Deu chabu, na opinião de quem, cara pálida
???
Na opinião de quem está se resfetelando em
algum cargo comissionado ? Ou dos que, infelizmente, precisam de uma
bolsa-esmola ?
Não foi a Revista VEJA que formou quadrilha
(LULA e os quarenta ladrões) para assaltar o patrimônio público.
A Revista VEJA é a quarta ou quinta maior revista
do mundo e sobrevive da venda de assinaturas e de publicidade (não é cartilha
feita com dinheiro público – os impostos que nós pagamos).
Você não gosta/gostou ? É um direito seu.
Vá ler as poesias do Ministro Tarso Genro !!!.
E quanto ao LULINHA RONALDINHO TELEMAR:
Você acredita mesmo que uma empresa gastaria cinco milhões de reais no
geniozinho, coincidentemente filho do mula presidente da república, sem interesses
escusos ???
A pergunta que não quer calar: ATÉ QUANDO
O CORUPTO DO PRESIDENTE E SUA QUADRILHA VÃO CONTINUAR MENTINDO, MENTINDO,
MENTINDO ???
ATÉ QUANDO POLÍTICA NO BRASIL VAI
SIGNIFICAR CHAFURDAR NA LAMA (ou, como diria o grande filósofo Paulo Betti, na
merda) ???
Fraternalmente,
Luiz Dias
De: [email protected] [mailto:[email protected]] Em nome de Guilherme R Basilio
Enviada em: segunda-feira, 23 de
outubro de 2006 05:54
Para: Recipient list suppressed:
Assunto: [infoetc] Já viu a bomba
da Veja?
http://www.novae.inf.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=389
A bomba deu chabu
[Veja] tentará
derrubar Lula nas urnas até as 16h49 do 29 de outubro. Se não conseguir,
continuará tentando. É a repetição de Carlos Lacerda com Getúlio Vargas, em
1950: ’’Getúlio não pode ser candidato. Se for candidato, não pode
ganhar. Se ganhar, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar. Se
governar, tem de ser deposto’’.
A revista Veja, convertida em panfleto da candidatura Geraldo Alckmin,
estampa sua frustração na edição que chegou às bancas neste fim de semana. A internet fervia de boatos sobre as bombas com que
ela detonaria a candidatura Lula. Deu chabu. A matéria de capa, sobre o filho
de Lula, só contém denúncias requentadas, nenhuma delas de uma ilegalidade.
Pior: Veja teve de publicar que, ’’a poucos dias da eleição, Lula
cresce e consegue atrair o voto até de quem escolheu Alckmin no primeiro
turno’’.
A edição passa um pito em... Alckmin. A edição (nº1979, data de
acapa 25/10) exige que o leitor faça uma triangulação de matérias não
relacionadas para decifrar o seu sentido: a reportagem de capa, O ’’Ronaldinho’’ de Lula,
e outras duas, O fracasso da operação abafa e
Alckmin perde o voto de quem o levou ao
segundo turno. Articuladas, elas explicam a frustração da porta-voz
do neoliberalismo.
Promessas que não se cumprem
’’Os dons fenomenais de Fábio Luís, o Lulinha, só
apareceram depois que o pai chegou ao Planalto’’, insinua Veja. Nas
páginas internas, promete ’’revelar’’ que Fábio Luís
atuou como lobista junto ao governo do pai.
As revelações porém são precárias. Uma é a associação da Gamecorp, empresa do
filho de Lulka, com a Telemar, já ’’revelada’’ em
dezenas de edições anteriores. Afora ela, a leitura da matéria de Alexandre
Oltramari ostenta duas ’’ações de lobby’’:
1) Encontros com Daniel Goldberg, titular da Secretaria de Direito Econômico do
Ministério da Justiça (SDE). Em um desses encontros, ocorrido no início de
2005, Lulinha e Kalil, já então sócios da Telemar, sobre uma hipotética compra
da Brasil Telecom pela Telemar, fusão que a lei proíbe, como teria esclarecido
Goldberg;
2) Uma exibição do documentário Pelé Eterno para Lula no Palácio do Alvorada,
em 2004, a
pedido da produtoira do filme, Arlette Siaretta.
’’As circunstâncias
sugerem’’...
Realmente, se Fábio Luís é lobista, não é nenhum Ronaldinho, a julgar
por Veja, já que não produziu um só centavo para os interesses que supostamente
representou. Toda a matéria é um exercício para driblar essa inconsistência
básica, com frases do tipo ’’as circunstâncias sugerem que o
objetivo mais óbvio [da associação Telemar-Gamecorp] seria comprar o acesso que
o filho do presidente tem a altas figuras da República’’.
A outra ’’revelação’’ de Veja é ’’que o
filho do presidente associou-se ao lobista Alexandre Paes dos Santos, um
personagem explosivo, que responde a três inquéritos da Polícia Federal, por
suspeitas de corrupção, contrabando e tráfico de influência’’. A
’’associação’’ é outro chabu. Resume-se ao empréstimo
de uma sala do escritório de Paes dos Santos para Fábio Luís e seu sócio na
Gamecorp, Kalil Bittar, outra vez sem ninguém levar vantagem sobre ninguém.
Não menos desapontadora é a -- segundo a revista -- ’’vasta ficha
criminal’’ de Paes dos Santos. Limita-se aos três inquéritos
citados acima, que ainda nem foram a julgamento, e versam sobre
’’estripulias nas sombras de Brasília’’ cometidas no
governo Fernando Henrique Cardoso. A ’’ficha criminal’’
da própria Veja por certo é muitas vezes mais
’’vasta’’.
Desabafo contra o eleitor brasileiro
Já a matéria Salto na reta final - Alckmin perde o voto de quem o
levou ao segundo turno, de Otávio Cabral, retrata o quadro mostrado pelas
pesquisas do Datafolha, Vox Populi e Ibope nesta semana. E passa uma
descompostura no candidato da direita, Geraldo Alckmin.
É um retrato sem retoques. Afinal, desde o Iago de Shakespeare, os bons
mentirosos sabem que é importante não mentir sempre...
’’A eleição do próximo domingo, ao contrário do que se imaginava,
já tem um favorito absoluto. O presidente Lula aparece em todos os
levantamentos muito à frente de seu adversário, com uma vantagem que oscila em
torno dos 20 pontos porcentuais. Em votos, isso significa que Lula conseguiu
reunir um contingente de 24 milhões de eleitores a mais que Alckmin. Em menos
de duas semanas de campanha, entre os dias 6 e 17 de outubro, Lula ganhou 9
milhões de votos, o que significa uma captura de quase 1 milhão de votos por
dia’’, reconhece a revista.
Pior ainda: Lula está crescendo nas camadas médias, tudo que Veja lutou para
não ocorrer, recorrendo inclusive ao preconceito de classe e de raça.
’’Hoje, de acordo com os levantamentos, Lula só perde para Geraldo
Alckmin na Região Sul e entre os eleitores com renda maior que dez salários
mínimos. Ainda assim, Lula, comparando-se os resultados do primeiro turno, vem
crescendo nesses nichos tucanos’’, lamenta a revista.
Por que a recuperação? Para Veja, devido à ’’aparente anestesia dos
eleitores diante da questão ética’’. O eleitor, sentencia o artigo,
’’aparentemente está sublimando a ética em nome de questões mais
ligadas ao seu dia-a-dia, como emprego e estabilidade econômica’’.
E a revista convoca seus especialistas para corroborar a tese. ’’O
eleitor médio não se importa tanto com corrupção. Prefere decidir com o
bolso’’, fulmina o cientista político Murillo de Aragão, da
consultoria Arko Advice, que por certo, não sendo um eleitor médio, não se
confunde com o zé-povinho pró-Lula.
Sobrou até para Alckmin
Mas a matéria tem outro alvo além do eleitor: ...Geraldo Alckmin
(!?!). O órgão dos Civita sente-se traído por seu candidato. Diz que ele
’’não soube responder’’ à ’’tática
terrorista [o termo é empregado três vezes no texto] da campanha petista que
espalhou algumas invencionices sobre uma eventual vitória tucana, sobretudo em
relação à privatização’’. Até ridiculariza o tucano: acusa-o de
’’se fantasiar de estatais’’ (alusão à cena, de fato
não muito séria, em que
Alckmin posou para a imprensa com boné do Banco do Brasil e
blusão estampado com as logomarcas do BB, Petrobras e Correio).
A revista ainda reclama que ’’Alckmin parecia acuado’’
no debate do SBT. E que ’’ também pecou pela falta de convicção
demonstrada ao não defender as privatizações no governo de Fernando Henrique
Cardoso’’.
Transparece no artigo um sentimento que está presente também em outras redações
da mídia grande: Veja & Cia, do alto do notável papel que acreditam ter
tido na desconstrução do governo Lula, culpam a ala política do bloco
conservador-midiático, e o candidato em particular, pelo fracasso, até agora,
em convencer o eleitorado.
Jornalismo à Carlos Lacerda
Mas Veja não entrega os pontos. Na terceira matéria da tríade, sobre
o Caso Dossiê, Marcio Aith defende a tese de que ’’Tentar
desvincular a compra do dossiê das ações do comitê de reeleição de Lula é o
ponto fulcral da estratégia jurídica do governo’’. Explica:
’’As razões são óbvias. Pela lei eleitoral, se reeleito, Lula pode
perder o mandato caso um fato dessa gravidade seja vinculado a sua
campanha’’. E ameaça: ’’Vai ser uma maratona jurídica e
política afastar o dossiêgate de Lula’’.
Eis a plataforma do órgão dos Civita. Tentará derrubar Lula nas urnas até as
16h49 do 29 de outubro. Se não conseguir, continuará tentando. É a repetição de
Carlos Lacerda com Getúlio Vargas, em 1950: ’’Getúlio não pode ser
candidato. Se for candidato, não pode ganhar. Se ganhar, não pode tomar posse.
Se tomar posse, não pode governar. Se governar, tem de ser
deposto’’.