Demorei  um  pouco pra me recuperar da surpresa, da indignação
        e  de  tantas  outras  coisas  e  como  não me recuperei estou
        escrevendo,   perdoem   minhas   sândices,   mas não quero ser
        racional neste momento.

        Ontem vi mais uma daquelas cenas tenebrosas que os jornais nos
        trazem quase todos os dias, as vezes mais de uma vez por dia.

        Um  pai  quebrava móveis na porta de um hospital e uma mãe era
        carregada para sabe-se lá onde, em estado de choque e o motivo
        era  mais  uma  das tantas mortes anunciadas que vemos com uma
        calma que aquele pai mostrava que não deveríamos ter.

        Já  tive  uma  filha  recém  nascida  em  uma  CTI  mas tive a
        felicidade  de ver ela sair de lá melhor do que quando entrou,
        portanto  estive  bem  próximo da experiência pela qual passou
        esse  pai  e  se ali estivesse certamente me alinharia a ele e
        quebraria  alguns  móveis  também, ou talvez a cara de quem se
        atrevesse a dizer que estávamos errados.

        No  domingo  o Fantástico já tinha mostrado o tal hospital, já
        tinha   dito  que  crianças  poderiam  morrer  por  falta  de
        equipamentos  e  excesso  de pessoas, mostrou gente deitada em
        colchões espalhados pelo chão e se vivessemos num país onde as
        pessoas  se importassem com isso talvez não precisassemos ver,
        dois  dias  depois  um  pai  e uma mãe desesperados, em um Big
        Brother  particular  que  ninguém  merece ver e principalmente
        protagonizar.

        Pensei até em uma proposta bem imbecil para quando acontecesse
        isso,  coisa  simples,  que qualquer um destes polititicas que
        temos aí poderia propor como lei:

        Seria assim:

        LEI DA RESPONSABILIDADE SOCIAL

        Artigo  único: Quando uma família brasileira perder um filho e
        isso  se  transformar  em notícia dramática, seja arrastado na
        rua por criminosos, seja por não ter equipamentos em hospital,
        seja  por  uma bala perdida ou pior, uma bala achada, seja por
        ter  caído no mundo das drogas, seja porque um avião atrasou e
        um  orgão  de  transplante  deixou  de ser entreque ou seja lá
        porque   for.   Então  no  dia  seguinte,  em  rede  nacional,
        sacrifica-se  o  filho  mais  velho do político que estiver no
        mais  alto  escalão  do  governo.  No  caso o presidente Lula,
        depois  sacrifica-se  outro  até  não haver mais filhos, então
        passa-se para o político seguinte e assim sucessivamente. Como
        são  muitas  as  mortes,  podemos  fazer  a  coisa por estado,
        cidades, até chegar no síndicos dos prédios.

        Nada  contra o Lulinha, nosso Bill Gates tupiniquim, rapaz que
        deve  ser  muito trabalhador mas nenhuma bala perdida jamais o
        encontrou e duvido que frequente os hospitais públicos, embora
        talvez  tenha  nascido  em  um, nada contra todos os filhos de
        todos os políticos, não é pessoal.

        A idéia é macabramente simples:

        Se eliminarmos os descentendes, não corremos o risco de ver um
        Collorzinho,    um    Malufizinho,    um    ACMzinho  e tantos
        outorzinhos  que estamos nos acostumando a ver assumir o lugar
        do pai e perpetuar essa miséria a qual estamos sendo obrigados
        a viver.

        Sem  filhos  para  assumir  o  poder  ou  ajudar  a  roubar os
        políticos  acabam  morrendo e não deixam herdeiros, cortamos o
        mal pelos galhos, já que pela raiz não dá mais ou mata o país.

        Opcionalmente   o   político   poderia   ter  a  opção  de  se
        auto-imolar,  poupando  assim  seus  descendentes, fazendo uma
        espécie de haraquiri e lavando sua honra, pois não se pode ter
        honra sendo o responsável por tantas desgraças.

        Assim,  o  próximo a assumir o cargo pensaria duas vezes antes
        de  roubar  o  dinheiro  da CPMF ou qualquer outro ou mesmo de
        deixar que alguém roube.

        E  se  não  acontecesse  nada,  bom,  pelo  menos teríamos uma
        compensação  tão  estúpida  quanto as mortes que estamos sendo
        obrigados a ver e fingir que são normais.

        E  quem  se chocou com o que eu estou dizendo eu diria que tem
        coisas   mais   medonhas   para   se chocar do que uma sandice
        anunciada.

        E não adiantou escrever... continuo puto com tudo isso!

        Divino Leitão
        
        Sem motivo pra pensar ou fazer piadinhas.



 
Links do Yahoo! Grupos

<*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:
    http://br.groups.yahoo.com/group/infoetc/

<*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para:
    [EMAIL PROTECTED]

<*> O uso que você faz do Yahoo! Grupos está sujeito aos:
    http://br.yahoo.com/info/utos.html

 

Responder a