Agronegócio
baiano atrai empresários
Salvador, 14 de Julho de 2004 - O agronegócio
vem se tornando o principal atrativo para o investidor na região
Nordeste. A oferta de crédito pelo Banco do Nordeste (BNB) no primeiro
semestre já superou em 40% o valor total dos financiamentos realizados
durante todo o ano passado, segundo levantamento de dados regionais, o
que abrange os estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Até
junho, o BNB negociou com produtores e com a agroindústria cerca
de R$ 1,42 bilhão. Em todo o ano passado, a instituição
liberou R$ 1,02 bilhão. O resultado disso na Bahia foi a expansão
das exportações de segmentos como frutas e suas preparações.
Comparadas às realizadas do ano anterior, as vendas externas cresceram
52,76%. Também foi expressivo o crescimento dos embarques de grãos,
óleos e ceras vegetais. Com participação de 5,96%
no total das exportações, registrou um acréscimo de
34,94% sobre o ano anterior. Unificar
as atividades produtivas e industriais e eliminar gargalos do setor logístico
para tornar o agronegócio mais competitivo e rentável, serão
alguns dos temas em discussão durante o Encontro Nacional da Agroindústria,
que será promovido em Salvador entre os dias 19 e 21 de agosto.
Cerca de 600 participantes estão sendo esperados para evento. Estão
programadas palestras de especialistas como Arnaldo Eijisink, diretor de
Agronegócios do Grupo Carrefour, Antonio Zambelli, diretor de marketing
da Perdigão, e Natan Herszkowicz diretor Associação
Brasileira das Indústrias de Café (Abic), além de
José Milton Dallari, representante Associação Brasileira
de Supermercados (Abras), cuja presença, segundo os organizadores
está confirmada.
O encontro será promovido pela
People Produções e Eventos, em parceria com a "Gazeta Mercantil",
"Jornal do Brasil", "Revista Forbes Brasil", e apoio das secretarias estaduais
de indústria e comércio e agricultura. Paralelamente, será
instalada a Feira de Equipamentos e Serviços, que apresentará
equipamentos e serviços para as agroindústrias, com possibilidade
de financiamento ao produtor pelo BNB durante o próprio evento.
"O Agronegócio deve crescer
bastante ainda este ano e acredito que o maior volume de contratações
deve ocorrer durante o segundo semestre deste ano, superando o expressivo
volume obtido no até junho", prevê o superintendente Regional
do BNB, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro, apostando no crescimento
da agroindústria. O executivo destaca culturas como café,
milho, algodão e a fruticultura como as que melhor desempenho vem
apresentando, absorvendo recursos e proporcionando bom retorno. Ferraro
diz ainda que o financiamento do maquinário já está
sendo feito junto ao produtor sem necessidade de garantias adicionais.
"O próprio equipamento serve como garantia do financiamento", explica.
As taxas cobradas pelo financiamento estão oscilando entre 6% e
14% ao ano, as menores para os pequenos produtores.
Para o coordenador de agroindústria
da Secretaria da Indústria e Comércio (Sicm), Augusto Mascarenhas,
o crescimento é ainda pequeno, já que o agronegócio
tem representado nos últimos anos média de 12% a 13% do PIB,
de acordo com dados da Superintendência de Estudos Econômicos
e Sociais da Bahia (SEI). "O crescimento do agronegócio depende
da solução de problemas comuns à cadeia produtiva
e da adequação da agroindústria às exigências
de competitividade do mercado externo, bastante elevadas", analisa.
Mascarenhas acredita que o evento é
uma oportunidade de se definir questões importantes como quais os
principais modais a serem desenvolvidos para o transporte, que padrões
e formatos deve ter o agroproduto e como atingir adequadamente o mercado
externo. Sem isso, acrescentou Mascarenhas, a busca da competitividade
fica comprometida.
O empresário de eventos Waldir
Júnior, presidente da People e promotor do encontro também
acredita em um futuro promissor. "O agronegócio brasileiro já
é sinônimo de qualidade. O que necessitamos é maior
integração e esforço para resolver impasses que impedem
a conquista de novos mercados". Júnior cita como exemplo o recente
episódio da devolução da soja por importadores chineses
para demonstrar a falta de maturidade dos empresários do setor.
"Uma venda importante foi posta em risco por falta de observação
às leis de mercado, algo impensável no comércio exterior".
Waldir Junior espera a participação de produtores de estados
como Santa Catarina e Paraná no evento.
"Nossa idéia é reunir
setores produtivos do agronegócio e aproximá-los da agro-indústria
para a troca de informações. A partir daí, buscar
o atendimento às reivindicações do setor como um todo.
São mais de 20 painéis para o debate de questões,
como o uso dos transgênicos, a importância da cadeia produtivas,
mercado exterior, a importância da embalagem. Será ainda promovida
a Conferência Agro-Brasil, pela Gazeta Mercantil. A essência
do evento é, além de reunir e discutir os problemas das cadeias
produtivas, dotar o produtor de informações e estrutura para
a intensificação do agronegócio.
Fonte: matéria publicada na
Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 12 no dia
14 de julho de 2004 jornalismo: Alvaro Figueiredo
Maiores informações sobre
o evento: www.enagro.com.br / People
Produções e Eventos tel/fax: (71) 248 2235
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