Henrique Cesar Ulbrich <[EMAIL PROTECTED]> writes: > Oi Godoy e lista. > > S� pra finalizar, pq o assunto j� deu o que tinha que dar...
Bah! S� porque agora consegui mais um tempinho livre? :-P > (antes de mais nada, n�o h� flames aqui, viu?) Esta � uma lista de discuss�o. � normal que algumas delas virem flame wars ou apresentem enormes diverg�ncias de opini�o. Temos todos backgrounds, experi�ncias e necessidades diferentes. > H� resist�ncias grandes por parte do pessoal que � meio (ou completamente) > "guru" (como voc�, por exemplo) em reconhecer as dificuldades dos usu�rios > novatos. H� coisas que para eles s�o extremamente dif�ceis, independente de > OS, e que n�o entram na cabe�a de quem j� tem esse tipo de tecnologia no > dia-a-dia. Eu dei aula de inform�tica b�sica - leia-se Windows (not my > fault...) - para senhoras de baixa renda e elas ficavam muito confusas quanto > � opera��o do mouse. Portanto, a vov� e um exemplo extremo que dei mais para > suscitar a discuss�o saud�vel do que como exemplo real. No duro mesmo � claro > que s�o pouqu�ssimas as vov�s que usam computador, quanto mais Linux. Veja que para estas senhoras se o micro tivesse Linux ou Windows n�o faria diferen�a alguma. Elas v�o usar o que est� ali, v�o navegar na Internet e usar webmail gratuito. Esse tipo de usu�rio j� tem suporte h� algum tempo. O problema � com o usu�rio que acha que sabe :-) O que sabe muito e o que n�o sabe nada n�o s�o muito problem�ticos. > � claro que o Linux hoje, 2004, est� muito mais pr�ximo "da vov�" do que em > 2001, quando trabalhamos juntos na Conectiva, ou 1996, quando tomei meu > primeiro contato com Linux. Ali�s, esse primeiro contato nem foi t�o novidade > assim, pois eu mexia com Unix desde 1988, mas isso � outra hist�ria... :-) Pois �. Comecei com o Linux em 95/96 tamb�m. Em 88 n�o mexia com unices ainda... Fui come�ar com eles quando comecei a trabalhar com Telecom, mais ou menos no mesmo tempo que comecei com o Linux. E realmente, naquela �poca era MUITO dif�cil. Principalmente pelos unices estarem come�ando nos desktops -- a hist�ria do poder de processamento que comentei no outro email -- e o Linux ter sido o alvo principal. Infelizmente o FreeBSD enfrentou uma enorme batalha jur�dica por volta de 92, que foi terminar mais ou menos em 94/95. Isso prejudicou muito sua evolu��o e sua entrada no mercado, dando ao Linux uma vantagem (al�m da vantagem de ter desenvolvedores saindo do FreeBSD e indo para o Linux, devido aos problemas legais). > Entretanto, certas coisas ainda s�o mais complicadas. Bato na tecla do > suporte > a hardware, que n�o � culpa de ningu�m. � culpa de v�rios algu�ns :-) N�o adianta maquearmos: � culpa do monop�lio, � culpa dos usu�rios e � culpa dos fabricantes. Todos -- exceto o monop�lio, claro -- podem tomar medidas para acabar com o problema ou pressionarem-se mutuamente para que o problema resolva-se logo. > Eu uso e recomendo. Mas numa distribui��o "grandma-ready" j� teria que ter um > �cone pro webmin alhures. Entende? A infra-estrutura j� est� (quase) pronta, > s� falta alguns detalhes de usabilidade (que alguns chamam de cosm�ticos) > para que a vov� sinta-se confort�vel. Com certeza. Mas h� distribui��es assim. O YaST, no SuSE, por exemplo, j� tem seu �cone por ali e permite configurar tudo. O mesmo para os programas de configura��o do Fedora. Claro que eles ainda fazem mais perguntas que no Windows, mas em compensa��o voc� consegue extrair mais do hardware. H� sempre um pre�o a se pagar em usabilidade X desempenho. Ningu�m pode negar que a interface de um mainframe � terr�vel mas que ao mesmo tempo ele � capaz de processar um volume de informa��es gigantesco. > � o "the last mile" do desktop. Mas, da mesma forma como o "last mile" dos > cabos de cobre, esse parece que est� custando a sair... :-) � a� que profissionais preparados ganham um mercado hoje em dia. Personaliza��es como esta s�o simples de se fazer e automatizar e podem render um dinheirinho fixo. V�rios j� sacaram isso e est�o "comendo" mercado deixado de lado pelas distribui��es. >> E se for alterado via comando ou arquivo externo ele traz para dentro de >> suas configura��es? ;-) O caminho tem dois sentidos, n�o um s�. > > Sim, traz. Isso � excelente. Uma das falhas de v�rios programas de configura��o era justamente serem "one way" ou de removerem informa��es deixadas pelos usu�rios nos arquivos de configura��o. > N�o � t�o simples assim. Estamos falando de um usu�rio sem conhecimento > algum, > que nem sabe que existem padr�es e que fica confuso quando descobre que > existem "v�rios" Linux. > > Sou mais a solu��o do Ricardo Igarashi: colaboremos com a campanha "Use > Kurumin!!!" - e de quebra com a campanha "Linux Pr�-instalado j�!!!". Podes comprar aqui no Big, no Extra, no Carrefour e em outros mercados m�quinas com Linux. No Big est�o entre as m�quinas mais baratas em exposi��o. Havia duas prateleiras com computadores, uma s� de Linux. Sobre o Kurumin, eu n�o acho que seja o ideal. Ele peca em muitos aspectos e induz o uso de conceitos errados como o uso do superusu�rio para a opera��o cotidiana da m�quina. Isso introduz MUITAS falhas de seguran�a e pode causar muitos problemas. Lembre-se que o Linux n�o te pergunta, ele simplesmente obedece ao comando. ;-) (Isso � uma das coisas que eu mais gosto nele.) > Sign o'times... Boas not�cias ouvir isso. > Mas, chegando em casa, ser� que a vov� vai saber montar o chaveiro USB? ;-) E pra qu� ela vai fazer isso? Como eu falei, � s� plugar e o �cone aparece no desktop. Vai me dizer que n�o � assim na tua distribui��o? > com chipset Endpoints EP800. O suporte a ele n�o est� presente nem no kernel > "vanilla" nem no padr�o do Red Hat 8, 9 e Fedora 1, Conectiva 8 e 9, Debian Nenhuma das �ltimas vers�es dispon�veis. O RH j� saiu de linha na linha desktop e s� est� tendo manuten��o nas linhas Enterprise. A webcam existia quando o CL 9 foi lan�ado, a 1 ano e meio atr�s? > Volto a repetir: n�o � culpa do Linux ou de seus desenvolvedores a falta > desse > tipo de suporte, e concordo que o melhor � uma terceira campanha: "Pergunte > se funciona no Linux". Mas coisas como essas podem mesmo desencorajar o > usu�rio leigo. Eu prefiro n�o ter o usu�rio a t�-lo com uma m�quina que n�o o atende. A solu��o que recomendo para os clientes � a solu��o que vai atend�-los nas necessidades que foram-me apresentadas e em algumas que eu possa imaginar. Se o Linux n�o atende, eu n�o o recomendo. >> Se o kernel oficial n�o inclui o suporte, mas a distribui��o inclui, >> faz diferen�a para o *usu�rio*? > > N�o. mas nem sempre a distro inclui. Mas � uma quest�o da massa de usu�rios dessa distribui��o solicitar a inclus�o. Se ningu�m pedir, eles n�o t�m como saber o que � de interesse dos usu�rios ou n�o. > O que eu disse foi que pra escrever um device driver voc� precisa das > especifica��es do driver, que quando n�o dispon�veis d�o uma dor de cabe�a > pra quem inventou de mexer nele. > > Pra escrever um sistema de gest�o voc� n�o tem esses problemas. Possui > outros, > claro, mas falta de informa��o suficiente n�o � (ou n�o deveria) ser um > deles. Hehehehe... Pelo contr�rio. Voc� precisa de um corpo t�cnico especializado em �reas que n�o s�o mapeadas t�o facilmente para software quando instru��es e funcionamento de hardware. H� fatores legais, cont�beis, exce��es do pr�prio neg�cio, etc. Claro, obter as especifica��es de algum hardware espec�fico pode ser mais dif�cil do que achar um advogado, contador, etc. que responde sobre as quest�es que voc� n�o conhece em troca de uma remunera��o financeira. > B�o, sempre que eu tiro um disquete aqui sem desmontar o conte�do dele fica > inacess�vel. Talvez eu esteja fazendo algo de errado, vai saber n�? Eu n�o monto e nem desmonto disquetes ou CDs h� um bom tempo. ;-) Acho que isso � um trabalho que o computador deve executar para mim. �s vezes eu preferia faz�-lo manualmente, principalmente no caso de CDs, mas na maioria das vezes os automatismos s�o mais interessantes. > De qualquer modo, se voc� tira o disquete sem desmontar, pode deixar doid�o > algum software que esteja com um arquivo aberto nele, como o OpenOffice, por > exemplo. Por causa do cache. Para otimizar as coisas, s� se toca o disco (HD, disquete, CD, etc.) quando necess�rio: RAM � muito mais r�pida que o hardware. > O automount/supermount, quando usados, �s vezes engasgam, n�o desmontam ou > atualizam o cache quando devem e mesmo corrompem alguma coisa. Acho que somos sortudos aqui. Nos computadores que rodam Linux n�o temos problemas. S�o 2 aqui, mas mais de 20 em um cliente e uns 15 em outro. >> No modo texto, um "mdir a:" mostra o que tem por l�. ;-) > > Yep. Mtools rulez. Embora a vov� n�o curta muito ele, nem aquela tela preta > que tem nos aces�rios do Windows... Ent�o ela n�o deve us�-lo, oras. ;-) >> Sua distribui��o n�o monta as coisas automaticamente para voc�? > > Ok, voc� venceu. > Desintalar Debian Sarge. > Instalar Conectiva 10... Ou SuSE 9.1, ou Mandrake 10.1, ou Fedora Core 2 (ou o 3 j� de uma vez) ou ... Mas escolha uma distribui��o compat�vel com o LSB. -- Godoy. <[EMAIL PROTECTED]> --------------------------------------------------------------------------- Esta lista � patrocinada pela Conectiva S.A. Visite http://www.conectiva.com.br Arquivo: http://bazar2.conectiva.com.br/mailman/listinfo/linux-br Regras de utiliza��o da lista: http://linux-br.conectiva.com.br FAQ: http://www.zago.eti.br/menu.html
