Legal,
mas sempre temos que nos preocupar com os canais de distribui��o, sen�o n�o rola.


-----Mensagem original-----
De:   jorge  <[EMAIL PROTECTED]>
Enviada em: 28/02/2003 00:07:15
Para: [EMAIL PROTECTED]
Assunto: Re: [irriga-l] Requisitos para seu sistema

Prezado Marco,

Simplificar � essencial para que a genialidade se expresse.

As coisas mais simples, mais pr�ticas, mais robustas e resistentes, s�o quase sempre 
as mais confi�veis.

No entanto, quando se avolumam muitos dados a processar, a simplicidade se funde com a 
complexifica��o de sistemas que evitam outras maiores complica��es.

Dito isto, poderemos imaginar um Mini Pivot de um lance s�, compar�-lo com um Pivot de 
100 hectares com 15 lances e comparar ainda uma terceira situa��o com 20 ou 30 pivots 
de 100 hectares com diversas culturas.

Qual deles necessita de computador?
Para controlar o qu� ? De que forma?

Analisemos as necessidades b�sicas de um Mini Pivot:
Determinar o percentual de andamento que poder� variar uma vez por semana. Com essa 
varia��o ser� adequada a velocidade angular e definidas as profundidades da �gua no 
solo � medida que as raizes se aprofundam e � medida que o consumo da cultura evolui 
no seu ciclo cultural.
Eventualmente, para aproveitar hor�rios de energia mais barata, poder� necessitar de 
dispositivos adicionais como um rel�gio e estacas finais de curso que iniciam e param 
o movimento do Pivot dentro de limites de tempo ou de percurso.
Estas fun��es s�o simples e n�o necessitam de processadores de dados tais como 
computadores.

Agora um Pivot de 100 hectares com 15 lances:
Torna-se mais critico o controle de tal equipamento por o mesmo ter 14 pontos de 
alinhamento a manter em perfeitas condi��es de funcionamento, sendo que, quando um 
desses n�s de alinhamento ultrapassam o limite de seguran�a ou sofrem parada da torre 
de rodas, todas as outras torres tamb�m param, quando a seguran�a � eficaz, ou o pivot 
se destroi com queda de alguns  ou de  at� todos os lances.
O risco aqui � muito maior mas os comandos de seguran�a por microswich ou microruptor, 
t�m se revelados satisfat�rios a um desempenho econ�mico e t�cnico vi�veis.
O controle de l�mina pode ser um pouco mais complexo se o Pivot tiver diversas 
culturas em est�gios de crescimento diferentes com diferentes consumos di�rios.
Mas ainda assim, um experiente administrador, cuidar� destas varia��es com regular 
efici�ncia.

Agora imagine um sistema complexo de diversas m�quinas funcionando ao mesmo tempo com 
muitas culturas em marcha, diversas equipas de trabalhadores com necessidade de muita 
informa��o que pode se perder pelo caminho e dar tudo errado, ou pelo menos com um 
grau de acerto duvidoso ou comprovadamente deficit�rio, etc, etc,. A� a coisa complica 
e a economia pode escapar pelo ralo da comunica��o de tarefas e execu��o atempada 
dentro das exig�ncias das culturas, cada uma a cada uma.

Por�m se um qualquer Pivot tiver uma infinidade de situa��es a resolver, e se o mesmo 
estiver dotado de geradores de informa��o vari�vel dia a dia, com uma subdivis�o de 
sua �rea em inumeras parcelas, de culturas diferentes, com grande necessidade de 
respostas r�pidas, autom�ticas, correspondentes a cada cultura, com rigores de 
adapta��o �s situa��es muito precisas, pode ser que um computador auxilie e muito.

Penso que j� deu para entender que um Pivot com culturas simples, exige simplicidade 
de manejo, economia e robustez de procedimentos.

Por outro lado, situa��es de campo exigentes de muitas varia��es de regime das 
m�quinas podem merecer uma ajuda computadorizada dos dados que receber para em seguida 
elaborar as respostas.

A maioria das instala��es de Pivots no Brasil, adaptadas a culturas na sua maioria 
simples, tendem a ser usados da forma mais simples, sem as necessidades inform�ticas.

A decis�o de criar mecanismos computadorizados vai depender da carga de dados a 
processar na fazenda.

Para essas instala��es, existem hoje programas avan�ados que resolvem alguns problemas 
de automatiza��o tanto por via de cabos eletricos enterrados que estabelecem as 
conex�es com os sensores da m�quina, como por controle remoto via r�dio, telefone ou 
via sat�lite.
Cada sistema tem sua gama de equipamentos espec�ficos para atender problemas 
espec�ficos de cada instala��o.

Resumindo e atendendo aos seus par�grafos direi o seguinte:
Nem sempre � necess�rio ou recomend�vel o controle de um Pivot por computador, 
dependendo muito do n�mero de fun��es exig�vel na m�quina em quest�o;
As dist�ncias, para qualquer sistema, s�o quaisquer umas, visto que os recursos de 
comando � dist�ncia s�o hoje muito vers�teis. O pre�o entretanto, desses sistemas pode 
ser um tanto salgado obrigando o produtor a "descer � terra" e fazer o estudo 
econ�mico mais vi�vel, sem desprezar a execu��o dessas tarefas por um administrador de 
jeep ou de motocicleta.
O principal requisito ser� o da avalia��o da viabilidade econ�mica e do 
Custo/Benef�cio.

Espero ter respondido � sua pergunta.
Atenciosamente e ao disp�r,
Jorge de Sousa
[EMAIL PROTECTED]
0xx3838212224
  ----- Original Message ----- 
  From: Marco 
  To: [EMAIL PROTECTED] 
  Sent: Thursday, February 27, 2003 4:04 PM
  Subject: [irriga-l] Requisitos para seu sistema


  Caro amigo Jorge,

  Gostaria de saber se � preciso ter um computador na fazenda para o caso no qual o 
pivo � automatizado. Se for, qual a minima distancia do pivo ate a sede (onde se 
encontrar� o computador)?
  Efim, quais os requisitos neces�rios para instalar esse sistema?

  Um grande abra�o,
  Marco Antonio Tessari

Responder a