Em Qua, 2004-06-09 �s 19:59, Marcelo Molina Mari escreveu:
> J� polemizando !!! (hehe)
> 
> A sua interpreta��o est� completamente correta. Basta lembrar que � uma 
> licen�a de uso e n�o licen�a de instala��o, portanto paga-se pelo uso, e 
> n�o pela instala��o.
> 
[corte]
> S� ficou uma d�vida que eles n�o souberam (ou n�o 
> quiseram) responder: "Como uma fiscaliza��o levantar� o real n�mero de 
> "acessos" concorrentes desses aplicativos ??"
> 
> []�s Marcelo Molina Mari
> 

Ent�o, Marcelo, nesse caso tenho alguma experi�ncia. Na tal empresa que
eu trabalhava fomos surpreendidos por um par de "peritos" e um oficial
de justi�a. A ABES estava processando nossa empresa e pediu uma per�cia
de surpresa para constatar a pirataria, isso nos idos de 1998.

O processo corre na comarca onde sua empresa � sediada e os peritos s�o
nomeados pelo juiz desta comarca, que tem l� uma lista de peritos para
isso. Se a justi�a no nosso pa�s � o que �, imagine a qualidade destes
"peritos" - eles eram engenheiros civis, s� para voce ter uma id�ia.

A vistoria: "printscreen" de todos os produtos microsoft e symantec (os
dois que estavam nos processando atrav�s da ABES), "dir *.exe /s" e "dir
*.com /s". Depois vem o laudo completamente disparatado. Os caras
disseram que a gente tinha NT 6.0, para voce ter uma ideia. E queriam
que fosse justificado cada arquivo com extens�o "exe". O juiz n�o
entende nada e acredita no que o perito diz, no caso. Ent�o entramos com
recurso e pedimos a contra-per�cia no mesmo material que os peritos
levantaram (que era vantajoso, pois eles tinham um material pessimamente
colhido).
E assim vai de recurso em recurso. 
Resumo da historia: acordo com multa de nao sei quantos mil reais, e
nota no jornal em nome da nossa empresa apoiando a campanha
anti-pirataria da ABES que rolava na �poca.

Ah, embora tenhamos apresentado todos aqueles acordos de licen�a, todas
aqueles selos bonitos colados no micro - sim, tivemos que copiar aquilo
no xerox, imagine colocar um micro na copiadora, e o juiz somente
aceitou como documento legal a nossa velha conhecida Nota Fiscal. O
resto � briga de perito e advogado para ver que convence um juiz que n�o
entende nada de inform�tica.

Esse foi o nosso caso, mas cada comarca e vara tem um juiz, ent�o n�o d�
pra prever nada.

Ah, soube tambem na ocasi�o de peritos realmente competentes que
chegaram na empresa e lacraram todas as gavetas e os micros com fita
adesiva amarela (liga/desliga, cd e disquete) e contaram os micros da
empresa. Depois vieram deslacrando e anotando tudo o que estava
instalado nos micros e servidores, e tambem verificando disquetes nas
gavetas e armarios. 
Voce pode estar completamente regularizado nos micros e servidores, mas
se tiver um DOS 6.22 sem licen�a no disquete da gaveta, era uma vez.
Paga 3000 vezes o valor de um XP, � mole?

Causos... o primeiro eu vivi, o outro fiquei sabendo...

� por isso que uso gnu\linux e pronto!

[]s

Joao

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