On Wednesday 21 November 2001 16:06, Lisias Toledo wrote:
>
> Ou quem n�o sabe o que usar. Vc est� esquecendo que, ao contr�rio de
> autom�veis (usando a analogia que vc faz abaixo), existem rar�ssimos
> fabricantes de softwares, e o p�blico consumidor de sistemas
> operacionais (ao contr�rio dos consumidores de autom�veis) n�o t�m uma
> id�ia clara sobre o que o produto faz e mesmo das suas necessidades e de
> qu�o bem o produto as satisfaz.
>

Argh! Que consumidor de autom�vel sabe o que est� comprando? E tem mais os 
autom�veis como qualquer outro produto industrial p�s-moderno � cada vez mais 
fechado. Primeiro foi a igni��o eletr�nica (algu�m pode imaginar um auto 
funcionando sem ela?) e mais recentemente a inje��o eletr�nica. As pessoas 
v�o comprando as modernidades oferecidas e pronto. As pessoas nem querem 
saber o que s�o elas e como em tudo s�o pouqu�ssimas as pessoas que entendem 
alguma coisa sobre o que est� comprando. Primeiro a ind�stria oferece a 
novidade, depois de algum tempo ela passa a ser necessidade. O consumismo 
chegou para ficar.

>
> Quem nunca teve computador n�o quer mudar, porque n�o tem de onde mudar.
> � deles que estou falando.
>
Ok. Ent�o se for usar o m�todo convencional deve-se convencer os novos 
consumidores que isto e aquilo, mesmo que n�o seja o mais importante, � 
indispens�vel e s� o produto oferecido os tem. Um outro m�todo � perder a 
ansiedade e deixar a realidade tomar conta, para isso � preciso muito lastro. 
No caso do Linux, por exemplo, a gente quer usar ele como meio de trabalho 
para subsist�ncia, e para isso no m�nimo de pitada do primeiro m�todo � 
necess�rio. Bem, deve haver muitas outras op��es mais minha vis�o � estreita 
o suficiente para n�o as ver.

>
> Vc est� confundindo as coisas Edgard... As pessoas para quem o Ford
> queria vender carros sabiam o que era um carro e o que elas iriam fazem
> com ele. De quebra, tbm tinham dinheiro para comprar os carros deles.
>
Voc� diz isso porque hoje o carro tornou-se "indispens�vel", mas com certeza 
a trinta anos atr�s n�o era. Na rua onde morava entre os anos 50 e 60 
existiam 2 ou 3 carros, um raramente era usado. Todo mundo vivia feliz (?!?!) 
sem ele, o transporte urbano funcionava razoavelmente tudo acontecia de vagar 
e sempre. N�o existia a pressa hist�rica de hoje, provavelmente a palavra 
stress � bem posterior a esta �poca. Acho que se as pessoas soubessem o que 
ia acontecer elas n�o teriam comprado o primeiro carro. 

> Estamos falando de gente que n�o tem a menor id�ia do que � um Sistema
> Operacional. Para elas, tanto faz. Elas n�o sabem para que eles
> realmente servem. Para elas, � s� alguma coisa que vai chamar os
> joguinhos, o navegador e o editor de texto. N�o faz sentido gastar
> dinheiro tentando dizer � elas que o Linux � melhor. Basta colocar a
> coisa na frente delas funcionando que t� bom.
>
> Logo, precisamos torrar grana com as pessoas que decidem o que se p�e na
> frente delas. E por acaso, � este justamente o caso do FUST, que
> originou esta thread.
>
Concordo.

> Ahh.. E mais uma!!! Henry Ford perdeu MUITOS clientes, abrindo um espa�o
> enorme para a GM, porque insistia que os carros deviam ser todos pretos.
> A GM ganhou este mercado com carros coloridos.
>
> Em outras palavras, ele barateou o carro, mas queria decidir pelas
> pessoas o que elas deveriam comprar (como um certa empresa de Redmond
> que todos conhecemos). Os concorrentes ganharam espa�o oferecendo �s
> pessoas produtos da forma que elas desejavam (e n�o da forma que o
> fabricante achava que devia ser).
>
A IBM foi mais importante do que a M$ para a utiliza��o do Windows e at� do 
Linux, pois ao contr�rio da Apple, a mais importante empresa na �poca do 
lan�amento do primeiro IBMPC, a arquitetura do PC foi aberta para constru��o 
de outras empresas. Imagine quem poderia comprar um computador hoje se n�o 
f�sse a estrat�gia da IBM? 

> > > Precisamos ir atr�s dos que se importam, dos que tem dinheiro, dos
> > > que decidem. Ali�s, � justamente isto que a Microsoft faz,
> >
> > Stephen Kanitz, professor da FEA-USP disse exatamente o contr�rio em
> > sua entrevista para o programa "Passando A Limpo" da TV Record por
> > Boris Casoy no domingo passado, dia 18.
> >
> > Segundo ele, precisamos produzir produtos populares.
>
> Que s� ser�o produzidos quando existir demanda. Esta demanda est�
> condicionada � que as pessoas descubram que precisam destes produtos. As
> pessoas s� descobrir�o que precisam destes produtos se algu�m dizer isto
> � elas. As pessoas que dizem isto � elas hoje est�o dizendo que elas
> precisam de Windows (como est� se fazendo no FUST e outros editais).
> Precisamos convencer tais pessoas a come�arem a dizer �quelas que elas
> precisam � de Linux.
>
Concordo.

> Ufa!!! Deu pra entender agora?
Entendido.

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Jose Thadeu Cavalcante
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