Aqui tem acontecido efeito semelhante. Somente um ou outro "cabeca de bagre" fica
chiando, a maioria nao pensa mais em voltar para Windows. O lance e que, inicialmente, eu peguei os caras que mais reclamavam do Windows travar e tal e fiz propaganda do Linux,
dentre estes escolhi os que tinham melhor conhecimento em informatica. A partir dai comecamos a inflar o ego do Linux perto dos outros que reclamavam do Windows, foi a conta certa para que comecasse a chover pedido de troca no CPD. Os caras mais chatos a gente vai contornando com paciencia e promovendo o que ele ganhou com o Linux (a
maioria acaba se convencendo).
Nada como uma boa psicologia ... :-) H� casos tamb�m em que os �nicos programas registrados s�o o Windows (alguma c�pia OEM geralmente) e algum aplicativo interno da empresa. � s� baixar uma ordem de que, aqueles que permanecerem com Windows, N�O poder�o ter mais nenhum programa pirata em suas m�quinas sob pena de san��es severas e N�O ter�o mais suporte. Quando o usu�rio perceber que s� ter� acesso ao notepad, Paint, Internet Explorer e Outlook Express, o cara vai acabar pedindo para instalar o linux.
H� casos tamb�m em que o sujeito tem um Pentium 100 com 32MB de RAM rodando o Windows 98. O desempenho � sofr�vel. A� voc� pega um CD do Kurumim, d� boot na frente dele e faz um
X :1 -query ip_servidor
e ele abrir� uma sess�o X remota (supondo que o servidor esteja configurado para permitir isso). Quando o cara perceber que est� rodando bem mais r�pido (supondo um servidor r�pido), ele vai te pedir para instalar linux. A� vc instala um linux enxuto e transforma a m�quina dele em um terminal X.
Vai ter um pessoal que roda aplicativos "so windows". Vamos deixar para o final e enquanto nao descobrir alternativa, ja trocamos parte do ambiente deles (a ideia
do cygwin e otima, vou experimentar), tipo arrancamos o MS-Office e colocamos
OpenOffice (a maioria nao usa os recursos que so tem no MS), nao damos suporte
para o IE, somente para Mozilla/Firebird, tiramos Outlook e colocamos o Sylpheed (aqui a maioria acabou achando melhor pela velocidade) e por ai vai.
Eu estou passando tamb�m por um processo de migra��o de desktops para linux e fiz uma s�rie de experi�ncias e levantamento de custos. Para esses casos de "aplicativos Windows legados", eu testei v�rias hip�teses:
1- Rodar os aplicativos com wine
2- Rodar os aplicatvos com Crossover Office (uma vers�o comercial do wine)
3- Usar algum emulador, como o Vmware
4- Usar um Windows 2000 Server no modo Terminal Server, servidor de aplicativos e acessar via rdesktop
5- Usar um produto chamado WinConnect Server XP e acessar via rdesktop
A alternativa 1 � extremamente trabalhosa e n�o funciona bem na grande maioria dos casos, infelizmente. Quando funciona � uma beleza, pois n�o exige licen�as.
A alternativa 2 serve para alguns programas muito espec�ficos, mas tem problemas tamb�m com v�rios programas e possui um custo razo�vel.
A alternativa 3 exige m�quinas poderosas (que quase nunca est�o dispon�veis), tem um custo alto e ainda exige a licen�a do Windows (que freq�entementa tamb�m n�o existe).
A alternativa 4 funciona bem, mas o esquema de licenciamento da M$ � perverso e exige licen�as TS CAL mesmo quando o cliente � linux. Fazendo as contas, o custo � quase o mesmo ou maior do que comprar o windows para cada cliente.
A alternativa 5 � muito interessante. O WinConnect Server XP � um produto que transforma qualquer Windows XP em um terminal server (usando o mesmo protocolo RDP usado no Win2000/2003 Server) para at� 21 clientes. A p�gina do produto �
http://www.thinsoftinc.com/products_winconserver_info.html
e h� v�rios representantes/distribuidores no Brasil. As licen�as s�o vendidas em triplas e custam cerca de R$ 1100 no Brasil, ou seja, menos de R$ 400 por cliente. A vantagem principal � que um Windows XP � bem mais barato do que um Win2003 Server e geralmente j� est� dispon�vel nas empresas. Outra vantagem � que ele suporta o RDP 5.1, que aceita cores de 16 bits (o do Win2000 s� aceita cores de 8 bits), que j� � suportado pelo rdesktop CVS (a vers�o que est� em desenvolvimento).
Ent�o, uma solu��o poss�vel, � usar um servidor XP com esse programa e um determinado n�mero de licen�as e us�-lo de forma estat�stica numa rede. Por exemplo, eu poso ter 9 licen�as (ou seja, 9 sess�es remotas) e usar numa rede com 50 computadores. Como geralmente as pessoas n�o usam o tempo todo, uma raz�o dessas pode atender. Quanto aos aplicativos instalados nesse servidor, em tese � preciso ter uma licen�a do programa para cada sess�o remota, mas quando o aplicativo � interno, logicamente isso n�o � necess�rio. E mesmo quando � preciso pagar as licen�as dos programas, o fato de n�o precisar fazer o upgrade de m�quinas antigas (as que ser�o usadas como clientes), pode justificar a solu��o.
Ah, aqui o que o pessoal mais gostou, foi a facilidade de administracao remota, isso e otimo, pois podemos dar resposta mais rapida aos problemas. O pessoal se espanta quando instalamos programas remotamente, quanto puxo o ambiente grafico do cara para minha tela para que ele me explique melhor o que ocorre, quando corrigimos o problema e o cara pergunta e so dar o BOOT agora? (nao senhor, nao precisa dar o BOOT, o problema ja foi resolvido) e por ai vai, simplesmente "nota 10"
O engra�ado � que at� existe o recurso de administra��o remota nas vers�es mais novas de Windows, mas nas empresas quase sempre ainda se usam os win9x da vida, que n�o possuem esse recurso. Muita gente sequer conhece o Windows XP, e o linux representa um "salto qu�ntico" para eles.
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