Prezados companheiros, envio a voc�s um texto bastante interessante,
para se conscientizar sobre o que procuram nos enfiar na cabe�a. Manter
o bom senso � sempre importante, e esse texto nos ajuda a pensar sobre
isto.
    Abra�o a todos

    Fernando

http://www.boletimpecuario.com.br/noticias/noticia.php?noticia=not1483.boletimpecuario

--
Fernando Campos Mendon�a
Eng. Agr. - Dr. Irrig. e Drenagem
R. Riachuelo, 477 Ap. 43
13400-510     Piracicaba - SP
F.: (19) 3422-5358

Title: .:: Boletim Pecu�rio ::.
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N O T � C I A S

 

  
TECNOLOGIA EM XEQUE

Existe em curso uma forte propaganda a favor de tecnologias antigas na agropecu�ria e combate � ado��o das novas tecnologias e produtos e de todo o sistema avan�ado, que resultou no grande progresso da agropecu�ria nacional nos �ltimos dez anos. Isso foi evidenciado nos trabalhos do semin�rio Impacto da Mudan�a Tecnol�gica do Setor Agropecu�rio na Economia Brasileira, cujo teor pode ser conhecido no site da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu�ria (Embrapa), na Internet.

ONGs internacionais v�m condemando a utiliza��o de novas �reas como os cerrados, diretamente, alegando a necess�ria preserva��o desse ecossistema e, indiretamente, se opondo � constru��o de estradas e hidrovias para o escoamento de sua produ��o.

A oposi��o ao uso de adubos, de corretivos do solo, de defensivos agr�colas modernos, de produtos da biotecnologia, como os transg�nicos, da produ��o em grande escala, que resulta em menores custos e d� maior renda aos produtores que alcan�am o padr�o de vida de classe m�dia, compar�vel aos que trabalham nas cidades no setor de servi�os, tem partido de setores influenciados pelos pa�ses ricos importadores, principalmente europeus, porque alcan�am v�rios objetivos. Entre eles est� o encarecimento de nossa produ��o que acarretar� perda de competitividade, possibilidade de porem barreiras aos nossos produtos, exigindo a rastreabilidade na cadeia produtiva e diminui��o da necessidade de subs�dios elevados aos seus produtores, aos quais n�o exigir�o as mesmas condi��es.

A obedi�ncia a esses princ�pios por brasileiros � para aproveitar nichos de mercado, o que, se generalizado, n�o ser� verdade porque eles deixam de existir no momento em que s�o generalizadas as exig�ncias.

No �mbito nacional, o efeito social danoso � evidente. Alimento mais caro afeta mais intensamente as classes pobres, que gastar�o mais com alimento, sobrando menos para todas as demais necessidades como moradia, transporte, sa�de, educa��o e lazer. � uma persegui��o aos pobres. Para o com�rcio, ind�stria e servi�os representar� menor n�mero de consumidores, acarretando uma regress�o no padr�o de vida da popula��o de menor renda e no desenvolvimento do Pa�s.

As bases de condena��o do que chamam a agricultura tradicional, a que usa todas as modernas tecnologias est�o, evidentemente, erradas. A id�ia de que produtos org�nicos naturais s�o bons para a humanidade � rom�ntica porque a realidade � que as mortes naturais s�o causadas por subst�ncias org�nicas naturais. Chamar de agrot�xicos os defensivos agr�colas � equivalente a chamar de t�xicos todos os rem�dios fabricados. Usar os defensivos agr�colas, quando eles s�o a melhor solu��o contra pragas e doen�as, � semelhante ao que os m�dicos fazem para combater as doen�as quando receitam rem�dios em vez de dietas ou exerc�cios. Erros e exageros na sua aplica��o s�o equivalentes ao que ocorre com o uso indiscriminado de rem�dios e n�o � aceit�vel que por isso n�o sejam recomendados e usados. Fazer uma pol�tica para que todos os que se dedicam � agropecu�ria sejam pequenos empres�rios combatendo as grandes propriedades � t�o errado quanto acabar com os supermercados, que s�o os grandes empreendimentos comerciais, e com as grandes ind�strias. Devem coexistir empreendimentos de todos os tamanhos.

Estadao - Ady Raul da Silva

 

 

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