Essa é boa para o grande Divino fazer as críticas dele, que são as melhores da
net!
O caso Miriam Dutra
A jornalista Mirian Dutra, da Rede Globo, retorna do exterior na quarta-feira.
Ainda não se sabe se ela vai contar o porquê do recato e do silêncio nos 12
anos do seu exílio - a maior parte do tempo na Espanha.
Revendo meus arquivos, encontrei: Há alguns anos foi realizado no Fórum da
Cidade do Rio de Janeiro o seminário "DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO"
promovido pela Escola de Magistratura do Rio de Janeiro. Eis um registro: "O
assunto que rendeu mais controvérsia no Seminário foi a forma como a imprensa
brasileira era condescendente com o Presidente da República... A questão entrou
em pauta quando um jurista citou como exemplo de Conivência jornalística o
romance do presidente Fernando Henrique Cardoso com a jornalista da TV Globo
Miriam Dutra.
Muitos advogados presentes ao evento não sabiam do fato e reagiram com surpresa
e indignação quando um jornalista afirmou que toda a imprensa brasileira sabe
disso. E naqueles oito anos de governo ninguém tocou no assunto. Muito antes de
ser presidente, Fernando Henrique sempre foi um conhecido garanhão da política
brasileira. As mulheres sempre ficaram encantadas com o seu charme e sua pose
de estadista. Em Brasília, o escritório de FHC também era utilizado como
garçoniére, para usar uma expressão da geração dele.
Era no escritório-garçoniére que o então candidato à presidência da república
mantinha encontros com uma de suas amantes, a correspondente da TV Globo em
Brasília Miriam Dutra.
Quando FHC cresceu nas pesquisas para presidente, a ambiciosa jornalista,
pensando no seu futuro pessoal e profissional aplicou aquele velho golpe que
louras oxigenadas costumam dar em pagodeiros e jogadores de futebol. Deu uma
"chave " em FHC e engravidou.
A ardilosa jornalista passou a carregar um furo de reportagem em seu próprio
ventre. Um filho daquele que seria o próximo presidente da República do Brasil.
Ao saber que a amante estava grávida, Fernando Henrique entrou em pânico.
Afinal, como diria outro Fernando, aquilo era nitroglicerina pura.
FHC tentou convencer a amante a fazer um aborto mas ela riu na cara dele. A
mulher não ia jogar fora o seu pé de meia, sua caderneta de poupança.. Foi aí
que entrou em ação a operação abafa. Como ela era correspondente da Globo,
imediatamente foi transferida para a Espanha, com um salário milionário, sem
obrigação de fazer nada. Apenas ficar calada e quietinha, cuidando do filho
bastardo do presidente.
Os advogados do seminário DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO ficaram
boquiabertos com a história. Afinal, como a moça é jornalista, toda a imprensa
sabe desse caso.
O que surpreende é que nenhum órgão de imprensa publicou nada a respeito. É
compreensível que o jornalismo da Globo não tenha tocado no assunto, até porque
eles são parte envolvida neste escândalo. Sim, porque isso é um escândalo.
Mas e a VEJA, que adora matérias sensacionalistas? E a FOLHA DE SÃO PAULO, que
coloca o jornalismo acima de tudo? E a ISTO É, que adora publicar matérias
escandalosas até sem confirmação? E a CARAS? E O DIA? E o ESTADÃO? E o JB? O
que teria acontecido com os órgãos de imprensa nesse caso?
Decidiram ser coniventes? Tiveram medo de noticiar o fato? Não quiseram tocar
no assunto para evitar algum tipo de confronto com a Globo? Ou simplesmente
foram corporativistas.
Preferiram abafar o caso porque isso iria levantar uma questão que é muito cara
a ética do jornalismo: a intimidade de profissionais do setor com os donos do
poder.
Essas questões incendiaram a discussão sobre DEMOCRACIA, IMPRENSA E JUDICIÁRIO
no Fórum do Rio. Nos corredores do fórum e nos bares do centro da cidade os
advogados cariocas se dedicaram a fazer as especulações mais inusitadas. Alguns
argumentaram que, o fato da amante e do filho de FHC serem dependentes
econômicos do jornalismo da TV Globo, significa que o Presidente a República,
durante seus oito anos de mandato foi refém da emissora do Jardim Botânico. E
toda a imprensa brasileira foi conivente com isso. "Deve ser por isso que o
Fernando Henrique foi tão generoso com a Globo, no caso do empréstimo do
BNDES", especulou um jovem advogado enquanto afrouxava o laço da sua elegante
gravata Hermes. um importante jornalista, presente ao evento, ainda soltou essa
pérola: "Nem na época da ditadura militar a TV Globo foi tão favorecida pelo
governo quanto na era Fernando Henrique."
Atualmente a jornalista Miriam Dutra vive na Espanha, com o filho caçula do
presidente. Uma funcionária do jornalismo global diz que às vezes ela liga para
o Brasil a fim de fazer exigências, tratando a todos como se fossem seus
empregados.
"Ela se comporta como se fosse a verdadeira primeira dama!"
Os jovens advogados presentes ao Seminário se sentem traídos pela imprensa por
não terem notícias do jovem herdeiro do imperador FHC. Eles dizem que gostariam
de saber como vive o pimpolho agora, que deve ter algo em torno de dez anos.
Será que ele torce pelo Real-Madrid ou pelo Barcelona?
Eles também gostariam de saber também quanto a jornalista Miriam
Dutra embolsou com esse golpe.
E qual o saldo de sua conta na Suíça...
Waldir Leite - jornalista
Vejamos o que diz Kika Martins a respeito do caso:
"Tomás Dutra Schmidt, filho não assumido de Fernando Henrique Cardoso e Miriam
Dutra Schmidt (a Miriam Dutra, ex-repórter do Jornal Nacional em Brasília)
nasceu no dia 26 de setembro de 1991, conforme certidão de nascimento do
Cartório Marcelo Ribas (Brasília - DF) Vive hoje com sua mãe e tia em um dos
mais caros e sofisticados bairros da Europa, em Barcelona. Agora se vocês
querem saber como isso nunca foi notícia na grande imprensa, leiam Caros Amigos
- ano IV número 37 - abril de 2000. A matéria é assinada por Palmério Dória e
outros. O título é: "Um fato jornalístico". A pergunta é quanto custou este
silêncio. A portaria do Ministério da Fazenda 04/1994, por exemplo, que isenta
todos os meios de comunicação "e sua cadeia produtiva" da CPMF [Contribuição
Provisória sobre Movimentação Financeira] é só um começo de conversa. E o Proer
da Mídia no final do ano 2000 custou US$ 3 bilhões ou US$ 6 bilhões, um ajuste
de contrato. Agora bom mesmo é procurar no Siafi o quanto foi
efetivamente gasto em propaganda no Orçamento Federal de 1994 a 2002".
Bom, acho que a conivência está, em parte, explicada. Mas que custou caro pra
todos nós, isso é verdade. É por essa e por outras que a contribuição
provisória (CPMF) foi reajustada no governo FHC: para cobrir isenções
providenciais. Até parece que todos nós, brasileiros e brasileiras, somos pais
dessa criança.
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