Dizer que certas pessoas se prostituem é uma opniao, na melhor das hipóteses, 
muito forte. E cá entre nós, o Ian dá de comer para alguém mais, além dele e da 
família dele? E se acha que o que fazemos nao é por grana desafio a fazer o 
seguinte teste: ir no super-mercado da esquina, levar algum projeto pessoal 
feito nas bases da GPL, GNU, Software Livre e o que mais quiser e entao pedir 
um quilo de arroz...


Até mais, Miguel D.

On Fri, 17 Jun 2005 14:16:44 +0000
Claudio Polegato Junior <[EMAIL PROTECTED]> wrote:

> Eduardo escreveu:
> 
> >Será um bom ou mal sinal?
> >  
> >
> Olá,
>  
>   _Minha_ opnião _pessoal_ é um mal sinal!
> 
>   Também li que Ian (fundador e mantenedor do Debian) está temendo isso, 
> pois está vendo as empresas grandes (Microsoft, Red Hat, Novel/SuSE, 
> Oracle, Sun, IBM, HP, dentre outras) que têm muita grana para investir 
> no negócio (principalmente marketing) se aporderarem do conteúdo e 
> pessoal da comunidade para benefício próprio e lucrarem muito com isso. 
> O maior temor se consentra no marketing pessoal, onde pessoas ou 
> instituições (empresas) fazem seu nome sobre uma plataforma livre (a 
> maior preocupação dele é com o Debian, claro) e depois se vendem 
> (prefiro dizer prostituem-se) a outras empresas, tudo uma questão de 
> negócio e muita grana no bolso que praticamente um só. Ele também tem 
> sua empresa (distro), mas já se dipos a consolidar esta ao Debian e que 
> todos os que fazem isso (como o Kurumin, Knopix, Ubuntu, e tem muito 
> mais) se fundam ao projeto Debian e não criem um fork (algo paralelo e 
> competitivo), pois vão acabar dividindo as forças e recursos 
> (principalmente humano) da utopia de penetração de sistemas de Código 
> Aberto. Digo mais sobre o Debian por me parecer o único em que todos 
> seus derivados são compatíveis com a base e entre eles, mas isso está 
> começando a se perder, pois já vi relatos de que a Ubuntu, por exemplo, 
> está trabalhando em pacotes próprios ao invés de aperfeiçoar os do 
> Debian. É como temos o Conectiva, que derivou-se do RH e agora é em 
> quase sua totalidade incompatível com sua base.
>   O Futuro? Quem sabe o que será? Estamos dependendo de pessoas e o ser 
> humano (pelo menos em sua grande maioria) é imprevisível!
>   Torço e faço o possível para que a comunidade SL exista e resista, mas 
> não há o que temer, pois com as licenças e patentes de software, ou 
> usamos para gerar lucro ou não usamos. Para uso de testes em benefício 
> de uma empresa, _eu_ não testo a menos que seja com finalidade lucrativa 
> (se me pagarem para testar eu testo, mas se me cobrarem para testar - 
> que é o que estão fazendo - me sinto lesado).
>   Bom, no final das contas minha opnião é a seguinte: "Precisamos ser 
> etnicos e compromissados com o SL para podermos crescer e desenvolvermos 
> de forma rápida e livremente."
>   Somente para finalizar, um pouco mais sobre patentes: andei lendo um 
> pouco o assunto e descobri que quem paga o desenvolvimento somos nós, 
> visto que a maioria da patentes vêm das universidade públicas (caso do 
> Brasil) e que são mantidas com o dinheiro dos impostos que nós pagamos. 
> As patentes originárias de entidades particulares existem por haver um 
> desconto no imposto de renda da empresa que investir em pesquisa e 
> desenvolvimento, isto é, nós de novo. Depois de tudo ainda patenteiam 
> sem dar a nós o mínimo direito de uso. _Sou_ totalmente contra!!!
> 
> PS: Desculpe se escrevi muito, acho que empolgue e desabafei...
> 
> -- 
> 
> []'s
> 
> Claudio Polegato Junior
> 
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