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Milton, desculpe mas eu não leio emails com mais de 10
linhas.
Além do mais, a eleição já passou. Agora é
tarde.
Rio
de Janeiro, 01 novembro 2006
Aos
meus prezados 17 leitores,
Em
03 setembro 2006, sem qualquer pretensão a oráculo (até rezando para estar
redondamente errado), escrevi:
1.
Reeleição do Presidente Luís Inácio Lula da Silva
Apesar
de o Sr Lula da Silva não ter qualquer uma das qualificações descritas a
seguir -
(a)
experiência funcional no trato da coisa pública; (b) preparo educacional para
entendimento de assuntos econômicos;
(c) capacidade intelectual para elaboração, ou ao menos compreensão, de
estratégias e políticas de desenvolvimento, sustentado e preservador do
ambiente, nas áreas de indústria, agricultura, tecnologia e educação; (d) preparo intelectual para
entendimento correto da dinâmica das relações internacionais e conseqüente
capacidade de inserir o País no grupo de países realmente desenvolvidos; - o Presidente Lula será
releito.
Não
me apraz nem hipotetizar sobre o que irá acontecer em um segundo
mandato. Resta perguntar: como tal descalabro pôde
acontecer?
A
resposta está no corte revelador dos 126 milhões de eleitores
brasileiros.
Desses,
71% (89,4 milhões) tem renda familiar de não mais de R$ 700.
Para
esse público (uma vergonha nacional, após 500 anos de história), o PT e o Sr
Lula têm feito, desde a fundação desse partido, uma campanha de propaganda,
contundente e ininterrupta, em tudo comparável com o que se fez nos regimes
nazistas, fascitas e comunistas. Some-se a isso um programa geral de benefício
financeiro, que atinja a essa parte do Brasil (a India da nossa Belíndia), e o
resultado da próxima eleição presidencial dificilmente poderia ser outro.
Ao
PT e ao Presidente convém manter essa divisão entre os brasileiros. Em
particular, incentivando a execração dirigida, renovada, infindável às Forças
Armadas. Isso dá sustento, motivação e escusas ao que fazem o MST e afins, ao
assalto ao aparelho do Estado, ao desmandos administrativos e
financeiros.
Tres
dias passaram após o domingo da festa democrática. E já temos no noticiário as
declarações de próceres do PT criticando o excesso da liberdade de imprensa no
país.
Já
tivemos as invasões de terras, que estiveram suspensas para não prejudicar a
campanha eleitoral do Presidente. O Presidente reeleito já deixou escapar que,
se obstado ou provocado pela oposição, tomará medidas no interesse do
povo.
Um
pouco antes, noticiara-se o acordo bolivariano entre os Presidentes Evo
Morales e Hugo Chavez para a construção de bases militares nas fronteiras da
Bolivia com Peru, Chile, Colombia e ... Brasil.
O
sucateamento das Forças Armadas visível e progressivo como uma política e um
plano de governo (desculpem-me, mas agora devo acreditar nisso) tem mais
credibilidade do que a explicação simples das incompetências administrativas de
Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique e Lula, e das dificuldades financeiras
que o Brasil atravessou nestes últimos 20 anos.
Uma
vez que a defesa e a segurança do estado, em última instância, recaem sobre as
Forças Armadas, a existência destas em condições operativas poderosas e
eficientes configura um entrave à meta de reter o poder por longuíssimo tempo, à
la Fidel e à la Chavez.
Não
me atrevo a tirar do Ministro das Relações Institucionais a primazia de aventar
teorias conspiratórias. Mas, desta vez, como parcela do povo brasileiro, que
somos, desejosa de ordem,
progresso, liberdade, igualdade e solidariedade, podemos declarar que estamos
indo para o brejo a largas passadas.
Só
nos resta uma opção, prescrita há 17 séculos: si vis pacem, para
bellum.
Mais
uma vez, não me atrevo, desta feita a relembrar aos concidadãos, civis e, em
especial, militares, como isso se faz. Mas, já estamos atrasados
...
Luiz,
Recebi este E-mail de uma
correspondente aflita pelo conteúdo e perguntando o que eu achava. Disse-lhe que
era uma brincadeira de quem não tinha mais o que fazer, que ela ficasse calma
pois, qualquer indicio de um encaminhamento descrito nessa mensagem, os
militares reconduziriam o país para seu verdadeiro destino.
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Repasso, sem acreditar em
bruxas.
Mas
existirão?
ACORDO PT-PSDB?
(GUARDE ESSE
E-MAIL)
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A eleição presidencial brasileira
não será decidida pelos 125 milhões 913 mil 479 eleitores aptos a
comparecer às urnas no domingo. O resultado do pleito já foi
resolvido, em acordos secretos, nos bastidores dos centros de poder
mundial, por grupos que governam o mundo de verdade. O Centro
Tricontinental (sediado na Bélgica), que representa a nobreza
econômica européia, investe na reeleição de Lula, no Brasil, e
aposta em candidatos ligados ao Foro de São Paulo, para governar os
países da América Latina.
Em nome da divisão dos negócios
globalizados, este pouco conhecido grupo fechou um acordo com o
Diálogo Interamericano (do qual o tucano FHC é membro, e onde Lula
da Silva é aceito) para que o governo do PT tenha continuidade - e
não seja "derrubado" ou "impedido" por sua pretensa oposição tucana.
Outro grupo de poder ligado aos europeus, o CFR (Council on Foreign
Relations dos EUA), faz a interface com o Foro de São Paulo
(organismo fundado pelo PT, em 1990, que congrega as esquerdas do
continente e mais 153 organizações narcoguerrilheiras na América
Latina).
Quem cometer a ingenuidade de pensar que tal acordo
seria uma teoria da conspiração deveria dar uma olhada em provas
objetivas dos fatos. No distante 1º de junho deste ano, o Alerta
Total denunciou a armação dos tucanos e petistas para a sucessão
presidencial. No dia 18 de maio, em Nova York, depois de um prato de
talharim e um cafezinho, os tucanos digeriram um acordo
político-econômico de não-agressão entre o PSDB e o PT, caso se
confirmasse a vitória reeleitoral do presidente Lula. Na estratégia
tucana, Geraldo Alckmin entrou na disputa para perder. Sua chegada
ao segundo turno foi um acidente eleitoral.
Os controladores
do poder mundial apostam, agora, na continuidade do governo petista.
Basta que Lula siga seu programa, dando seqüência ao subfaturamento
na exportação de minérios, à concessão para a gestão de florestas
(principalmente a pobre Amazônia) e à adoção de uma política de
controle da natalidade (via privatização do futuro negócio do aborto
descriminalizado, para a venda de placenta para a indústria das
células tronco). Nesta campanha eleitoral, o católico Geraldo
Alckmin (que uns juram ser membro da prelazia papal Opus Dei) foi
proibido pela cúpula tucana de tocar na questão do aborto, na
questão mineral, na descriminalização das drogas, na união civil e
religiosa de homossexuais e no desarmamento da população. Também foi
impedido de tocar no tema Forças Armadas brasileiras (hoje em 153º
lugar em termos de orçamento em relação ao PIB, se comparadas aos
demais exércitos do resto do mundo). O silêncio de Alckmin nos
debates sobre todos estes temas essenciais comprova tal acordo entre
PT e PSDB. No debate da Rede Globo, marcado para amanhã à noite, o
mesmo teatrinho eleitoral vai se repetir.
Um dos pontos
principais do pacote dos controladores para a continuidade de Lula o
processo de sucateamento das Forças Armadas e a criação de uma
Guarda Nacional, uma Guarda Costeira e uma Guarda Aeroportuária para
substituir, gradativamente, o Exército, a Marinha e a Aeronáutica
que estariam operando com valores de soberania que não interessam ao
modelo da globalização. Militares atuais poderão optar pela
transferência para as novas forças, ganhando salários quase duas
vezes maior. Pelo projeto dos controladores, teríamos milicos de
segunda classe, porém bem remunerados como funcionários públicos
fardados. O Ministério da Defesa, na próxima gestão Lula, vai cudar
para que tal projeto se viabilize o mais depressa
possível.
Em 2010, o candidato dos controladores é Aécio
Neves. O governador mineiro reeleito (e que já saiu publicamente em
defesa da governabilidade no próximo governo Lula), foi lançado à
presidência, em Londres, no dia 17 de junho de 2004, durante um
jantar com a nobreza econômica européia, do Centro Tricontinental e
do Clube dos Bildelberg, no castelo dos banqueiros Rothschild. Em
seu projeto de manter o PT no poder por mais tempo, em seu segundo
mandato, Lula tem tudo para sofrer nas mãos dos controladores, agora
aliados, mas que lhe farão oposição, a partir do segundo ano do
próximo governo, mesmo que faça todo o dever de casa
direitinho.
Por trás do pacto não-escrito, firmado entre
petistas e tucanos, o próximo governo petista se comprometeria a não
alterar as atuais bases econômicas que interessam ao sistema
financeiro internacional e ao nacional. Dirigentes do Banco Itaú
presenciaram o encontro secreto entre o tucano e o petista na Big
Apple - a mais cosmopolita cidade do planeta. Existem fotos do
encontro deles para comprovar tal fato. Tal pacto
político-empresarial de intenções foi selado entre o ex-presidente
Fernando Henrique Cardoso e o senador Aloízio Mercadante, nos
Estados Unidos. O tratado político informal foi sacramentado pelo
senador Tasso Jereissati e pelo governador de Minas Gerais, Aécio
Neves. Mas o acordo foi desenhado pelo Centro Tricontinental e pelo
Diálogo Interamericano. Os políticos brasileiros apenas obedecem aos
parceiros dos quais são dependentes.
A contrapartida ao
esquema de não-agressão dos tucanos no segundo governo Lula viria
com o apoio do governo federal a um mega-projeto de concessões e
parcerias público-privadas em rodovias, que movimentaria R$ 30
bilhões. Tal negócio foi montado pelo publicitário Paulo Henrique
Cardoso, filho de FHC, que fechou uma parceria com um poderoso grupo
de empreiteiros canadenses. Em troca das privatizações nas
estradas, os tucanos apoiariam a reforma da previdência que será
tocada por Luiz Gushiken, e que vem sendo elaborada desde o primeiro
governo FHC. Em 2002, a empresa do petista (na época, Gushiken
Associados, e, agora, sem o japonês de Lula na sociedade, se chama
Global Previ) elaborou, para o Ministério da Previdência de FHC, o
livro Regime Próprio de Previdência dos Servidores: Como
Implementar? Uma Visão Prática e Teórica.
Os dois partidos,
na questão previdenciária, defendem um modelo que favorece o grande
capital. O modelo previsto utilizaria os bilhões da máquina
arrecadadora da Previdência Social e os outros bilhões dos Fundos de
Pensão de Estatais. Tudo montado por sindicalistas ligados à
Articulação Bancária e que atualmente ocupam alto escalão do
governo Lula, como Gushiken e Sérgio Rosa (presidente do Previ,
Fundo de Pensão dos funcionários do Banco do Brasil). Todos têm o
aval tecnocrático dos petistas e da equipe que serviu aos oito anos
de FHC no governo.
Patrocinados pelos banqueiros, que querem
cuidar do lucrativo caixa da Previdência, eles fabricam manobras
técnicas que criam a impressão de que a previdência é deficitária,
quando não é. Os gestores tucanos e os petistas que o sucederam
trabalham para provar que o governo não tem competência para
gerenciar a Previdência, cujos gastos globais representam 8% do
Produto Interno Bruto. Os dois lados patrocinam e defendem a
incompetência do Estado, por eles induzida e fabricada
artificialmente, como falsa evidência de que o governo não consegue
inibir os sonegadores e nem cobrar o que devem os maiores devedores
da Previdência. O Tribunal de Contas da União calcula que a
sonegação anualmente atinge 30% da presumível arrecadação
previdenciária. Bate na casa de R$ 30 bilhões que deixam de ser
arrecadados.
Para resolver tal problema, tucanos e petistas
têm a fórmula mágica. Entregar o sistema para a gestão dos bancos,
"mais competentes", e que também vão cuidar da nova modelagem dos
Fundos de Pensão de Estatais que o governo atual não pode promover,
em função da falta de condições políticas geradas pelos escândalos
do mensalão. Petistas e tucanos defendem uma continuidade do regime
de repartição (em que o trabalhador ativo paga a aposentadoria do
inativo), que prevalece hoje.
Mas os grandes bancos estão de
olho no sistema de capitalização (em que cada assalariado paga por
sua própria aposentadoria no futuro). Apenas a transição do sistema
atual para o novo modelo movimentaria o equivalente a três PIBs: R$
3 trilhões e 300 bilhões de reais segundo cálculos do Ipea
(Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas do Ministério do
Planejamento). O ministério da Previdência estima uma movimentação
um pouco menor, porém expressiva: R$ 2 trilhões e 750 bilhões de
reais.Os banqueiros querem gerenciar o processo e lucrar cada vez
mais. Mas quem vai pagar a conta é o cidadão que é vítima da atual
derrama tributária, que nos obriga a trabalhar 145 dias do ano só
para pagar impostos.
Especialistas temem que a transição do
modelo de Repartição para o de Capitalização inviabilize as
contas públicas do País, com a emissão gigantesca de novos títulos e
a expansão da dívida pública decorrente deste processo. Os bancos
e seus ex-funcionários sindicalistas vão sair ganhando na
operação. E isso é o que importa para eles. E PT saudações, no
segundo mandato, com o apoio de alguns tucanos de rapina, na
sociedade para fazer mais fortuna e poder
aparente.
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