse amenizada a fúria 
de gastos dos governos. 

O Ministério Público ganhou poderes e passou a dar mais dores de cabeça aos 
governantes. A Polícia Federal 
ganhou mais força e vem desbaratando quadrilhas. 

Apesar de toda a histeria por holofotes -e , muitas vezes, da péssima qualidade 
das investigações-, as CPIs 
amedrontam os atuais e futuros delinqüentes. Criou-se a Controladoria Geral da 
União (CGU), que vem 
descobrindo uma série de falcatruas nas prefeituras. Alguns de nossos melhores 
repórteres estão focados na 
descoberta de escândalos, sempre com muito espaço para divulgação. 

As novas tecnologias de informação favorecem a localização de dados, além de 
permitirem a racionalização de 
gastos oficiais. Estão se tornando rotina na administração pública os leilões, 
que revelam como se pode 
economizar. 

Há ainda enormes falhas, é verdade. Uma delas é a ineficiência dos conselhos 
municipais com representantes dos 
governos e da sociedade para fiscalizar os gastos em áreas como saúde, 
educação, assistência social etc.; esses 
conselhos se transformaram, na maioria das vezes, em apêndices do setor 
público. Uma das ações urgentes é 
capacitar esses conselhos. A lerdeza da Justiça e a profusão de recursos 
protelatórios acabam favorecendo a 
impunidade. 

Outra, muita grave, é a baixa escolaridade brasileira, que se traduz na 
incapacidade de ler e entender notícias. 
Além disso, verifica-se o aumento do prestígio da idéia de que todos os 
políticos são iguais e do "rouba mas faz". 

Mas deixar de reconhecer a criação e o aprimoramento de mecanismos de controle 
do Estado -e aí se inclui a 
roubalheira- é, além de desonestidade intelectual, um desrespeito e uma 
injustiça a um grande grupo de brasileiros 
que, na imprensa, no Ministério Público, no Congresso, na polícia e em 
entidades não-governamentais não 
desistiram diante do clima generalizado de impunidade e de desperdícios. 

 P.S. - Um dos perigos de não mostrar esse fato é que as pessoas deixem de 
acreditar na democracia e acabem 
apostando em pretensos salvadores da pátria. 

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[EMAIL PROTECTED] 
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0110200645.htm

 
> Prezados, 
> vamos aos fatos:
> O governo Lula também deu prosseguimento ao processo de privatizações, 
> conforme a Carta 
> enviada ao FMI. O Governo Lula privatizou o Banco do Estado do Maranhão e 
> mais 3 bancos 
> estaduais federalizados. O Governo também não revisou as privatizações de FHC 
> e Collor, 
> conforme prometido em seu programa de governo. Ou seja: prosseguem as perdas 
> dos 
> trabalhadores com venda do patrimônio público: o governo continua garantindo 
> às empresas 
> operadoras de serviços como telefonia, energia elétrica e água o reajuste 
> anual acima da meta 
> inflacionária acertada com o FMI. As tarifas de energia, por exemplo, subiram 
> nada menos que 
> 509,7% de 1995 a 2002. O mais absurdo é que depois o governo alega que tem de 
> aumentar os 
> juros, arrochando os salários, para controlar a inflação... 
> 
> O governo também já deu passos significativos no Congresso Nacional para a 
> aprovação da Lei 
> de Falências, que garante aos bancos privilégios no recebimento de créditos 
> de empresas 
> falidas, e da Independência do Banco Central, que isola esse órgão da pressão 
> política que 
> poderia levá-lo a tomar medidas cruciais para a mudança do atual modelo 
> econômico, tais como 
> a redução dos juros e o controle do fluxo de capitais. 
> 
> Em Carta ao FMI promete ao Fundo o aumento da DRU, as chamadas "Parcerias 
> Público-
> Privadas", PPPs, para a realização de obras de infra-estrutura, que contarão 
> com investimentos 
> públicos e proporcionará aos investidores privados retorno garantido. As PPPs 
> também 
> aparecem no "Documento - Programa" do empréstimo de US$ 505 milhões, obtido 
> pelo governo 
> Lula junto ao Banco Mundial em fevereiro/2004. 
> 
> A Reforma Universitária, velha imposição do Banco Mundial, já se traduziu na 
> proposta de 
> compra de vagas, pelo governo, nas faculdades privadas. O governo propôs 100% 
> de isenção 
> fiscal para as Universidades Privadas que destinarem 25% de suas vagas para o 
> governo. 
> Assim, o governo prossegue o desmonte da Universidade Pública, e resolve os 
> principais 
> problemas das faculdades privadas: o excesso de vagas e a inadimplência, 
> devido àqueda da 
> renda da população. 
> 
> Outra imposição do Banco Mundial é a Reforma Sindical e Trabalhista. O mesmo 
> "Documento - 
> Programa" do último empréstimo obtido pelo país junto ao Banco Mundial diz 
> textualmente, em 
> sua página 61, item 217: "Recente análise do Banco Mundial sobre a 
> legislação, instituições e 
> variáveis do mercado de trabalho brasileiro fez fortes recomendações: a 
> eliminação dos 
> subsídios para as demissões, como o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de 
> Serviço), a 
> transferência das negociações da Justiça do Trabalho para o local de 
> trabalho, a redução de 
> benefícios..." 
> 
> []´s 
> 
> Ricardo Portella.
>     ----- Original Message ----- 
>     From: Ângelo Acauã 
>     To: [email protected] 
>     Sent: Thursday, October 05, 2006 11:29 PM 
>     Subject: [***SPAM*** Score/Req: 15.1/5.0] [infoetc] Petrobrás - fora de 
> questão 
>     Caros, não resisti ao polêmico ETC. daqui da lista. 
>     
>     Os senhores acham mesmo que a Petrobrás está fora de questão? Alguém acha 
> que ela é 
>     um exemplo de eficiência? Acredita que Deus ébrasileiro e que o petróleo 
> é nosso? 
>     
>     No aguardo das chicotadas... 
>     AA 
>     ----- Original Message ----- 
>     From: Leandro Albuquerque 
>     To: [email protected] 
>     Sent: Thursday, October 05, 2006 11:04 PM 
>     Subject: Res: Res: Res: [infoetc] Re: Fw: Dados IBGE Lula 
>     E eu estou contigo... Só a declaração de que "iria ter muita dificuldade 
> com relação à opinião 
>     pública" que assusta. De toda forma, se me garantissem que não iriam 
> tentar retalhar a 
>     Petrobras de novo, eu até repensaria meu voto, com certeza. E essa 
> historinha da Vale do Rio 
>     Doce é bem mal-explicada. Mas, deixa pra lá, ela foi vendida mesmo 
> barato, fazer o que.
>     
>     ----- Mensagem original ----
>     De: DivListas <[EMAIL PROTECTED]>
>     Para: Leandro Albuquerque <[email protected]>
>     Enviadas: Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006 22:11:39
>     Assunto: Re: Res: Res: [infoetc] Re: Fw: Dados IBGE Lula
>     
>     Respondendo a Leandro:
>     
>     > ...mas os grupos estrangeiros interessados na Petrobras continuam
>     > apostando no PSDB, por isso que meu voto nunca irá para eles!
>     
>      Uma das coisas que o FHCrepete em todas as entrevistas é que
>      privatizou empresas que davam despesas ao governo e outras porque
>      era necessário.
>     
>      A Petrobrásestá fora de questão ser privatizada, quem tentar
>      fazer isso vai se dar mal.
>     
>      Grande abraço,
>     
>      DivinoLeitão
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>     
>      Pra rir e pensar (não necessariamente nesta ordem)
>      "Não me considere o chefe, considere-me apenas um colega de trabalho que 
> tem sempre 
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