Natal, 12 de agosto de 2003

Por que?

  Escrevo este artigo para defender um brasileiro
  que sempre sonhou por fazer de seu pa�s, um pa�s mais
  justo, sem tantas desigualdades sociais, sem tanta
  pobreza. Pa�s este que � muito rico, por�m que possui
  uma popula��o pobre e miser�vel. Pobre em rendimentos
  econ�micos, pobre em conhecimento, pobre em cidadania.
  Defendo Lula, por que nunca neste pa�s se viu um
  presidente com tanta disposi��o para negociar com todas
  as classes trabalhistas e empresariais, como ele,
  infelizmente algumas poucas classes partid�rias de nosso
  pa�s, em defesa do que existe de mais atrasado e mais
  conservador, em defesa de um corporativismo que
  privilegia apenas uma classe de trabalhadores em
  detrimento a toda uma na��o de trabalhadores, se arma
  com paus, bandeiras, pedras e gritos de ordem cheios de
  �dio, e v�o para as ruas em passeatas tidas por
  pacificais, por�m que sempre terminam em promo��o de
  quebra-quebra e baderna, o que vem a envergonhar o povo
  brasileiro nos tabl�ides nacionais e internacionais.
  Sou a favor das Reformas de Lula, n�o por que elas
  realmente sejam o melhor para o Brasil, por que n�o o
  s�o (pelo menos para o funcionalismo p�blico!), m�s
  porque pela primeira vez em nossa hist�ria recente, um
  presidente tomou a iniciativa de tentar diminuir as
  grandes desigualdades existentes entre os mais pobres e
  os mais ricos, (s� � uma pena que esteja nivelando por
  baixo, uma vez que n�o concordo com um teto t�o baixo,
  que punir�, por exemplo, professores mestres e doutores
  que deram sua vida em detrimento do conhecimento
  cient�fico e do crescimento do pa�s).
  Sou a favor da pol�tica de Lula, por que pela primeira
  vez na hist�ria da Rep�blica Federativa do Brasil um
  presidente recebeu em sua sala os 72 reitores das
  Universidades Federais para discutir a situa��o de cada
  uma destas institui��es de ensino superior e da pesquisa
  cient�fica produzida por elas. Reitores que enquanto
  eram recebidos pelo presidente para negociar sua
  situa��o frente �s universidades p�blicas, tinham parte
  de seus funcion�rios fazendo greve e marchando �
  Bras�lia para quebrar o Congresso Nacional; Enquanto o
  intransigente poder Judici�rio negociava com o governo
  sobre a reforma da previd�ncia do judici�rio para n�o
  fazer greve, alguns docentes das universidades p�blicas
  em greve, ao inv�s de tentar dialogar com o governo
  chamando-o para um debate mais aprofundado, dirigiram-se
  ao Congresso Nacional para jogar pedra nas janelas,
  quando n�o se jogar por elas, deixando um preju�zo para
  a na��o brasileira pagar de R$ 30 mil; estranho que se
  costuma dizer que s�o nas universidades onde encontramos
  as elites pensantes deste pa�s (ou seria melhor dizer,
  alguns b�rbaros pensantes deste pa�s).
  Defendo o Sr. Luiz In�cio Lula da Silva, porque pela
  primeira vez no Brasil, destes 40 milh�es de brasileiros
  que ser�o beneficiados com aposentadoria de um sal�rio
  m�nimo depois das reformas previstas nas previd�ncias
  p�blicas e privadas, pelo menos 75% correspondem a
  trabalhadores do campo nacional, estes mesmos
  brasileiros que vivem de capinar o solo e plantar as
  hortali�as que n�s comemos no conforto de nossas casas.
  S�o estes brasileiros que acordam �s 4h da manh�, e sem
  tomar caf� v�o para a ro�a trabalhar pela sua
  sobreviv�ncia e para produzir a comida de outros 120
  milh�es de brasileiros que n�o querem reconhecer o seu
  sacrif�cio. S�o estes brasileiros, fa�a chuva ou fa�a
  sol, que chegam a trabalhar 12h por dia (de 04h �s 16h)
  sem direito a final de semana, a uma carteira de
  trabalho assinada, ao gozo de f�rias premio, sem direito
  a d�cimo terceiro sal�rio e tamb�m sem direito a uma
  aposentadoria que seja. Estes s�o os 40 milh�es de
  brasileiros a quem Lula quer levar o m�nimo de direito
  regido no Art. 06 da Constitui��o Federal, e aos quais o
  funcionalismo p�blico est� contra. Agora me pergunto,
  Por que?


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