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Marcos,
Vamos come�ar por definir a �rea.
Se tem 600 metros x 500 metros e f�r de lados
paralelos, � um retangulo com 30 hectares.
Se os lados forem n�o paralelos e irregulares,
poder� ter 15,5 ha mas de formato certamente muito irregular onde a maior parte
do comprimento n�o ter� mais de 250 m.
Quanto aos tubos enterrados de 3/4, nada contra.
Foram feitos para enterrar mas deve se certificar da classe de press�es a que
estar�o sujeitos, tanto de dentro para fora como de fora para
dentro.
Ou seja, esses tubos t�m de suportar a press�o
interna do projeto bem como a compress�o do terreno que o enterra. Tubos fracos
rebentam com a press�o exagerada e se comprimem com o peso da terra impedindo o
fluxo que se espera do projeto.
Quanto a gotejadores enterrados, o trabalho do
Prof. Rubens j� d� uma id�ia de quanto � necess�rio se acautelar.
Pelas mesmas raz�es apontadas da fragilidade da
parede desses tubos, que quando enterrados ficam esmagados pelo peso da terra,
diminuindo a sec��o de passagem e adulterando todo o projeto, n�o se recomenda
tal t�cnica, a n�o ser em pequenas irriga��es de jardim ou locais dos quais n�o
espera um retorno financeiro, sendo mais importantes as raz�es de luxo e
est�tica.
Al�m dessas raz�es, o entupimento por radicelas �
determinante na recusa de um sistema que tem tais riscos.
Quando gotejadores entopem e estariam sendo usados
para fertirriga��o, o prejuizo � muito maior.
Alguns sistemas por exuda��o, que insinuam n�o ter
orificios para entupir, v�m na mesma linha de marketing, vendendo uma
"maravilha" que tem muito para o projeto ir � fal�ncia t�cnica e
econ�mica.
Presume-se que 15 ou 30 ha de caf� n�o � um
investimento barato e portanto o conselho mais precioso � que se fa�a a
irriga��o pelo m�todo mais seguro e mais duravel.
Falou de irriga��o por malha e aspers�o.
Vamos a estes conceitos:
A distribui��o das mangueiras de 3/4 no sistema
malhado, em malha, tem as suas vantagens por permitir uma diminui��o de perdas
de carga na rede de distribui��o, o que � bom, em termos econ�micos e
hidraulicos. Mas tem de ser feita com crit�rio para que d� certo. As redes
malhadas, muito conhecidas em distribui��o de �gua urbana, est�o a ser
implementadas na irriga��o, aproveitando apenas alguns conceitos da mesma
teoria.� necess�rio saber em profundidade o que se objetiva na rede
malhada.
Quanto � declividade que indica, voc� referiu
que dentro da �rea com 500 metros de comprimento (que presumo ser o comprimento
das linhas de caf�) ( me corrija se estiver equivocado) o terreno teria 40
metros de desn�vel com caimento uniforme. Ou seja 8% de inclina��o.
� uma declividade s�ria tendo em conta o maior
problema que vai enfrentar que � a homogeneidade da l�mina de �gua.
Ainda que esteja ao seu alcance manejar o terreno
por forma a que n�o se d�em escorrimentos, socalcos em nivel, ter� de regular
cada micro aspersor o qual passa a ser mais caro e n�o tem provado a sua
efici�ncia, incluindo a sua vulnerabilidade � depreda��o e roubo.
Para uma �rea desse tamanho e para a inten��o de
fertirriga��o, recomendo enfaticamente que deixe a micro aspers�o e escolha
gotejamento auto-compensante.
Para compensar a dist�ncia , o desnivel at� � �rea
, o desnivel dentro da �rea e as despesas convenientes com o rigor da
automatiza��o, use o minimo necess�rio de �gua com gotejamento, o qual apresenta
rendimentos de 95%.
Para a micro aspers�o, pode contar com rendimento
n�o superior a 70%, al�m de que estar� fornecendo muita �gua para o mato que
ter� de carpir( outra despesa).
Mais recomendo que use automatiza��o com
programadores e valvulas eletricas ou hidraulicas.
A quantidade de �gua a fornecer pelo gotejamento
representar� cerca de 27 a 30% da �gua por micro aspers�o ou por aspers�o
convencional.
Posso assegurar que a melhor qualidade de materiais
faz o projeto mais econ�mico, tanto em durabilidade como em produtividade
assegurada.
Atenciosamente,
Jorge de Sousa
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